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DRY MARTINI - O MAIS FAMOSO DOS COQUETEIS


IMAGEM DA INTERNET - GOOGLE

Quando a moda de misturar bebidas para a criação de coqueteis começou a ser popularizada no início do século XIX, o gim (criado no século XVI, na Holanda) ganhou um grande impulso. A nova arte da coquetelaria encontrou nele um aliado ideal, pois é considerado a bebida do verão, que vai bem com quase todos os refrigerantes (gim tônica, por exemplo) e também com vermutes, licores e várias outras bebidas.
 
         A mistura de gim com vermute branco seco deu origem ao coquetel mais famoso do mundo, o “dry martini”, para o qual cada pessoa costuma ter a sua fórmula e seu modo de preparo, além de estar envolvido em algumas lendas.
 
         Como o nome aparentemente pode sugerir, ele não tem nada a ver com a marca de vermutes italianos, a Martini. Uma das lendas cita que foi inventado por um barman italiano de nome Martini, no Hotel Knickerboker, Nova Iorque, especialmente para o milionário John D. Rockefeller. Era o ano de 1910, portanto está comemorando 100 anos.
 
         O coquetel – chamado por muitos de “rei dos coqueteis” – é tão considerado no mundo das bebidas que até um livro inteiro sobre ele foi escrito por John Doxat. O nome do livro já traz uma indicação sobre como ele deve ser feito: “Stirred-Not Shaken”, ou seja, mexido e nunca agitado ou batido na coqueteleira.
 
         As receitas mais originais e sofisticadas pedem o vermute francês Noilly Prat em quantidades realmente mínimas, pois o coquetel, como dito no próprio nome, deve ser super seco. Quanto ao gim, o inglês Tanqueray é uma boa pedida. Diz outra lenda que Sir Winston Churchill – o inglês comandante das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial e um grande beberrão – costumava dizer que só a sombra da garrafa do vermute sobre o gim já era suficiente para um bom dry martini. Alguns apenas molham a taça de coquetel com o vermute e depois jogam fora. Deixando de lado as lendas e os exageros, as proporções variam de uma parte de vermute para sete de gim, para os que não são tão puristas, até uma parte para onze. A International Bartenders Association sempre definiu a receita oficial com uma parte de vermute para nove de gim.
 
         A taça deve ser gelada com antecedência com pedrinhas de gelo, e que o dry martini seja preparado no copo misturador com muito gelo, que depois é coado. O gelo tem que ser recém preparado, de preferência com água mineral sem gás ou filtrada. Jamais use gelo feito com água de torneira que, dependendo do local, carrega consigo o sabor ácido do produto clorado usado em seu tratamento. Tem gente que faz o gelo a partir de club-soda, mas como essa é uma bebida fortemente gasosa pode vir a alterar o sabor do coquetel. Pode ser servido com um pedacinho de limão torcido, que é a versão clássica, ou com uma azeitona verde (sem recheio de pimentão, por favor), uma versão hoje já bastante popular.
 
         Se não conseguir encontrar os produtos importados para fazer o drinque não se preocupe. As bebidas nacionais já apresentam muito boa qualidade e, via de regra, competem em igualdade de condições com as importadas. No meu dry martini utilizo vermute branco seco nacional da Martini, gim inglês Tanqueray mantido na geladeira, gelo feito a partir de água filtrada e a azeitona verde espetada no palito. As proporções? Sempre apenas uma de Martini e, quanto ao gim, costumo variar entre cinco e nove. Depende do dia.
 
         Um brinde a todos!
 
 
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Arnaldo Agria Huss
Enviado por Arnaldo Agria Huss em 07/05/2010
Código do texto: T2241701
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Sobre o autor
Arnaldo Agria Huss
Santos - São Paulo - Brasil, 64 anos
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