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Campinas e as Águas

A cidade de Campinas está localizada geograficamente na área de três bacias hidrográficas, do rio Atibaia (Leste, Centro e Norte), ribeirão Quilombo (Noroeste) e rio Capivari (Sul e Sudoeste).
O rio Atibaia, que nasce próximo a Bragança Paulista, fornece 90% da água consumida em Campinas. Com o rio Jaguari o rio Atibaia forma o rio Piracicaba, que nasce em Americana. O ribeirão Anhumas, que nasce em Campinas, é um dos principais afluentes do Atibaia.
O ribeirão Quilombo nasce no Chapadão, em Campinas, e atravessa Sumaré e Nova Odessa, antes de desaguar no rio Piracicaba, em Americana.
O rio Capivari representa uma divisa natural do Município de Campinas. O ribeirão Piçarrão nasce na Vila Marieta e separa o São Bernardo da Vila Industrial, passando ainda pelos bairros Manoel da Nóbrega e Vila Rica e, depois, pelos Parques Santa Bárbara, São Jorge e Fazendinha, antes de desaguar no rio Capivari.
A devastação das florestas foi o primeiro grande crime ambiental de Campinas, acontecendo de modo paralelo ao massacre indígena e à exploração da mão-de-obra escrava. A derrubada das matas foi essencial para tornar Campinas como um dos maiores pólos econômicos e um dos mais vigorosos centros urbanos do País.
O outro grande crime ambiental de Campinas foi a gradativa degradação dos seus rios, que também foram essenciais para tornar a cidade como uma das mais prósperas do País. Esta é mais uma dívida ambiental que a cidade tem e que apenas será resgatada com a imediata limpeza de suas águas.
Como grande parte das cidades brasileiras, Campinas também foi formada a partir de núcleos urbanos que se desenvolveram às margens de rios. No caso de Campinas, os três "campinhos" que deram origem à cidade também floresceram às margens de rios.
Aquele "campinho" que foi provavelmente o primeiro núcleo de povoação, localizado onde atualmente termina a avenida Moraes Sales, no cruzamento com a Via Norte-Sul, era banhado originalmente pelo Córrego Lavapés, atual Córrego Proença. Era o "campinho" mais próximo do Caminho de Goiás, a rota dos bandeirantes rumo ao Eldorado brasileiro.
Já o "campinho" que originou o Largo do Carmo, onde a cidade nasceu "oficialmente", era por sua vez banhado pelo Córrego Tanquinho, que nascia nas proximidades do atual Largo do Pará, acompanhava o sentido da Rua de Cima (atual barão de Jaguara) e descia, em direção à atual avenida Anchieta, até encontrar-se com o Córrego do Barbosa, depois do Serafim e hoje da Orosimbo Maia. O Córrego Tanquinho também passava próximo do terceiro "campinho", no Largo da Santa Cruz, usado para enforcamentos de escravos no final do século 19.
Todos os três cursos d água, fundamentais para alicerçar o crescimento da cidade, foram vítimas do chamado progresso a qualquer preço. O desaparecimento de dois deles, o Córrego Lavapés (hoje Proença) e o Tanquinho, debaixo do asfalto de grandes avenidas, é um dos símbolos máximos de como a natureza foi deixada em segundo plano no processo de "desenvolvimento" de Campinas.
E as agressões aos rios têm a própria idade do espaço urbano. O Córrego Tanquinho, principalmente, o primeiro que conviveu diretamente com o núcleo urbano formado a partir das ruas de Cima, do Meio e de Baixo, desde cedo passou a receber esgotos, lançados naturalmente sem tratamento. O Córrego sofria, igualmente, os impactos dos resíduos depositados a céu aberto em dois dos três lixões que existiam em Campinas até o início do século 20, no atual Largo do Pará e na Praça Carlos Gomes. (O terceiro lixão ficava onde hoje funciona o Mercadão.)
Atual Córrego da Orosimbo Maia, em função da avenida do mesmo nome, o Córrego do Barbosa foi por muito tempo o limite do centro urbano de Campinas. Com o avanço da cidade em direção ao Norte e ao Oeste, o Córrego passou a receber os esgotos urbanos, e no final do século 19 passou a ser conhecido como Canal de Saneamento - em decorrência da febre amarela, foi o local escolhido para a instalação do primeiro filtro de esgotos da cidade, patrocinada pelo governo estadual de Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra, o Barão de Jaguara.
Nenhum dos três córregos, em razão da degradação precoce, vai acabar fornecendo água para o abastecimento de Campinas, à exceção de um projeto muito limitado, de captação no Córrego Tanquinho, proposto em 1873 pelo vereador Raphael Sampaio e inaugurado dois anos depois, atendendo a moradores no quadrilátero entre as avenidas Francisco Glicério, Regente Feijó, Aquidabã e Uruguaiana. Até meados do século 19 a população se servia, de modo geral, nas bicas, que deram origem ao ofício do "aguateiro". Era o profissional que recolhia a água das bicas e vendia para a população.
