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O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO

O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E
FORA DO TEMPLO

O tema “O Comportamento do Maçom dentro e fora do Templo” está intrinsecamente relacionado aos princípios de nossa Sublime Ordem, que propaga ser uma escola formadora de líderes. Como sabemos, o exercício da liderança representa um ônus elevado pois, além da responsabilidade inerente, o comportamento é fundamental pelo exemplo que sua imagem passa a seus seguidores.
Ao ingressarmos em nossa instituição, juramos o respeito aos seus Estatutos, Regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que a regem, bem como, o amor à Pátria, crença ao G\A\D\U, respeito aos governos legalmente constituídos e acatamento às leis de nosso país.
Quando se ingressa na Maçonaria, espera-se que, sempre, o maçom reitere seu juramento com sua presença nas reuniões maçônicas e se dedique de corpo e alma, à prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana, da justiça em toda sua plenitude, acompanhada de um caráter honrado e verdadeiro.
Destacamos, resumidamente, como essenciais à formação do templo interior de cada maçom, os seguintes ensinamentos:

SABEDORIA
É o somatório dos conhecimentos adquiridos durante nossa existência pela experiência própria ou por meio dos ensinamentos recebidos, o qual devem nos orientar no sentido de que, antes de tomarmos uma decisão, precisamos avaliar o quanto conhecemos do fato, se é a verdade e se irá trazer algum benefício, ou seja, devemos usar o princípio das “Peneiras da Sabedoria”, que é a VERDADE – BONDADE – NECESSIDADE.
Podemos pressupor que todos os Maçons tenham o domínio sobre o saber necessário para se comportarem de forma digna e honrada dentro e fora do Templo, em todos os momentos, devendo lembrar-se, sempre, que é mais fácil sucumbir ao vício, que se aprimorar na virtude.
Em Números 30.2, encontramos: “Moisés disse aos chefes das tribos dos israelitas o seguinte: O que o Deus Eterno ordenou é isto: Quando alguém prometer dar alguma coisa ao Eterno ou jurar que fará ou deixará de fazer qualquer coisa, deverá cumprir a palavra e fazer tudo o que tiver prometido”, ou seja, se trazermos para o nosso cotidiano diário, não façamos nunca nenhuma promessa, não assumamos nenhum compromisso, seja moral, político ou qualquer outro, sem ter a verdadeira certeza de que iremos cumprir, sob pena daquele a quem você prometeu e não cumpriu chamá-lo de traidor.

TOLERÂNCIA

É, das virtudes maçônicas, a mais enfatizada, pois significa a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem entre indivíduos ou grupos políticos ou religiosos.
Não podemos confundir tolerância com conivência. Tolerância é a habilidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos ou situações que, nem sempre, concordamos, portanto, há convivência mas, não há, obrigatoriamente, concordância. Conivência é a convivência em que, mesmo não concordando com certos valores, conceitos e situações, deixamos de expressar nosso parecer desfavorável, não refutamos mesmo que em pensamento e, não reprovando, estamos tacitamente autorizando, aceitando, gerando cumplicidade.
DEUS é tolerante com o pecador, não com o pecado. Se DEUS fosse tolerante com o pecado, seria pecador também, o que é uma blasfêmia. Pode-se viver com pecadores, com os falsos, com os hipócritas, e sermos tolerantes, mas, sem sermos coniventes.
É preciso praticar a tolerância em todos os lugares, com a família, com os amigos, no nosso local de trabalho, com os nossos filhos quando eles erram, enfim, com a sociedade em geral, pois, um dos postulados em que a Maçonaria se fundamenta e dado inclusive como exigência, é: “Exigir a tolerância com toda e qualquer forma de manifestação de consciência, religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam de conquistar a verdadeira moral, a paz e o bem-estar social”.
A tolerância também está ligada à democracia, pois, quando somos tolerantes, aceitamos ser vencidos em uma votação, quando acabam-se os argumentos, e o resultado tem que ser respeitado e apoiado para o bem da causa maior.
Mahatma Ghandi afirmou: “Desconfie das pessoas que vendem ferramentas, mas que nunca as usam”, ou seja, como pregamos tolerância se dela não fazemos uso. Portanto, a prática da tolerância é indispensável para todo aquele que a exige.
E dentro de nossa Sublime Ordem não é diferente, pois entendemos que a tolerância está ligada, como ponto de partida às concessões  feitas para preservar as engrenagens da Ordem, que admite e respeita as opiniões  contrárias.
Shakespeare disse: “não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso”.
Devemos ser tolerantes com atos destemperados e isolados de irmãos, tolerantes com o desconforto causado por quem você jurou proteger e defender, e num dado momento virou-se de costas para ti, ser bondoso ao extremo em não tomar partido até que tudo seja esclarecido, pois o fato de não fazermos juízo precipitado é uma das faces da tolerância.
A tolerância está na Sabedoria e faz se sentir na Força e na Beleza, através dos ensinamentos, no respeito à individualidade e ao direito do outro.

