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"Como Nunca Se Vil Antes Neste País"

Não fosse a dependência entre os poderes e a conivência fascista entre seus representantes, a corrupção institucional não estaria tão excessivamente disseminada na política, nos legislativos e nas tribunas das excelências do judiciário.

O Estado vive um “tsunami” (“como nunca se vil antes neste país”) de corrupção desvairada. Os presidentes dos Três Podres Poderes estão de comum acordo sobre os cambalachos que dependem-se mutuamente de um acerto n a configuração das ações e atos secretos de plena conivência entre eles.

O país contempla estarrecido e impotente as instituições serem derrotadas por aqueles que deveriam mantê-las funcionando com uma mínima decência institucional. O presidente analfabeto da República vai discursando e supostamente obtendo algum apoio para seus cuecões e “meias verdades discursivas sórdidas”.

Uma dessas meias verdades está nos índices de apoio (“como nunca antes se vil nesse país”) a um presidente da República. E por que tanto ao presidente analfabeto? É preciso responder? Num país onde o analfabetismo é moeda corrente nos corações e nas mentes de 90% das “brasileiras e brasileiros” (incluindo os analfabetos funcionais com diploma universitário), quem em sã consciência poderá se admirar com os altos índices da popularidade presidencial?

Mas como? Então não é por mérito pessoal a popularidade presidencial? Vejamos. O leitor mesmo responda à questão sobre a “meritocracia presidencial”. Vamos entrevistar aquele senhor ali sentado na grama verdinha da praça dos Três Poderes:

REPÓRTER: Seu nome e profissão, por favor.

ENTREVISTADO: Fernando Cores, sou senador e diretor de um jornal no nordeste.

REPÓRTER: O que o senhor acha da popularidade do presidente?

FERNANDO: Fez por merecer. Seus aliados políticos ganham para ir tirando água de seu barco.

REPÓRTER: E se vier uma onda grande o barco vai virar?

FERNANDO: Difícil. O lastro é de metal pesado e caro. Mantem o calado do barco e o silêncio de seus aliados. É natural. Todos saem ganhando.

Depois de ler essa entrevista, li também a notícia de que o deputado Geraldo Magela do PT do DF, relator-geral do Orçamento para 2010 reservou a quantia irrisória de R$ 12.000.000.000,00 (doze bilhões de reais) para manter e expandir o programa Bolsa-Família, Serão contempladas mais um milhão de famílias carentes e analfabetas com essa grana preta.

Que mérito há em comprar o voto das pessoas famintas, que vivem em estado de sobrevivência miserável, por uma quantia tão irrisória, usando dinheiro público para essa finalidade eleitoral? Essas pessoas, que possuem título de eleitor, ao se beneficiarem dessa vantagem, sentem-se motivadas a mostrar nas urnas uma certa gratidão social.

São milhões de votos comprados com dinheiro público. Quem sabe no dia da eleição essas pessoas carentes de tudo, principalmente carentes da mais elementar educação formal, possam ser vítimas da transferência de votos do presidente analfabeto para sua candidata de coleira.

Político oportunista, o presidente analfabeto usa e abusa de seus aliados, assim como esses aliados (a exemplo do presidente da Casa Grande Senado) usam e abusam dele para manter vigente os favores institucionais do Legislativo e de seu partido político, que não é mais a Arena mas é um partido igualmente de apoio à ditadura institucional assentada nas poltronas confortáveis das excelências tri poderosas da praça dos Três Podres Poderes decantados por músicos da MPB.

A “lei de Gérson” está em plena vigência institucional. A dramatização da realidade política e jurídica nacionais está em franco desdobramento eleitoral. Qualquer político pego com verdinhas nos cuecões, com grana nas meias, flagrados recebendo propinas de grupos de apoio e sustentação, se garantem ao recorrer à instância do STF para dele sair ileso ou, pelo menos, com penalidades brandas, tipo pagamento de cestas básicas.

O paraíso da corrupção institucional está instituído “como nunca antes se vil nesse país”. A impunidade dos agentes políticos da corrupção institucional está garantida por leis que protegem àqueles agentes políticos de pagarem por suas ações de improbidade administrativa e outras. A instância do STF garante-lhes, sempre, a impunidade.

O decoro no exercício de cargos públicos no Executivo, no Legislativo e no Judiciário estão oficialmente abolidos “como nunca se vil antes nesse país”. A troca de favores entre Executivo e Legislativo permitiu a criação do “Conselho de Etitica” que livrou o ex-parlamentar da Arena e atual presidente da Casa Grande Senado, de ser afastado do cargo por interferências discursivas impertinentes do presidente analfabeto.

O presidente analfabeto da República não sabe distinguir as limitações de ingerência entre os poderes. E se acha muito esperto em ter promovido a impunidade do presidente da Casa Grande Senado em troca de mútuo favorecimento institucional. A “lei de Gérson” está em vigência como “nunca se vil antes nesse país”. A impunidade grassa. “O caos reina” como diria a raposa do filme de Von Trier.

A oligarquia de José Romão Sarney garante-se no STF, fazendo valer direitos e interesses pessoais superiores aos instituídos pela Carta Constituição. O presidente do STF, com sua cara inchada de sabe-se lá que droga (a expressão de quem está viajando no limbo), desgasta-se cada dia mais diante dos olhos perplexos dos brasileiros brasileiros que ainda mantem o pulso da cidadania pulsando.

A expressão de alienação do ministro Eros Grau é evidente. Nem precisa de comentários. São 382 (trezentos e oitenta e dois dias, hoje, 17/08/10) de vigência da liminar de censura contra O ESTADO DE SÃO PAULO, com o beneplácito nacional e a suposta vergonha internacionalmente expostsa do Supremo Tribunal Federal.

VERGONHA: Seus ministros não sentem vergonha, mas os brasileiros brasileiros, os que ainda sabem o que significa cidadania, estão sob a pressão do pejo, do pudor, do embaraço ao viver a desonra institucional que seus ministros não sentem.

Três Presidentes que envergonham a cidadania e a nacionalidade “como nunca antes se vil nesse país”. Três Presidentes que ignoram a Lei Constituição e querem ser respeitados pelos brasileiros brasileiros que não fazem parte do Bolsa-Família nem recebem propinas públicas para aumentar os índices de aprovação popular do presidente analfabeto.

Em que parte da Via-Láctea eu vim amarrar meu burro. Esse país, esse planeta, quando terá a percepção de que a educação deve ser uma presença no Aqui e Agora das pessoas?

“Como nunca se vil antes neste país” o analfabetismo está sendo usado e abusado para promover os candidatos de um grupo fascista de um ex-sindicalista analfabeto que se alia às forças mais conservadoras e reacionárias, “como nunca se vil antes neste país”, para se conservar no poder político às custas dos mais degenerados representantes de impunidade institucionalizada pelas excelências que deveriam respeitar a Constituição e não transgredi-la de forma tão flagrante e aviltante à cidadania.

“Como nunca se vil antes neste país.”
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 16/08/2010
Reeditado em 16/08/2010
Código do texto: T2441149
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Sobre o autor
Decio Goodnews
São Paulo - São Paulo - Brasil
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