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UM POUCO DA VIDA DE VICTOR MODESTO


Foi no ano de 1858, oito anos após os irmãos Santos terem sido destroçados que aqui chegando o pernambucano José Francisco da Silva , de Buíque – PE, vindo de águas Belas, encontrou nas terras dos sítios “Brejo”, onde exatamente surgiu o arruamento que deu origem à cidade, apenas duas casas: o prédio-logradouro de propriedade do coronel Aristides Cardoso dos Santos e a vivenda de D. Senhorinha Pereira Lima, viúva de Antonio José de Sousa (Mestre Antonio).

O Sr. José Francisco da Silva aqui estivera em 1845, provavelmente para conhecer as terras que lhe interessavam adquirir. Sabe-se disso através da tradição oral e dos escritos dos historiadores Otacílio Anselmo e Silva e Padre Antonio Gomes de Araújo nos seus livros: Esboço Histórico de Brejo Santo e Um Civilizador do Cariri.Conta-se que ele foi atacado por uma aldeia de índios que caçavam na serra de Bonome e foi salvo graças a um índio domesticado que o c onhecia.

Não havia aumento populacional np sítio Brejo embora por aqui passassem os que vinham de Pernambuco em busca de vilas ou cidades caririenses. A morada de Dona Senhorinha (futura sogra de Basílio) era pousada certa para os tropeiros se abastecerem de farinha, arroz, fumo, bebida e para o descanso dos animais.

O Sr. José Francisco da Silva aqui chegou em companhia de sua esposa Ana Maria (meus tataravôs paternos) e de seus filhos, que para cá se dirigiram a fim de se fixarem.
Ana Joaquina de Jesus ou Ana Maria da Rocha Gomes ou Ana Gomes da Silva era filha do casal luso-baiano Manuel Gomes da Silva - Cândida da Rocha Pita, filha, por sua vez, de outro casal luso-baiano, capitão-mor João da Rocha Pita - Cândida da Rocha Pita, senhores, na segunda metade do século XVIII, de extenso latifúndio pastoril em Baixa - Verde, atualmente Triunfo, no estado de Pernambuco.Eram filhos do casal recém-chegado José Francisco da Silva e Ana Maria (cinco moços e uma moça):Antonio Gomes da Silva Bastos, Lourenço Gomes da Silva, Inácio Gomes da Silva, Victor José Modesto, Luzia Gomes da Silva e Basílio Gomes da Silva .

A família fixou-se definitivamente à margem do brejo da fazenda “Brejo” sob a direção do pai, com exceção de Inácio que voltou a Águas Belas e Victor que mais tarde se retirou para Pernambuco e, de lá para Simões Piauí. Retornando do Piauí fixou-se no sítio Alagoinha, São Gonçalo de Sauhén, onde lançou uma das raízes sociais da atual cidade de Araripina.
Víctor José Modesto era natural de águas – Belas do estado do Pernambuco e nasceu no ano de 1837.Contraiu núpcias com Delphina Maria da Conceição, filha de Elias Alves da Cunha e de Josefa Maria da Conceição, em 21/11/1859, na fazenda Iço do Município de Salgueiro – PE, oficiadas pelo Padre Antonio Joaquim Soares.

Era paroquiano de Jardim, porém residente no sítio Brejo dos Santos,que pertencia á aquela Freguesia até 1876 quando dali se desmembrou com a criação da Freguesia do Sagrado Coração de Jesus de Brejo dos Santos que passou a Distrito na mesma data, pela mesma lei:
Seus dois primeiros filhos são naturais Da cidade do Salgueiro estado do Pernambuco.
Voltou a Brejo dos Santos por volta de 1866, onde nasceram João (08/04/1865), Maria (15/07/1869) e Joana (10/05/1871) que têm por padrinhos os tios Lourenço e Basílio e o amigo Sr. Manoel de Jesus da Conceição Cunha- chefe político de Milagres-CE e suas respectivas esposas (conferir numa caderneta de família de Victor José Modesto que se encontra com o neto Dr. Antonio Modesto Primo residente em Florianópolis - Santa Catarina).

Victor José Modesto foi o primeiro cidadão que exerceu função policial em Brejo dos Santos, e retirou-se do povoado após um incidente ocorrido no Natal de 1872. Ao entrar na Capela do Sagrado Coração de Jesus, ouviu do Sr. Joaquim Cardoso dos Santos o seguinte comentário ofensivo: “Delegado forte para os fracos”. No dia seguinte fez um cerco à casa do ofensor e aprisionou uns criminosos ali homiziados. Basílio, chefe político, muito pacífico, censurou ao irmão, não apoiando sua ação.Victor Modesto, por ser homem temperamental reagiu, dizendo-lhe: ”tome sua merda. Eu não trabalho com covardes”. Em seguida retirou-se do Brejo não voltando mais ao Ceará. Segundo alguns foi se estabelecer no Sítio São Gonçalo, onde se radicou e tornou-se co-fundador da cidade de Araripina – PE.

Sabemos, no entanto, que antes disso acontecer ele esteve com a família por alguns anos no Piauí, onde foram batizados cinco filhos ali nascidos na Freguezia de Jaicos, Província do Piauy, conforme notas da citada caderneta. Em 1873 já residia em Simões Piauí. Ali lhe nasceram os filhos:José (12/06/1873), Izabel (14/01/1875), Raimundo (11/03/1877), Francisco (1º /05/1879) e Ignácio (16/06/1881). Voltando ao Pernambuco se fixaram na fazenda Alagoinha, nas proximidades do então povoado de São Gonçalo, hoje Araripina, onde tiveram os filhos Procópio (22/10/1882), Anízio (22/05/1884), Abílio (04/02/1886) e Joaquim (25/09/1888) todos batizados pelo Padre Francisco Pedro da Silva da Freguesia de Ouricury, conforme a citada caderneta.

Ali plantou raízes, se tornou um dos pioneiros, um dos principais povoadores da Vila de São Gonçalo, falecendo no dia 08 de setembro de 1895, deixando 14 filhos para dar continuidade a sua luta pelo engrandecimento da gleba que adotou como torrão natal .
Atualmente sua descendência é enorme, e se encontra espalhada por diversos estados do país. Hoje alguns aqui se encontram para uma homenagem póstuma através do lançamento do livro da sua bisneta Edênia Batista Modesto da Silva.


Maria Santana Leite
Marineusa
Sobrinha bisneta
.


Com som em :
http://www.marineusantana.recantodasletras.com.br/
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marineusa
Enviado por marineusa em 21/08/2006
Reeditado em 21/06/2007
Código do texto: T221510

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Sobre a autora
marineusa
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