ÉTICA

A ética é ampla, geral e universal. Ela é uma espécie de cimento na construção da sociedade, de tal forma que se existe um sentimento ético profundo, a sociedade se mantém bem estruturada, organizada, e quando esse sentimento se rompe, ela começa a entrar em uma crise auto destrutiva.
A Maçonaria é uma instituição fundamentalmente ética, onde a reflexão filosófica sobre a moralidade, regras e códigos morais que orientam a conduta humana são parte da filosofia que tem, por objetivo, a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento de princípios normativos da conduta humana, impondo ao Maçom um comportamento ético e, exigindo-lhe que mantenha sempre uma postura compatível com a de um homem de bem, um exemplo como bom cidadão e um chefe de família exemplar.
Sendo a Maçonaria, por definição, uma organização ética, são rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta entre maçons e também com as obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes.
No mundo profano, a maior necessidade é a de homens lato senso, ou seja, homens que não podem ser comprados nem vendidos, homens honestos no mais íntimo de seus corações, homens que não teme chamar o pecado pelo nome, homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo, homens que fiquem com o direito, embora o céu caia. O objetivo de uma instituição maçônica é criar tais homens.



JUSTIÇA

Na vida profana a definição de Justiça significa qualidade daquilo que é justo, exatidão, precisão, certeza. Propriedade de uma balança analítica que permanece equilibrada quando pesos iguais são colocados em seus pratos.
Na Maçonaria não é diferente, pois, é uma sociedade  que também pugna pelo Direito, pela Liberdade e pela Justiça e, dentro dessa perspectiva, cada Maçom deveria ser, sobretudo, um defensor incansável da Justiça. Um  dos preceitos elementares é o da igualdade de direitos, consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem.
O Homem, principalmente o Maçom, deve ser senhor dos seus hábitos, dispor de autodomínio em relação aos seus ímpetos, saber distinguir com imparcialidade o real do irreal, desprezando as doutrinas exóticas, conceitos dúbios e principalmente os princípios que não coadunam com o Amor e a Fraternidade, e muito particularmente, os vícios tidos como normas sociais, mas que, inadvertidamente  corrompem, aviltam e envelhecem.
Dessa forma, a Maçonaria no maçom é a bondade no lar, a honestidade nos negócios, a cortesia na sociedade, o prazer no trabalho, a piedade, e a sincera preocupação para com os desvalidos da fortuna, o socorro aos mais fracos, o perdão para o penitente e os traidores, o amor ao próximo e, sobretudo meus queridos Irmãos, a reverência a DEUS.
Finalizando, o Maçom é livre, de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos ensinamentos da Maçonaria busca seu engrandecimento como ser humano atuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.
Assim sendo e por ser Maçom, deve ele, conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerente com os princípios maçônicos, para ser um obreiro útil a serviço de nossa Ordem e da humanidade.

Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 26/07/2010
Código do texto: T2400637
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Mendes Neto
Fernandópolis - São Paulo - Brasil, 52 anos
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