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Causas da guerra


Etimologicamente, a palavra guerra é oriunda do latim vulgar, que, por sua vez, é derivada do germânico, “Werra”. No idioma francês é “Guerre”. No inglês é “War”. No italiano como no português é guerra mesmo. Esta terrível palavra quando pronunciada, passa a idéia de desgraça, tormento e miséria. Qualquer que seja sua definição, a guerra cria corpo e se materializa sempre por questões de racismo, questões comerciais, questões econômicas e por questões de domínio ideológico, entre outras. Desde os primórdios a humanidade tem experimentado essas deploráveis contendas, que fizeram e fazem jorrar verdadeiros oceanos de sangue, dizimando povos, nações e países.

Buscando explicação lógica para essa barbárie praticada contra a humanidade, cita-se aqui uma entidade espiritual de alta estirpe, Ramatis, filho de Rama e de Tiseuna, que se comunicava através da mediunidade de Hercílio Maes, que vê a guerra da seguinte forma: “Evidentemente, a guerra não é culpa exclusiva dos militares, mas resulta de questões racistas, domínios ideológicos, interesses comerciais e econômicos, competições políticas, ambições de conquistas e espírito de pilhagem animal, os quais ultrapassam os próprios campos de batalhas. Sob a perspectiva de guerra, todas as criaturas alimentam algo de ganho fácil e interesse pessoal em tal acontecimento trágico. Enquanto o soldado sonha com as divisas de sargento, este aspira o posto de oficial; e o oficial, por sua vez, antevê os seus galões de general! Os industriais alteram o preço dos produtos alegando o clima belicoso, os negociantes ocultam os gêneros alimentícios, aguardando o ensejo favorável para vendê-los a preços escorchantes! Os jornais alcançam edições vultuosas prenhes  de mentiras, boatos, exaltações racistas, incentivos e difamações contra os pacifistas. Os sacerdotes benzem armas, submarinos e tanques de guerra, em nome do “seu Deus” e contra o Deus do inimigo; mulheres, crianças e velhos, entre vivas e entusiasmos, rejubilam-se com as primeiras vitórias sobre o adversário justo ou injusto, massacrado impiedosamente! Enquanto isso, os oportunistas lançam a confusão entre ódios e desforras, organizando a pilhagem dos bens do estrangeiro radicado em sua pátria, praticando as mais ignóbeis e inescrupulosas ações de pilhagem criminosa! O espírito de guerra alimenta a própria vida civil, incentivando as mais indignas ações dos próprios cidadãos pacíficos e inofensivos! Mas os povos inimigos, que estão do outro lado da luta, também pensam assim e hão de agir da mesma forma, porque a guerra é um produto da animalidade e ignorância de toda a humanidade, cuja herança de rancor, ódio, cobiça, inveja, orgulho, egoísmo e rapinagem, é conseqüência funesta desde os tempos dos homens das cavernas! A guerra monstruosa só deixará de existir, na Terra, quando os homens também dominarem os seus sentimentos perversos, buscando a vivência da paz e do amor nos códigos morais deixados por Buda, Crisna, Jesus, Ghandi e outros luminares da vida espiritual. Cada homem e cada povo precisa negar-se a si mesmo e não combater contra outro homem ou povo, preferindo morrer a matar! Podemos desconfiar dos homens, jamais do Cristo-Jesus, que assim prometeu: “Aquele que perder a vida por mim, ganhá-la-á por toda a eternidade”.

Enquanto isto não acontece o homem continua sendo o lobo do próprio homem. As malfadadas guerras continuam mostrando o lado irracional de quem as promove. Assiste-se a engenhosidade bestial dos Estados Unidos contra o Iraque que, num passado distante, foi berço da civilização sumérica, a mais antiga civilização e talvez a mais avançada. Em outro quadrante, verifica-se também crianças, velhos e civis libaneses sendo dizimados pelas forças de guerra israelenses. Seria quase impossível acreditar-se que um dia o mundo experimentará uma paz plena, calcada nos ensinamentos do Cristo. Muito pelo contrário, o futuro apresenta-se sombrio com nações desenvolvendo, cada vez mais, armamentos nucleares, que se usados algum dia, levará o mundo a um caos total, sem retorno. È preciso pois que se parem as guerras,pois se essas terríveis armas de guerra forem usadas, não só o planeta terra colherá o resultado maléfico da destruição, outros planetas que gravitam em nosso sistema solar também sofrerão o impacto dessa hecatombe final.







Amarú Inti Levoselo
Enviado por Amarú Inti Levoselo em 30/08/2006
Reeditado em 21/01/2007
Código do texto: T229019

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Sobre o autor
Amarú Inti Levoselo
Goiânia - Goiás - Brasil, 74 anos
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Amarú Inti Levoselo