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O fio como conhecimento e a rede como suporte: processos de autoria de pensamento como estratégia de inclusão.


O fio como conhecimento e a rede como suporte: processos de autoria de pensamento como estratégia de inclusão.
Prof. MS. João Beauclair
RESUMO:

Este artigo é uma síntese de minha participação, como convidado, no mini-curso Saberes e práticas na/da diferença no cotidiano escolar, proposto e coordenado por Anelice Ribetto, para a Agenda Acadêmico-científica da Universidade Federal Fluminense, que neste ano de 2004 nos trás como tema Universidade, Meio Ambiente. Qualidade de Vida. Busco, nesta escritura, compartilhar minha busca pela compreensão da metáfora do fio como conhecimento e da rede como suporte, elementos fundamentais para o desenvolvimento dos processos de autoria de pensamento com estratégia de inclusão social.

Introdução:

Compartilhar minha busca pela compreensão da metáfora do fio como conhecimento e da rede como suporte, elementos fundamentais para o desenvolvimento dos processos de autoria de pensamento com estratégia de inclusão social, tem sido uma realidade em minha trajetória enquanto ensinanteaprendente. Em diversos artigos, conferências e outras publicações tenho articulado idéias objetivando contribuir para o debate educacional como um todo, principalmente no que se refere aos preconceitos e os processos de inclusão social.
Neste movimento, percebo que a formação humanística em Educação necessita ser cada vez mais revisitada e que, somente assim, poderemos avançar. Diferentes autores e diferentes pesquisas me chegam como possibilidade de interlocução para o meu pensar.  O caminho, que se faz ao caminhar, como nos ensina o poeta, ganha uma nova dimensão à medida que me proponho, enquanto educador, pesquisar sobre as contribuições atuais da Psicopedagogia.
Discutindo algumas das competências e habilidades necessárias para o contexto educacional atual, vislumbro uma revisão dos pilares da educação do século XXI, proposto pela UNESCO,   lançando um novo olhar sobre os diferentes saberes e práticas na/da diferença no cotidiano da escola, elaborando, ainda que de modo sintético, algumas estratégias formativas possíveis, destacando os Diários de Bordo como registro de aprendências, práxis que tenho desenvolvido principalmente nos cursos de pós-graduação e capacitação de professores desenvolvidos em parceria com a Fundação Aprender.

I - Igualdade e diferença: uma discussão em torno da alteridade.
“E de repente
o resumo de tudo é uma chave.
A chave de uma porta que não abre
Para o interior desabitado
 no solo que inexiste,
mas a chave existe”
Carlos Drummond de Andrade

O tema da Alteridade é abordado em diferentes campos do saber, pois constitui o sujeito de ensina e o sujeito que aprende, ou seja, constitui o humano em nós. Sem sombra de dúvida, quando penso em igualdade e diferença, remeto meu olhar para a alteridade, para a construção do sujeito com os/as outros/as que, juntos ou não, compartilham uma trajetória, uma história em comum.
Identidade e diferença são produtos de um tempo, de uma história, de um percurso: é relevante buscar sua compreensão, seu sentido. Faço-me sujeito à medida que me lanço na procura de significação para minha ação no mundo.
Neste processo, permanente e dinâmico, interajo com os/as outros/as, vivenciando a mágica do olhar, tema recorrente em textos que produzo.  Construo, com o meu olhar, minhas possibilidades de inserção social e de ampliação dos meus próprios limites...
Busco o essencial nas relações e faço-refaço o caminho de tantos outros, que de certa forma, em mim exerce fascínio, paixão e desejo de continuar uma caminhada, uma caminhadura, com nos ensina o poeta Gilberto Gil, em sua canção.
Sou o que sou, acredito no que acredito pelo fato de estar neste permanente vir a ser, caminhando para encontrar direção e sentido para o meu viver, para minha práxis enquanto educador. Só posso encontrar novas perguntas, refazer antigas respostas a partir do encontro com os/as outros/as. Minhas diferenças, minhas igualdades são construídas no ser-e-estar num mundo repleto de ambivalências e complexo em sua essencialidade. E para refletir, aprofundar este pensar, sei que

“na presença de outrem, somos plenamente visíveis para nós mesmos, graças a outros olhos... E, descentrando-me em relação a mim mesmo e ao meu pequeno mundo, os outros me abrem para novas dimensões do Ser.”

