Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Momentos que não voltam mais.

A vida passa depressa demais.

Quando percebemos...  Bum! Lá se foram grandes momentos, fases que se iniciam e fases que se findam...
É a vida no incessante vai e vem.

Nossos amigos de infância que tomaram outros caminhos, nossos colegas da escola já não vemos mais, nossos pais que foram embora, nossos filhos que cresceram rápido demais, momentos que se findaram, as águas da vida os levaram em direção ao oceano da saudade...

Para que não fique um arrependimento, um sentimento de que poderíamos ter feito mais, aproveitado mais,  se faz mister que aproveitemos esses momentos como se fossem os únicos e os últimos,  dedicando atenção especial àqueles que dividem conosco os palcos da vida.

Contudo, por vezes invertemos o foco. Pensamos em trabalho quando deveríamos nos focar na família. Pensamos na família quando deveríamos nos dedicar aos estudos, pensamos em um alguém quando deveríamos nos dedicar a outro alguém, com isso, não vivemos nem um nem outro momento.

E ao olharmos para trás, lembramos com saudade daqueles tempos que não voltam mais e exclamamos:

- Era feliz e não sabia!

Dia desses um amigo desabafou, estava triste, a filha já adulta, havia partido em estudos para o velho continente, e ele disse-nos:

- Ah, como cresceu minha pequena! Hoje  é adulta, mulher, senhora de seu destino, infelizmente perdi os verdes anos de sua infância. Quantas vezes não me chamou para brincar , e eu displicente sempre dizia:
- Agora não filha, papai está cansado, deixemos para depois!
- Hoje sinto falta daquela criança, porém, ela cresceu, bateu asas e aqueles tempos foram juntos, sinto não ter me dedicado mais a ela!

Pois sim amigo leitor, diante da narrativa do amigo, cabe-nos uma análise séria do assunto:

Estamos nos dedicando com afinco e atenção aos nossos afetos, a nossos amigos, a nossos companheiros de caminhada?

Pode ser que amanhã a vida nos convoque a outros testemunhos,  e inevitavelmente, teremos que partir.
Para que não fique o amargo gosto de que poderíamos ter feito mais e melhor,  se faz prudente que vivamos em plenitude os momentos que estamos atravessando ,pois o tempo, este não volta mais...

Pensemos nisso!




Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 27/07/2006
Código do texto: T203153
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
364 textos (103992 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 13:03)
Wellington Balbo