Em 1855, como medida preventiva à propagação da epidemia de cólera que atacava vários pontos do território brasileiro, a Câmara Municipal de Campinas divulgou uma série de medidas sanitárias, várias delas relacionada ao cuidado com a água.
Dois anos depois, a mesma Câmara solicita, através de seu presidente, Luiz Henrique Pupo de Moraes, à Assembléia Legislativa Provincial, recursos para financiar a instalação de um chafariz. A 12 de agosto de 1858, a Tesouraria Provincial expede um ofício, comunicando a liberação para Campinas de "oito contos de réis, sendo seis contos para serem aplicados na construção de um chafariz", o que apenas ocorreria em 1873.
Na realidade, seriam construídos três chafarizes de ferro, colocados no Largo do Pará, Largo do Teatro (hoje Praça Rui Barbosa) e Largo do Rosário. Eles começaram a funcionar a 11 de dezembro de 1874.
Depois da inauguração dos chafarizes, somente em 1885 aparece o primeiro Projeto de Abastecimento de Água para a Cidade de Campinas, de autoria do engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza. O projeto foi o embrião do funcionamento da Companhia Campineira de Águas e Esgotos, criada a 5 de julho de 1887.
Os sócios da empresa eram o coronel Joaquim Quirino dos Santos, Bento Quirino dos Santos, o próprio Paula Souza e o engenheiro inglês Roberto Normanthon. O especialista inglês seria o responsável pelo projeto de captação de água finalmente escolhido para Campinas, e que não vai seguir as recomendações de Paula Souza.
Pelo projeto de Normanthon, seriam captadas as águas dos ribeirões Iguatemi e Bom Jesus, a 18 km do centro de Campinas, na então Vila de Rocinha. O bairro depois passou a pertencer a Vinhedo, e o sistema de abastecimento foi repassado à Prefeitura de Valinhos.
Com a febre amarela que atingiu a cidade em 1889, é apressada a construção do sistema de abastecimento, inaugurado a 2 de janeiro de 1891, pelo já prefeito Antônio Álvares Lobo (com a Proclamação da República, o Executivo Municipal que cabia à Câmara passa para as mãos do intendente, precursor do atual prefeito).
Os efeitos da febre amarela, que esvazia a cidade no final do século 19, fazem com que o sistema da Rocinha seja suficiente para o abastecimento de Campinas até a segunda década do século 20. A ampliação do sistema de abastecimento, para atender ao novo surto de crescimento a partir da década de 20, será feita já com a Companhia Campineira municipalizada, a 7 de dezembro de 1923.
Estudos para a ampliação do próprio Sistema Rocinha foram de fato realizados, pelo engenheiro Egydio Martins, a pedido do prefeito Miguel de Barros Penteado. Mas os projetos são abandonados, sendo então analisados os planos de captação no rio Atibaia, que já tivera um papel importante para Campinas, na movimentação dos primeiros engenhos de cana no século 18.
Um primeiro projeto, de Augusto de Figueiredo, foi melhorado pelo próprio Egydio Martins, e finalmente assumido por uma Comissão Especial da Câmara Municipal, encarregada de discutir e decidir sobre o novo sistema de abastecimento de água, considerado estratégico para sustentar o crescimento futuro de Campinas.
Em 1934, a Comissão Especial emite o seu parecer, dando-se início à implantação do sistema, baseado na captação e adução inicial de 10 milhões de litros. Um reservatório seria construído no bairro Cruzeiro, de onde a água seria distribuída por gravidade para as áreas baixas do Fundão, Vila Maria, Vila Marieta e Vila Paraíso. Também haveria sub-adutoras para o Chapadão e a Ponte Preta, cujo reservatório já recebia as águas da Rocinha.
A inauguração do novo sistema aconteceu em 1936, viabilizando o grande crescimento da cidade nas décadas de 40 a 70, mas já na época Campinas perdeu a oportunidade de instalação concomitante de um sistema de esgotos, que chegou a ser examinado pela mesma Comissão Especial da Câmara, mas não foi concretizado por falta de recursos e de alguma vontade política.
Depois, com o crescimento exagerado nos anos 50 a 80, todos recursos existentes passaram a ser investidos na ampliação do sistema de distribuição de água. Além disso, os recursos disponíveis estavam concentrados, durante o regime militar inaugurado em 1964, na esfera do Sistema BNH e das empresas estaduais de saneamento. Isso tudo, aliado ao mito político de que "dinheiro investido embaixo da terra não dá voto" (no caso obras com tratamento de esgotos), resultou em um atraso de mais de 60 anos para a instalação de um sistema de tratamento de esgotos urbanos, em Campinas e região, e a consequência é o que se vê hoje.
