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SAM: Seja Agente da Mudança

I am Sam. Eu sou Sam. Em verdade, significa muito mais que isso. Sam, personagem principal da película lançada no Brasil sob o título "Uma lição de amor", ensina muito mais do que inúmeros livros dedicados ao tema abordado.

Para quem ainda não viu o filme (não sou crítico de cinema, tampouco acalento essa pretensão), é uma boa oportunidade (principalmente para os estudantes e profissionais do Direito) para que possam observar e sentir como muitos tratam da vida alheia e da própria.

As pessoas quando procuram os serviços jurídicos não raro levam o problema (o problema, eu disse) que as aflige da pior forma. Para tantos profissionais trata-se de mais uma questão a ser solucionada, porém a diferença está no serviço a ser prestado. O atendimento ao público aguça (ou propicia seja aguçada) a capacidade de romper a redoma do individualismo e interagir socialmente.

A advogada, personagem do longa-metragem, sequer sabe como chamar seu constituinte - Sam - em decorrência de ser ele portador de doença mental. Sam, com sua simplicidade, responde que basta chamá-lo pelo nome. Nada mais óbvio. E é assim que as pessoas devem ser chamadas, pois possuem identidade, sentimentos, personalidade, possuem vida. É a necessidade que temos de ouvir obviedades.

A busca incessante pelo sucesso, a falta de tempo para se dedicar ao filho, à família, a ausência de diversão, tudo isso transforma-se em rotina, independentemente se integrante da área jurídica ou não. Todavia, não há sucesso profissional que compense um fracasso familiar, já disse Stephen Kanitz, em um de seus artigos. De nada valem mansões, decoradas e equipadas com o que há de melhor e mais caro, se no interior de seu proprietário existe um casebre afetivo.

O título original do filme, "I am Sam", é bastante forte. Façamos um teste. Substitua o nome da personagem pelo seu e repita diante do espelho: eu sou (diga seu nome). Olhe nos seus olhos, lembre-se de quem já lhe procurou, depositando em você toda a esperança, e o que você fez por essa pessoa. Agora, repita: eu sou (diga seu nome). Sorriu de satisfação? Que bom! No entanto, caso perceba em seu rosto algo percorrendo daquilo que lhe faz ver o mundo até onde o faz falar, acalme-se. É uma lágrima dizendo-lhe SAM: Seja Agente da Mudança. O hoje é sua (nossa) grande chance.
Danilo Andreato
Enviado por Danilo Andreato em 19/01/2005
Reeditado em 30/03/2005
Código do texto: T1941
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Sobre o autor
Danilo Andreato
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 38 anos
69 textos (7588 leituras)
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