Para continuar tais processos de ampliação do sentido do SER, a cada dia ganha mais força a idéia da formação permanente e a aquisição da consciência necessária para fazer percursos, rever trajetos, encontrar outros caminhos.
É no desejo de ir adiante que movo meu ser na busca do encontro com os/as diferentes em trajetórias, mas situados/as na mesma rede onde sou fio, teia, feitura de dor e prazer, ausência e presença, fala e silêncio. Ganho sentido de pertença e identifico-me, faço parte de algo, contribuo com minha parcela de humanidade. Creio que só assim, posso rever os meus pré-conceitos e colocar a inclusão em debate.

II - Pré-conceitos e inclusão em debate.
“É possível fazermos outras escolhas,
desenvolvermos outro imaginário,
ou seja, outra interpretação
do que nos acontece.”
Jean-Yves Leloup

Pré-conceitos e preconceitos, inclusão e exclusão, idéias em debate para a identificação com o que me é próximo, distante, bom, mal, escolha e privilégio, livre arbítrio e ética.
No espaço de inserção que possuo, policio minha mente para que as muitas das imagens nela construídas não tragam para a superfície o sentimento da indiferença, pior sentimento, angústia maior.
A relação entre o meu ser que é e o outro ser que também é, mas diferente de mim, é de conflito, ternura, esperança e dor do existir. Enquanto agente subjetivante, penso ser capaz de contribuir para a ausência de criticidade, à falta de parâmetros mais abertos, onde o olhar seja ampliado e as referências possam ir além do que aparentemente se vê e alcance o meu maior desejo: possibilitar, com meus passos psicopedagógicos enquanto educador, a circulação dos saberes, a perspectiva da diferenciação e, mediante tal movimento, ser mediador de processos individuais e coletivos de autoria de pensamento.
Para tanto, sigo adiante, re-pensando minha humanística formação em Educação e re-vendo o já vivido, tentando compreender as modalidades de relação possíveis para com os/as outros/as, imprimindo neste fazer diferentes processos de reconhecimento de que aprender só é possível a medida que me reconheço e, ao assim fazer, busco ser também reconhecido.

III - Formação humanística em Educação.

“Não haverá existência humana sem a
abertura de nosso ser ao mundo,
sem a transitividade de
 nossa consciência”
Paulo Freire

A formação humanística em Educação, dentro do que até aqui expus, é processo de formação pessoal e permanente, desafio colocado pela minha própria formação. Percebo que a criticidade efetiva e concreta ainda está em movimento de configuração. Nos processos de ensinagem em meu tempoespaço de ação, reflexão e ação, volto-me os dilemas do vivido, as tensões do fazer saber fazer e os desafios de uma práxis psicopedagógica que me seja significativa à medida que significativa também seja para outros/as.
A essencialidade perseguida é a da aliança entre a teoria e a prática, fundamentando-me no pensar da complexidade e aprofundando conhecimentos anteriormente sistematizados, com o claro objetivo de ir além dos modelos tradicionais, expresso no falar/ditar do mestre.
O suporte que tenho utilizado está vinculado às teorias construtivistas e sócio-interacionistas, visto que trazem referenciais ao que me proponho analisar, pesquisar e buscar nos processos de sistematização e criação de minha autoria de pensamento, na tessitura e mescla de fios diversos que, com suas diferentes espessuras e matizes, realça em mim a imensa necessidade de fundamentação teórica ao trabalho que venho desenvolvendo ao longo de meu percurso como educador em diferentes instituições, espaços e momentos de formação.
Neste jeito de ser e estar em educação o que me tem sido essencial é buscar compreender e encontrar outros paradigmas onde seja possível observar possibilidades de superar entraves que impedem interações mais amplas com o mundo, abertas e tecidas numa práxis mais dinâmica e plena, feita fio a fio.
E neste movimento tenho a percepção concreta do que me falta, e por isso preciso tecer/re-tecer, fazer/re-fazer cada fio desta rede que me envolve e que me possibilita suportes às minhas vivências enquanto mediador em vivências de formação continuada.
Sei que práxis é processo reflexivo oriundo das interfaces entre práticas e teorias presentificadas em diversos modos de atuar, ser e estar no complexo mundo relacional vivenciado, fio a fio. Cada um desses fios faz com que a rede seja tecida, fruto dos processos de formação, iniciados com o nascimento e a permanente tessitura, desenvolvida na autoria de pensamento, fazendo e ganhando autonomia e estabelecendo pontos de partida e metas a serem alcançadas.
Aqui entram, em minha formação, as contribuições da Psicopedagogia, que trato a seguir.

