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NOVA ERA?




(1992).



Aprendemos, desde o lar e a escola, e na própria sociedade, que o homem é um ser religioso; que sua necessidade de religiosidade é tão grande quanto suas necessidades básicas, como a alimentação e o repouso.
Essa “necessidade” nos é imposta desde há muito, e até mesmo nos tempos atuais, sendo que há pouco, nos tempos de nossos avós, só os párias em último grau não rezavam e se benziam várias vezes ao dia, ou de uma ou outra forma temiam o Ser Supremo, chamado Deus.
Mas, desde o surgimento do Cristianismo, aconteceu o que sempre ocorre a tudo o que o homem toma sob seu comando – os valores iniciais foram sendo transformados e mudados, segundo a humana conveniência, até quase se extinguir os princípios iniciais, e seus fundamentos.
Lendo a Bíblia, percebemos que o Cristo veio para nos ensinar o amor, a igualdade, a justiça baseada no amor.
As igrejas e seus mensageiros, porém, ensinaram o pecado, o castigo, o mercenarismo, o medo.
Isso, é claro, foi distanciando os mais nobres e sensíveis, os que criam que há em todos uma centelha divina. Foram então se desmembrando em seitas e religiões diversas, o que confundia e confunde quem foi ensinado que a verdade é única, e não admite réplicas.
Surge então o período em que o Capitalismo impera, quando as grandes Guerras Mundiais abalam a consciência coletiva, e o dinheiro, mais do que a religião, torna-se deus. Mas esse deus não é justo, muito menos imparcial, e mesmo entre os que o encontram há os que se sentem lesados. Falta o bem-estar que advém da segurança, da felicidade e da eternidade.
Explode agora a era do misticismo, onde os valores antigos ressurgem com toda a força, e de uma vez. Shirley MacLaine, chamada “a precursora da Nova Era”, torna pública a procura coletiva do “algo mais”. Agora, toda a busca humana de contato com o Divino está aflorada: os deuses de todos os tempos, egípcios, indígenas, incas; os “mistérios” de Atlântida, do Triângulo das Bermudas e Ovnis; civilizações, os druidas, magos, alquimistas, ciganos, rosacruzes; a astrologia em suas diversas formas, os estudos cabalísticos, cartomancia, quiromancia, tarologia; meditações, ioga, crenças e superstições; duendes, amuletos, cristais, cores, flores, ufa! Todos os conhecimentos, de todas as civilizações, e tempos, estão unidos, mas não como fórmula única. Está ultrapassada a frase: Qual a sua religião? Ou: O caminho certo é esse, ou Essa é a verdade.
Partindo do princípio que todos reencarnamos, princípio hoje aceito e utilizado por cientistas e médicos, e facilmente comprovados individualmente (pelo método da regressão), todos esses conhecimentos só estão sendo relembrados, acordados, para nós nos localizarmos e, de uma vez por todas, encontrarmos a essência, a verdade, o núcleo, e em nós mesmos.

Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 09/08/2006
Código do texto: T212306

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Edilene Barroso