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Não anule o voto nulo

Não anule o voto nulo

   Nosso desejo de votar nulo para manifestar claramente nosso descontentamento com o leque de opções oferecidas é mais do que justo. De cada 10 candidatos, talvez um seja sério – e está difícil enxerga-lo pela sua proximidade suspeita dos que o contaminam com suas "espertezas". Já que somos obrigados a perder um (ou dois) domingo de lazer para fazer papel de figurante no circo que é exibido ao mundo para mostrar que o "sistema" (cujo objetivo é acabar com as nações e criar o Estado globalizado) está sendo conduzindo conforme as normas definidas pelos abutres estrangeiros, façamos isto de forma consciente. Vote naquele em que você deposita real confiança que possa executar um papel decente na batalha pelas nossas necessidades básicas de cidadão. Cuidado para não estar sendo iludido por alguma promessa de emprego ou negócio que após o pleito pode ser "esquecida" ou não ser exatamente o que você imaginou quando se ofereceu para trabalhar encantado pela "simpatia" do que visava apenas seu poder de convencimento junto a outros colegas inseguros. Mas se quiser demonstrar que já não confia mais nos elementos que há mais de 20 anos se revezam nos comandos dos palácios governamentais ou nas câmaras públicas (onde trabalham 12 dias por mês e recebem 40 vezes mais do que um trabalhador patriota), vote NULO! Sem remorso. Não é desonra. É um ato de coragem ímpar. Ou desespero. Que apesar de silencioso, terá um eco estrondoso se for bem sucedido, se conseguirmos expor ao mundo a verdadeira face dos que advogam em causa própria, em detrimento daqueles que lhes deram procuração para equacionar os conflitos sociais naturais existentes dentro de uma sociedade ansiosa por encontrar sua real identidade sem precisar derramar sangue para isto. Se eles nos massacram com suas canetas douradas e insensíveis, podemos dar-lhes o troco com nossos dedos inchados e mal tratados, pressionando as teclas corretas ( 9, 9, confirma) da arma que inventaram para se eternizar no poder sob o manto da legalidade. Já que não criaram na urna a opção , só nos resta votar NULO para dizer isto.

   Mas não basta isto! A questão fundamental se prende ao fato de que com o advento das urnas eletrônicas, uma boa parcela de votos NULOS (assim como os brancos) pode ser desviada para candidatos previamente programados. Esta certeza aumenta pela facilidade que hoje em dia existe para que sistemas computadorizados sejam sabotados por elementos com alto conhecimento de informática. Elementos altamente gabaritados penetram em bancos de dados de seguras instituições financeiras, de órgãos governamentais e até da ultra-segura e secreta NASA! E as suspeitas de que existe um esquema que dificulta todas as tentativas de reduzirmos as desconfianças que cercam o processo eleitoral informatizado, aumentam em função dos obstáculos colocados pelo TSE, que tenta nos induzir e nos convencer que podemos fechar os olhos e "acreditar" na segurança do projeto! Esta esfera está barrando todas as investidas de se obter o voto impresso, que permite uma checagem posterior por amostragem dos resultados fornecidos. Fora os argumentos inconsistentes para desestimular a conferência da idoneidade dos códigos-fonte que sistematizam o processo.

   Portanto, não basta votar NULO (ou no seu preferido) e acreditar que a missão está cumprida. Na verdade, o ato começa bem antes, com o acompanhamento quase diário do que rola sobre o assunto, baseado em depoimentos e matérias preparadas por elementos de credibilidade, jornalistas sérios, especialistas em legislação, informática e administração. Incorpore-se a esta luta, visitando o site :

www.votoseguro.org

Leia, debata, sugira, conteste, assine o manifesto dos professores. Convide outros internautas de seu ciclo para participar desta cruzada cívica. Se a transparência não se tornar um fator de destaque dentro do processo eleitoral, todo seu esforço em participar, votando bem (e sendo recompensado) ou votando mal (e sendo castigado), terá sido ... NULO!

Contacte também o site:

http://br.groups.yahoo.com/group/votenulo/

Se unirmos as boas idéias dos componentes destes dois grupos e mais as dos que freqüentam outros espaços e estão com vontade de expor suas idéias, algo de bom deve frutificar com força e entusiasmo para iniciar uma cruzada cívica da qual a pátria um dia sentirá orgulho. Vamos enfrentar os dentes afiados das ratazanas do poder com a lâmina cortante de nossa dignidade debilitada.

Relação de adeptos do voto nulo (meus conhecidos):
Jorge – porteiro do prédio onde moro
Abreu – vendedor de balas no sinal
Teresa – balconista da padaria
Pedro "bacana" – flanelinha perto de minha sogra
Juliano – jornaleiro onde compro minhas revistas
Mary – fisioterapeuta da esposa
Carlos – frentista do posto onde abasteço
Gabriel – pedreiro do bairro
Rui – mecânico de automóvel
Mário – meu barbeiro
Anita – vendedora de cartuchos de impressora
Macedo – meu corretor de seguros
Gomes – vendedor de churros do bairro
Lúcio – garçon da minha churrascaria preferida
Camila – balconista da pet-shop
Dora – caixa do supermercado
Nelson – porteiro do clube

E Não citei os 95 colegas que semanalmente jogam futebol, sinuca e bocha comigo.

   A princípio, um desavisado pode supor que estes nomes, por não serem personalidades da tv ou do rádio, não exercem influência no universo que pretendemos atingir. Enorme engano! Eles conversam com centenas de pessoas por dia e com sua SINCERA indignação influenciam algumas dezenas de outros aflitos. Pare para pensar nisto. Se contarem com o apoio de cabeças mais afortunadas em termos de conhecimentos, se sentirão mais seguros para manterem seu curso. Pesquise entre seus contatos diários. Você vai ficar surpreendido com a força de caráter deles e certamente enxergará o potencial que este segmento heterogêneo pode oferecer. Não estão associados a nenhuma entidade política ou social. Muitos nem são sindicalizados. Mas representam o verdadeiro termômetro do sentimento nacional, não revelado por pesquisas viciadas encomendadas. Faça sua própria pesquisa e comprove.
Haroldo
Enviado por Haroldo em 10/09/2006
Código do texto: T237066
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Sobre o autor
Haroldo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 71 anos
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