IV - Contribuições atuais da Psicopedagogia.
“Só vê bem com o coração.
O essencial é invisível para os olhos.”
Saint-Exupéry

A Psicopedagogia, enquanto campo multidisciplinar do conhecimento na pós-modernidade, é conduta, é ação presente de construção permanente, é a concreta possibilidade de enquanto seres aprendentes, re-significar  caminhos, rever trajetos e percursos do vivido, resgatar valores que percebo estarem sendo perdidos ou esquecidos na cotidianidade.
Os novos paradigmas e desafios na produção do conhecimento em Psicopedagogia me possibilitam construir um novo olhar sobre o aprender e o ensinar e suas relação com a produção do conhecimento.
Com a formação pessoal em Psicopedagogia, uma postura de curiosidade intelectual e abertura aproximam idéias e cria momentos marcantes na busca de uma maior mobilidade do pensamento, vivendo como aprendente rupturas e aproximações de pensares que visam à superação de antigos modelos de estar atuando em Educação.
A contribuição essencial da Psicopedagogia vincula-se a configuração de novas idéias sobre a própria vida humana e o seu maior movimento: o de aprender.
Claro está que, enquanto novo campo do conhecimento, a Psicopedagogia não pode deixar de se deter nos paradigmas inter, pluri, multi e transdisciplinar, que apontam os principais pressupostos teóricos para o saber/fazer em Psicopedagogia, área do conhecimento essencialmente multidisciplinar, com já afirmei anteriormente aqui.
O conhecimento em Psicopedagogia é importante para que os processos de autoria de pensamento de cada um de nós conquistem e exercitem a qualidade se ser consciente, produtivo, e emancipado, tornando-se sujeito capaz de articular espaços e tempos próprios.
Nas contribuições atuais da Psicopedagogia encontro o meu ser desejante de crescimento, recusando-me a ser apenas objeto, a ser apenas expectador.
Neste sentido, minha crença está no desenvolvimento de processo de continuada formação, refletindo permanentemente sobre os novos paradigmas, me propondo ao pensar complexo, e estar, enfim, na busca permanente do movimento de aprender a aprender, sempre.
Em texto recente escrevi

“A busca teórica em Psicopedagogia deve estar marcada neste movimento (aprender a aprender) para que possamos criar alternativas, construir outras soluções no diálogo com a realidade caracterizado como produtivo. Fundamental neste reconfiguração paradigmática é estarmos em sintonia como nossos contextos, aproximando-nos de modo crescente para a pesquisa como essencialidade instaurando, em nosso cotidiano, metodologias ativas de elaboração própria, fomentando sínteses e insistindo na aplicabilidade dos nossos conhecimentos a partir do fazer/agir de nossa práxis”.

Para tanto, cada vez mais busco contato com textos, sites, simpósios, artigos, livros, cursos, grupos de estudos que me motive o diálogo com espírito questionador, com a realidade e o desafio da atualização permanente.
Essencial é enfrentar este desafio buscando a proposição de novas ousadias possíveis nos processos de autoria de pensamento, visto que o fundamental é “conectar-se com o prazer de ser autor, com a experiência, a vivência de satisfação do prazer de encontrar-se autor”.
A meu pensar, somente desta forma poderei ampliar minhas habilidades e competências no contexto educacional atual.

V - Competências e habilidades no contexto educacional atual.

“Sempre que olhamos para a vida,
olhamos para redes”
Fritjof Capra

Muito se fala sobre competências e habilidades no contexto educacional atual. Entretanto observo que preciso, enquanto educador, ampliar minha disponibilidade interna para ouvir e escutar os que comigo estão neste percurso do vivido.
Necessito ter uma maior capacidade de descentração para poder entender não somente minha própria lógica e modalidade de aprender, mas também a lógica do outro. Maneira única de que o encaixe do conhecer encontre o canal de aprendizagem de cada sujeito com o qual interajo.
O sujeito que conhece, que busca conhecer cada vez mais, aprofunda sua própria compreensão das estruturas de pensamento que possui e não descarta a revisão dos saberes que o cotidiano da escola lhe trouxe (ou ainda lhe trás).
Talvez a competência e habilidade essencial no contexto educacional atual estejam resumidas no desafio perene de ser humilde enquanto eterno sujeito aprendente, na clarividência de perceber quais são as minhas impotências, potências, e onipotências.
Enquanto pessoa e profissional promover em mim mesmo o constante movimento de desenvolver, cada vez mais, meus processos de autoria de pensamento para aprendizagem com o objetivo de, ao me conhecer, cada vez mais saber fazer saber na/da diferença na cotidianidade de minha atuação enquanto mediador.

