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PEFE (2)

Somos todos "hermanos" iludidos

   Com a aproximação das eleições, são justas as dúvidas da população em relação à honestidade do evento, pois já está cansada das mutretas seculares que a elite utiliza para manter seus fantoches no poder, que vão desde a compra de votos como a adulteração dos mesmos. O caso Proconsult no Rio e a manipulação do painel do Senado comprovam bem esta ação.

   Mas a preocupação não deve estar restrita apenas ao pleito. Existe algo muito mais importante do que checar se os vencedores foram eleitos de forma honesta. Vai ser difícil que nos permitam conferir a lisura do processo. Criarão diversos obstáculos para se checar o programa de coleta. Quanto mais o de totalização. É preciso criar um mecanismo de acompanhamento das ações dos dirigentes de nossos destinos ao longo de seus mandatos, que há muito tempo deixaram de lado o patriotismo e a cidadania em troca de alguns dólares pelos quais vendem nossa dignidade e nosso patrimônio construído com suor e sangue. É preciso que se alimentem algumas entidades de credibilidade e se ensine o povo a constantemente contata-las no sentido de cobrar explicações contra ações que prejudiquem nossa geração e as futuras. Seria positiva a criação de um órgão tipo PROPOL (Procon dos Políticos) para fiscalizar as condutas dos eleitos (teria de ser gerenciada por representantes de bairros). Isto também é difícil, em função do poder que a tv exerce através de seus programas de chanchadas rebolativas, shows do tipo Big Bobo Brasil (onde quem pronuncia frase com mais de 5 palavras atinge a posição de gênio) e de suas novelas pobres de valores morais e enriquecidas com mensagens subliminares voltadas para nos manter anestesiados, esquecidos de nossos direitos. Esta mudança de atitude jamais nascerá de uma campanha pública, pois não interessa aos poderosos que a população descubra que foi iludida por dezenas de anos para manter as mordomias dos ratos engalanados que trafegam nos palácios do poder. Tal ação terá de nascer dentro de cada lar que ainda não foi debilitado, sucateado e fragilizado pelo acúmulo de sofrimentos provocados pelos satânicos gananciosos. Se alguns lúcidos que conseguem formar opiniões elevarem suas vozes (pena que só fazem isto quando suas posses são ameaçadas), receberão o apoio daqueles milhões que já perderam a esperança por uma vida melhor e se sujeitam a servirem de capacho por algumas migalhas de pão e o direito de, no Carnaval, se orgulharem de suas vestes de palhaços. Vamos dar um voto de confiança à população na próxima eleição. Quem sabe se desta vez ela descobre o quanto estamos perto da Argentina e percebe que quando vivemos no charco, nos tratamos todos por "hermanos". Certamente votar NULO não é a solução para fazer o país crescer, mas é o tipo de PROTESTO que possuímos no momento para dizer que não desejamos estes ratos no poder.
Haroldo
Enviado por Haroldo em 22/07/2006
Código do texto: T199301
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Sobre o autor
Haroldo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 71 anos
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