A expansão sem limites dos espaços urbanos, em Campinas e região, nas décadas de 50 a 80, foi fatal para a saúde dos rios. À medida que as cidades iam crescendo, também crescia o volume de esgotos urbanos lançados sem tratamento nos rios.
Por outro lado, o crescimento industrial também contribuiu para a degradação dos rios, uma vez que grande parte das primeiras indústrias instaladas na região passaram a lançar sem tratamento seus próprios esgotos.
Além disso, a região sofreria um grande golpe, na década de 70, durante o regime militar, com o início do fornecimento, para abastecimento da Grande São Paulo, de 33 metros cúbicos de água por segundo, retirados da bacia do rio Piracicaba. É nesta bacia que está situada a maioria dos 60 Municípios da região, hoje agrupados na esfera do Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Todos esses ingredientes foram fundamentais para a degradação das águas de praticamente todos os rios da região. Uma degradação cada vez mais constante, a julgar pelos levantamentos realizados todo ano pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a agência ambiental do governo paulista.
Em 1984, a Cetesb constatou o lançamento de 184 toneladas de esgoto sem tratamento nas bacias dos rios Piracicaba e Capivari, sendo 95 ton de origem industrial e 89 ton de origem doméstica.
Sete anos depois, os rios das mesmas bacias receberam, curiosamente, as mesmas 184 ton de esgoto sem tratamento, mas agora com uma inversão na origem das cargas. Em razão de uma legislação cada vez mais rigorosa no caso das indústrias, a carga diária de esgotos de origem industrial, depositada sem tratamento nos rios, caiu para 74 ton, enquanto a carga de esgotos domésticos aumentou para 110 ton.
A partir daí, a carga de esgotos urbanos lançados sem tratamento nos rios foi cada vez maior. Em 1992, a carga de esgotos urbanos sem tratamento aumentou para 116 toneladas/dia, enquanto o volume de esgotos industriais não-tratados caiu para 44 ton/dia, nas bacias dos rios Piracicaba e Capivari.
Em 1994, a Cetesb e outros órgãos estaduais elaboraram um documento, para embasar o reenquadramento dos rios, que fez uma projeção para o lançamento de 110 toneladas/dia de esgoto urbano sem tratamento apenas na bacia do rio Piracicaba no ano 2.000. Já em 1995, contudo, o lançamento diário na bacia foi de 132 ton de esgotos sem tratamento.
Na área das três bacias, dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o lançamento em 1995 já era de 200 toneladas/dia de esgoto doméstico sem tratamento.
O volume de esgotos de origem industrial depositado sem tratamento nos rios das três bacias foi de 50 ton/dia. Naturalmente, por ser a maior cidade da região, Campinas contribui com a maior parte (25% individualmente) da carga de esgoto doméstico lançada sem tratamento nos rios. Maior cidade da região, Campinas tem um papel central no debate sobre o futuro das águas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. E um dos principais agentes nessa discussão sem dúvida deve ser a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A (Sanasa), a empresa de economia mista criada a 28 de agosto de 1974, em substituição ao Departamento de Águas e Esgotos (DAE), sucessor da antiga Companhia Campineira de Águas e Esgotos.
Coube à Sanasa administrar o déficit no fornecimento de água, intenso na década de 70, decorrente da explosão populacional de Campinas a partir da década de 50. Quando foi criada, funcionavam no bairro Swift duas Estações de Tratamento de Água (ETAs 1 e 2), que processavam a água captada no rio Atibaia, com uma capacidade máxima de 1.200 litros por segundo, volume insuficiente na época.
Apesar da escassez de recursos, entre outros motivos pela centralização das verbas durante o regime militar, a Sanasa conseguiu construir na estrada para Sousas uma nova ETA, a de nº 3, inaugurada no início da década de 70, com a capacidade de 1.100 l/s e com duplicação prevista para os anos 80.
Entre 1975 e 1987, a cidade vive um dos períodos mais críticos de falta de água. Os racionamentos e rodízios eram constantes. Contra a vontade do governo militar, a cidade não repassou o seu serviço municipal para a Sabesp, a empresa estadual de saneamento.
Mas com o advento da Nova República, no final do regime militar, recursos foram captados, inclusive no Banco Mundial, para a ampliação da ETA-3 e construção da ETA-4, que já tinha seu projeto concluído pelos técnicos da Sanasa, igualmente com captação no rio Atibaia.
A data apontada como a do fim técnico dos racionamentos em Campinas seria 12 de outubro de 1988, com a inauguração da primeira etapa da ETA-4. Em janeiro do mesmo ano, já havia sido inaugurada a ETA do Rio Capivari, que faria o tratamento de 400 l/s de água, destinada basicamente para a região Sul do Município, onde estão os conjuntos habitacionais do Distrito Industrial de Campinas (DIC).