VI - Saberes e práticas na/da diferença no cotidiano escolar: estratégias formativas.
“Ações individuais e coletivas,
expressões/criações individuais e coletivas,
 vão colocando no centro das discussões
os processos teóricos,e de ações concretas,
o tempo e o espaço do viver...”
Nilda Alves.

 
Para cada vez mais saber fazer saber na/da diferença na cotidianidade de minha atuação enquanto mediador, desenvolver estratégias formativas tem sido meta recorrente. O universo do saber e da prática da aprendizagem está vinculado aos conteúdos concretos e aos mundos do psíquico e do simbólico do ser cognoscente.  É no estudo psicopedagógico que estes mundos - psíquico e simbólico - que relaciono a dinamicidade da complexa realidade externa que tenho efetiva interlocução.

“É no campo do simbólico que ocorre as “aprendências” e as “ensinagens”  , percebidas como processos correlatos, onde realidade interna e realidade externa interagem. No contexto de construção de subjetividades a aprendência é reflexo do desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional. Deste modo, podemos pensar e vivenciar processos de aprendência quando associamos afeto e emoção no agir/fazer que leva a cognição. Esta idéia é uma possível referência para pensarmos o quanto é importante ampliar horizontes teóricos para o desenvolvimento de cada aprendente.”

Assim acredito que aprender é processo elaborado para a organização do nosso pensar, e o mais importante é perceber que são as sensações e percepções do ambiente pelo sujeito cognoscente que possibilita que, em cada um de nós exista o eterno desejo de aprender, que fundado no dialético movimento entre ambiente e sujeito é capaz de despertar ações necessárias a resoluções e adaptações para a intervenção que faço no mundo.
Cabe-me, assim sendo, reconhecer que é preciso construir processos permanentes de promoção e elaboração de autoria de pensamento nos espaços e tempos de inserção profissional onde atuo. É meu desafio, neste mover na rede com o fio do conhecimento, criar
 
“condições para que o/a aprendente se autorize a pensar e que, neste aceitar compreenda que este seu pensar é único, diverso do pensamento do outro, porque é seu e envolve sua subjetividade e capacidade de análise, síntese e integração de saberes e conhecimentos.”

O essencial, então, é

“deixar de lado o agir/fazer repleto de repetições e sem criticidade, passo inicial para o risco, para a ousadia. Ousar e partir do que agregamos como significação ao longo de nossa trajetória, arriscar criando/recriando saberes e conhecimentos, indo em busca da interlocução com os/as outros/as, onde objetividade e subjetividade ganham corporeidade e latência.”

Reconheço-me como ser que é desejante, que pensa e aprende, mas para ir além preciso do/a outro/a, que deve ser por mim visto também como desejante, pensante, o/a outro/a como único/a e legítimo/a.

“Ensinantes e aprendentes autorizando-se mutuamente, sendo autores dos pensamentos que constroem, movidos por seus desejos, em busca de seus processos e movimentos de autonomia, indo além do olhar do/a outro/a para reconhecer a autoria de seu pensamento e produção”.

  Importante, então, na elaboração de estratégias formativas para os saberes e as práticas na/da diferença no cotidiano escolar, é continuar a ter a percepção que “ensinagem” e “aprendência” como processos de permissão a autoria de pensamentos devem ser compreendidos como necessários ao reconhecimento da alteridade nos diferenciados movimentos de minha práxis, pois devo

“não excluir o outro por suas diferenças, mas ao contrário valorizá-las. Para isso é preciso, antes de tudo não auto excluir-se, ou não sentir-se excluído do universo do outro em virtude de nossas próprias diferenças, suportar estar só, ficar consigo mesmo e refletir.”

Um outro modo de ser-e-estar no mundo acaba por ser minha aposta - e proposta - para a necessária reconfiguração de minhas dimensões humanas múltiplas -, pois nos paradigmas emergentes fica cada vez mais claro que é preciso “viver a beleza de ser um eterno aprendiz” como nos ensinou Gonzaguinha.
E para viver a beleza de ser um eterno aprendiz é preciso o sabor do saber em rede, que compartilho aqui.

 O SABOR DO SABER EM REDE
Márcia Pessanha

“Aprender “desaprendendo”
Aprender construindo
Aprender desafiando
Tudo isso encontramos
Na construção do conhecimento em rede.
Rede que não se esgota,
Mas que cada vez mais se amplia
Interligando sujeitos
Que desejam nela enredar-se.
Professor, lance a real,
Caia em suas malhas
E não deixe o fio escapar,
Pois você contribui com o seu saber
Para o conhecimento em rede se multiplicar
E, assim, provará o sabor
Da descoberta de vivenciar novos mundos,
Através da construção do aprender/ensinar.

