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Crescimento do mercado de trabalho para apoio funeral

No Brasil esta havendo um crescimento do mercado de trabalho de apoio funerário. É o mercado pós morte, que com uma mudança cultural surgindo e novas perspectivas de vida inserem novas visões sobre a morte também. Assim se observa a procura por cursos na área de necropsia, tanatopraxia, embalsamamento e necromaquiagem. Um mercado antes obscuro e escondido que se descurtina num pais com uma juventude menos preconceituosa e mais aberta a temas complexos.

No Brasil todo vem crescendo procura por cursos especializados na área de tanatopraxia e necropsia.

Um dos serviços que mais se sofisticaram nos últimos anos foi a preparação de corpos. “Ninguém quer se apresentar para a sociedade em que viveu de forma pouco digna”, afirma Neto. Há clinicas que tem uma equipe grande de 36 tanatólogos e 16 reconstrutores e reparadores faciais. A tanatopraxia, técnica para preparação de corpos, é capaz de eliminar odores, reduzir inchaços e melhorar a aparência da pele, eliminando hematomas e rugas. O tratamento é complementado por maquiagem, que elimina a palidez.

. Há muitos anos já se pratica a tanatopraxia em outros países, que nada mais é do que a denominação empregada para a técnica de preparação de corpos humanos, vitimados das mais variadas formas de óbito.

Corresponde a aplicação de produtos químicos em corpos falecidos, visando a sua desinfecção e o retardamento do processo biológico de decomposição, permitindo a apresentação dos mesmos em melhores condições para o velório. Diferente do embalsamamento, essa técnica não utiliza formol ou realiza a retirada de qualquer órgão. O embalsamamento é mais comum em IML e SVO, pois já houve eviceração do cadáver. A tanatoppraxia se alia com a necromaquiagem e reconstituição facial para dar uma imagem agradável e diminuir traumas dos familiares.

Alem da Tanatopraxia, necromaquiagem e também reconstituição facial existem ooutros serviços de interesse funerário. Os chamados serviços de luxo vem crescendo no Brasil também. Método de rejuvenescimento póstumo, revoada de pombos, empertigados violinistas, carros importados. Tal qual nos Estados Unidos, o Brasil descobriu esse mercado e os profissionais do setor estão se desdobrando para oferecer serviços de alto nível, para que o momento da despedida seja compatível com o estilo de vida do falecido.

Tudo com o objetivo de fazer com que a última lembrança seja a melhor possível. Mesmo com a taxa de óbitos estável nos últimos anos e longevidade crescente do brasileiro, o setor funerário cresceu 15% nos últimos quatro anos. “Nossa alternativa foi oferecer novos serviços para atender a camada da população que busca um serviço de qualidade e pode pagar por ele”, diz Lourival Panhozzi, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário. “De dez anos para cá, mudou muito a cultura de funerais no Brasil”.

Mudou mesmo. “Hoje, o funeral é o último grande evento social de uma pessoa”, afirma Nelson Pereira Neto, consultor de funerais especiais do grupo Bom Pastor. Entre os investimentos para atender o público de alto padrão está a aquisição de um Chrysler 300C, no valor de R$ 300 mil. “Em menos de um mês, já tivemos mais duas encomendas”, conta Kennedy Bacarin, da Procópio Limousines, que adaptou o veículo para servir como carro fúnebre.

 Há tratamentos também para cabelo e manicure. Dependendo dos serviços, o valor pode chegar a R$ 3,8 mil. As empresas do ramo cuidam de cada detalhe de cerimônias fúnebres mais sofisticada. Em alguns velorios de luxo o valor das salas pode chegar a R$ 6 mil, por um período de 16 horas. “Oferecemos condições para prestar uma homenagem digna à pessoa que faleceu, dentro de um ambiente confortável e elegante.” O segmento de serviços funerários, no Brasil, se expandiu nas últimas três décadas. Com o lançamento do primeiro plano funerário, em 1970, o setor passou a pensar em possibilidades para atrair o público, e hoje, com cerca de 5.500 empresas do ramo no País, fatura R$ 7 bilhões por ano. Soluções sustentáveis, como os ecocaixões, itens personalizados e de luxo, a necro-maquiagem e as estátuas e diamantes feitos com cinzas humanas, são alguns dos serviços responsáveis pelo crescimento econômico da atividade, que promete se reinventar nos próximos anos.

Ate mesmo cemitérios e crematórios ganharam espaço no mercado. De acordo com levantamento feito pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), entre os dias 18 e 21 de novembro deste ano, a atividade movimenta R$ 7 bilhões, apresenta crescimento econômico de 8% ao ano, e gera cerca de 50 mil empregos nos cemitérios particulares.

Este é o novo campo cultural e empreendedor do Brasil novo e com visão de alternativas, que rende satisfação conforto e lucro crescente.
necropsista
Enviado por necropsista em 27/04/2010
Reeditado em 29/04/2010
Código do texto: T2221997

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Sobre o autor
necropsista
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
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