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Alguns minutos em silêncio.

Quando Deus fez o mundo – diz a bíblia – criou o homem a sua imagem e ordenou: “Crescei-vos e multiplicai-vos! Dominai os animais da terra, do mar e do ar”!
O tempo foi passando e a complexa vida humana foi estendendo seus domínios a todos os confins do planeta e está invadindo o espaço. Os humanos adquiriram sabedoria, mas, também, tudo o que ela acarreta: proximidade excessiva, medo, insegurança, lutas por domínios e, por estarem no topo da cadeia alimentar, buscam meios para deterem os avanços excessivos da espécie. Como tudo no sistema está em constante evolução, eles não conseguem acompanhar a demanda diária de conhecimentos e os poderosos se apegam às armas para imporem as suas ordens.
Hoje, se paramos para pensar, vemos que tantas coisas boas aconteceram em nossas vidas.
O homem dominou várias etapas, mas falta compreender a si mesmo; a controlar as emoções e as contradições que o leva a guerra. Ele não consegue viver em harmonia com tantas forças contrarias agindo no subconsciente. De um lado a indiferença, o egoísmo, a ambição; do outro, a pobreza, a miséria, o comodismo, a ignorância. Nesse front caem feridos os humildes, os fracos de espíritos; são esquecidos os velhos, os deficientes. As crianças são abandonadas e o mundo – reino de Deus – semidestruído.
Os seres humanos têm por excelência o desafio de vencer a ira, sufocar o orgulho, aceitar a dor. São partes ativas da Natureza e com autonomia para traçar os próprios caminhos e segui-los. Se o objetivo é ser pacífico, terá que adicionar palavras sadias ao vocabulário, respeitar, educar e apoiar as crianças; ser bom pai, boa mãe, bons amigos; acreditar na vida, lutar com justiça, ter decisões sóbrias e sensatas; praticar o amor, a união e ouvir os idosos - porque esses já superaram muitas provações mundanas e expressam a sabedoria dos grandes vencedores - e crer em Deus; ou, se  preferir, numa Força que a tudo coordena. Em outras palavras, ser um obediente e tenaz guerreiro na luta contra seu próprio ego.
Afinal, qual é a paz que todos almejam? Uma vida farta? Boa saúde? Amizades, conhecimentos?... Uma vivência simples ao ar livre,   um pouco de tudo o que se tem agora. Não será a felicidade, os momentos agradáveis, como pássaros multicores que pousam em nossos quintais e vão embora?...
Cada um sabe onde ela vive. Para alguns, algo palpável; para muitos, um alvo quase inatingível. Na verdade, esses momentos agradáveis apresentam-se ao lado daqueles que se expressam com palavras mansas nos instantes onde reina a cólera; o olhar brando para os algozes dos cegos - tanto da verdade como da visão. Daqueles que toleram os falsos amigos e têm dentro de si uma aura superior que domina o ódio e os instintos. Ela reina no interior de cada um e pode estar nesses minutos, que em silêncio, percorrendo essas linhas como uma criança a brincar com palavras ingênuas, mas que traduzem serenidade.
Aceitando esses preceitos, pacíficos serão os seus atos e a paz de espírito acercará o seu destino.
Ciro do Valle
Enviado por Ciro do Valle em 13/08/2006
Reeditado em 06/07/2007
Código do texto: T215341
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ciro do Valle
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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Ciro do Valle