Equacionado o problema de fornecimento de água, a Sanasa voltou-se para o problema do esgoto sem tratamento. Uma nova versão do Plano Diretor de Esgotos de Campinas, concluído pela Sanasa, prevê a construção de 19 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) no Município, até o ano 2.020, a um custo de US$ 350 milhões. Faltam, entretanto, recursos para isso. A limpeza dos rios em Campinas depende de uma ampla e constante mobilização da sociedade.
A Região Metropolitana de Campinas,hoje composta por 19 Municípios, e inserida na região hidrográfica das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, é uma das áreas mais ricas em termos econômicos do Brasil. A renda per capita, estimada em US$ 10 mil, representa o dobro da média do estado de São Paulo e está muito acima da média nacional. A região concentra importante parque industrial e um dos mais expressivos pólos científicos e tecnológicos do Hemisfério Sul.
Apesar de todo o seu dinamismo, a RMC, que soma 2,2 milhões de moradores, apresenta importantes desafios a serem superados. A região sofre com a persistência de bolsões de miséria (são 382 mil habitantes em pobreza extrema, segundo dados da Fundação Seade, divulgados a 18 de setembro de 2003), além de ser afetada por modalidades de degradação da qualidade de vida como contaminação ambiental, ausência de sistemas adequados de destinação de resíduos sólidos, evolução da poluição atmosférica e baixos índices de tratamento de esgotos urbanos, uma das principais causas da poluição dos rios.
De fato, a degradação dos recursos naturais, e especialmente da água, já constitui sério fator de limitação do desenvolvimento e da qualidade de vida na RMC. A saturação dos recursos hídricos deriva do processo histórico de ocupação e crescimento da RMC, conduzido de forma desordenada e sem planejamento. Além disso, não houve plena participação da comunidade na definição das políticas públicas. Decisões tomadas especialmente no regime militar estão mostrando, no início do século 21, as suas graves conseqüências para a região, em termos ambientais e sociais.

Região Metropolitana de Campinas

1 Americana2 Artur Nogueira3 Campinas4 Cosmópolis5 Engenheiro Coelho6 Holambra7 Hortolândia8 Indaiatuba9 Itatiba10 Jaguariúna 11 Monte-Mor12 Nova Odessa13 Paulínia14 Pedreira15 Santa Bárbara d Oeste16 Santo Antônio da Posse17 Sumaré18 Valinhos19 Vinhedo

Os 19 municípios citados acima ocupam uma área de 3 348 km², o que corresponde a 0,04% da superfície brasileira e a 1,3% do território paulista
População: 2,3 milhões de habitantes, segundo dados do Censo de 2000, o que corresponde a 1,40% da população nacional e a 6,3% da estadual. Desse total, Campinas abriga 43,7%. Sumaré, Americana e Santa Bárbara d’Oeste têm, cada um, mais de 170 mil habitantes.
Nos últimos anos, a região de Campinas vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica nos níveis estadual e nacional. Essa área, contígua à Região Metropolitana de São Paulo, comporta um parque industrial moderno, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização.
Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como do Aeroporto de Viracopos, localizado no município de Campinas, o segundo maior do País.
A produção industrial diversificada, com ênfase em setores dinâmicos e de alto input cientítico/tecnológico, notadamente nos municípios de Campinas, Paulínia, Sumaré, Santa Bárbara d´Oeste e Americana, vem resultando em crescentes ganhos de competitividade nos mercados internos e externos.
Região exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de 25 bilhões de dólares. Sua renda per capita é bastante significativa se comparada à do Estado de São Paulo e Brasil (Região Metropolitana de Campinas = 10.689 dólares, Estado de São Paulo = 5.620 dólares e Brasil = 3.506 dólares)
A Região conta com amplo sistema viário, ramificado e de boa qualidade, tendo como eixos principais: as Vias Bandeirantes e Anhangüera, em direção ao município de Limeira, e a Rodovia SP-304, rumo a Piracicaba. Há ainda a Rodovia D. Pedro I, que faz ligação com o Vale do Paraíba.
As especificidades dos processos de urbanização e industrialização ocorridos na Região provocaram mudanças muito visíveis na vida das cidades. De um lado, acarretaram desequilíbrios de natureza ambiental e deficiências nos serviços básicos. De outro, geraram grandes potencialidades e oportunidades em função da base produtiva (atividades modernas, centro de tecnologia de ponta, etc.).
Nesse cenário, cidades médias passaram a conviver com problemas típicos de cidades grandes. A proliferação de favelas, violência e pobreza urbana revelam um padrão de crescimento bastante perverso, que aprofunda as desigualdades sociais.



Augusta Schimidt
Enviado por Augusta Schimidt em 20/01/2010
Código do texto: T2040041

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