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Veneno De Classificação: Uma Releitura Do Mau Uso Da Definição e Conceito de Literatura Popular

 Hoje li um artigo sobre esse tema, versava sobre Manuel Viegas Guerreiro (1986) e era da Unaids.org, lembro que baixei-o em uma pesquisa no Google sobre esta temática, fiquei curioso como não só no Brasil, mas também em Portugal os conceitos também se tornam promíscuos pelo fato de não se chegar a um consenso sobre um sistema de padronização de estudos e pesquisas.
  Acho que tal cocnepção não é culpa das instituições de ensino superiores ou outros tipos de escolas, mas devo a culpa dessa problemática aos antepassados "Escolásticos" que por força de aristocracia e preservação de um nicho burguês tradicionalista sucumbiu de conhecermos a Literatura Popular como aresta condoreira de arte, expressão, historiografia e até mesmo bibliografia para nós que ainda não conhecemos em livros, enciclopédias, periódicos ou publicações que coloquem a Literatura Popular como "Tutorial" do processo literário em primoridos culturais.
  Deve-se olhar isso agora com calma, pois não adianta os estudiosos correrem atrás de releituras ineficientes, já que somente atrasaria o academicismo deste tópico, alem dos mesmos ainda não possuirem um esquema bem traçado para recuperar os diversos preceitos ortodoxos dessa literatura, mas se ficarmos só tentando achar juízos para tais pré-juizos ou reais prejuízos reais estaremos chovendo no ,olhado invisível, então vou partir para uma una definição disso mesmo que não seja tese de nenhum doutorado ou trabalho academico ou técnico para apresentação em simpósios internacionais, mas se nem os mais renomados gramáticos tradicionais acharam um veredito disso eu pelo menos tentarei com toda humildade.
  Literatura Popular: 1. Literatura feita por alguém que em suas faculdades intelectuais absorva conhecimentos suficientes sobre o sentido mais literal e real do léxico "Povo".
                   
                     2. Literatura que exteriorize os registros humanos do próprio em meio a essa camada social ou que pelo menos torne explicitos registros ficticios ou não de pessoas dessa esfera com parcialidade penetrando nas características desse grupo sem fazer uma leitura tácita desse cotidiano descrevendo todas as facetas dos habitantes dessa classe social.

                     3. Literatura que se inspire no povo como personagem ufanista da própria condição sem dogmáticos e somente com personalidades dignas dessa camada social.

                     4. Literatura que se aprofunda na discussão sobre as diversas necessidades do homem comum em relação a arte não sendo um mero objeto de apreciação complexa ou hermética e sim algo que solidifique a própria história desse povo, preserve seu folclore, suas tradições, crenças, valores e que sirva de parede de fogo para quaisquer formas de aculturação, alem do mais que sirva como base para a identidade do povo em seu subjetivo cerne, e ainda para fechar esta explanação aquela literatura que não seja ambigüa aos olhos do povo e que faça o mesmo entender e interpretar a própria simplicidade de seu ceio.

                     5. Literatura dedicada aos traços regionalistas que não se prenda ao infinito ou as grandes utópias e sim uma literatura que seja finita enquanto prisma de entendimento e que seja infinita como forma de acervo para estudos futuros e que não suma nos classicismos estéticos que são expressivos, mas não nesse gênero que deve se tornar uma ponte entre o Saber Humano e o Saber Adquirido se é que o leitor acomapnhou meu raciocínio.

                     6. Literatura que expõe o homem comum a uma vitrine que possibilita elevar o mesmo a um estado de importância dentro da sociedade como elemento itinerante para as diversas vertentes da Geografia, Antropologia e outras ciências sociais o que será portal para se ampliar as trocas de vivências de forma mais racional sem pré-conceitos ou abismos entre as Classes Sociais.

 Acho que estas definições se não resolvem esta problemáticas pelo menos põe a Literatura Popular um pouco mais preciosa na essência de definição e conceito ainda não conhecido pela maioria culta.
Edemilson Reis
Enviado por Edemilson Reis em 13/07/2006
Código do texto: T193455
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Sobre o autor
Edemilson Reis
Vespasiano - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
332 textos (127565 leituras)
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Edemilson Reis