Referencias:

  BEAUCLAIR, João. Psicopedagogia: trabalhando competências, criando habilidades.  WAK Editora, Rio de Janeiro, 2004.

  MERLEAU-PONTY E LEFEUVRE, In.: FRAYZE-PEREIRA, J.A. A questão da alteridade. Revista Psicologia USP N.1 E 2.1990 (11-18), p.15.


  LELOUP, Jean-Yves. A Arte da atenção; para viver cada instante em sua plenitude.Verus Editora, Campinas, 2002.

  FERNÁNDEZ, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia propiciando autorias de pensamento. Editora Artmed

  LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Editora 34, Rio de Janeiro, 1993.

  BEAUCLAIR, João. A coragem essencial: formação pessoal em Psicopedagogia. Publicado no site da Associação Brasileira de Psicopedagogia, em setembro de 2004. www.abpp.com.br

  FERNÁNDEZ, Alícia. O saber em jogo a psicopedagogia propiciando autorias de pensamento. Editora Artmed, Porto Alegre, 2001, p.176.

  Alves, Nilda. Tecer conhecimentos em rede. In: ALVES, Nilda e Garcia, Regina Leite (orgs.) O sentido da escola. DP&A Editora, Rio de Janeiro, 1999, p. 117.

  Explicando os termos aqui utilizados, entendo como aprendência a tomada de consciência de nossas possibilidades aprendentes, criando processos de significação e constituindo o evoluir permanente de nossas subjetividades; já o termo ensinagem, aqui é utilizado no sentido de que ensinar e aprender são processos resultantes da interação dialética entre aquele/a que ensina e aquele/a que aprende, ou seja, ensino e aprendizagem  são os diferentes lados de uma mesma moeda, onde ser cognoscente é estar em movimento de autoria de pensamento.

  BEAUCLAIR, João. Autoria de pensamento, aprendências e ensinagens: novos modelos e desafios na produção de conhecimento em Psicopedagogia. Publicado no site da Associação Brasileira de Psicopedagogia. www.abpp.com.br

  Idem.

  Idem, ibidem.

  Idem, ibidem.

  PRANDINI, Regina Célia de A. Autoria de pensamento e alteridade: temas fundantes de uma relação pedagógica amorosa e libertadora. In.: AMARAL, Silvia (coord.) AMARAL, Silvia (coordenadora). Psicopedagogia: um portal para a inserção social. Editora Vozes, 2003, p.73.

BIBLIOGRAFIA:

ALVES, Nilda e Garcia, Regina Leite (orgs.) O sentido da escola. DP&A Editora, Rio de Janeiro, 1999
ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho –o cotidiano das escolas nas lógicas das redes cotidianas. In ALVES N. e BARBOSA de OLIVEIRA I. (Orgs.). Pesquisa no/do cotidiano. Sobre redes de saberes. Rio de Janeiro: DP&A, 2001;
BEAUCLAIR, João. Psicopedagogia: trabalhando competências, criando habilidades.  WAK Editora, Rio de Janeiro, 2004.
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GARCIA LEITE, R. Tentando compreender a complexidade do cotidiano. In: GARCIA, R. Leite de (org). Método Métodos contra-métodos. SP, Cortez, 2003;
LELOUP, Jean-Yves. A Arte da atenção; para viver cada instante em sua plenitude.Verus Editora, Campinas, 2002.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Editora 34, Rio de Janeiro, 1993.
MATURANA, Humberto.  A ontologia da realidade. Editora UFMG. Belo Horizonte. 2001.
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RIBETTO, Anelice. Educação na/da diferença: negociação de espaçostempos socio- culturais .Trabalho apresentado no I Seminário de Estudos culturais em educação. ULBRA, Canoas: 07/04.
________________ Saberes e práticas na/da diferença no cotidiano escolar. Conversas entre professores latino-americanos sobre o outro. II Seminário de educação: Memória(s), história(s) e educação: fios e desafios na formação de professores. UERJ São Gonçalo: 08/04.
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VEIGA- NETO, Alfredo. Incluir para excluir. In: LARROSA J. e SKLIAR C. Habitantes de Babel: políticas e poéticas da diferença. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

Joao Beauclair
Enviado por Joao Beauclair em 19/09/2006
Código do texto: T244288

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