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CRÍTICAS, UM COMBUSTÍVEL PARA O SUCESSO

O caminho do sucesso é marcado por muitas facetas e aspectos por vezes curiosos.  Pessoas há que mais do que as palavras de apoio de familiares e  amigos, o fator preponderante para que vencessem na vida foram, as críticas, as humilhações, o desejo que outrem, secretamente ou não nutriam pelo seu fracasso.

Basta analisarmos detidamente as atitudes e palavras de algumas pessoas famosas que venceram na vida partindo de uma condição humilde e veremos que eles deixam transparecer o que afirmamos acima. Não raramente vemos personalidades, em entrevistas que entram em suas intimidades, deixarem escapar alguma mágoa com alguém,  ou com sua região, sua terra natal e seus conterrâneos.

O que leva estas pessoas, bem sucedidas a tomarem tal atitude, às vezes tida como antipática e arrogante de, aparentemente menosprezarem suas origens? Será que são esnobes e ingratos? Ou será que tem motivos?

É bem provável  que o que faz com que essas pessoas  ajam desta forma, é que elas, como tantas outras, não só não  receberam apoio, incentivo e reconhecimento de seus conterrâneos, como foram ridicularizados, ironizados e humilhados por eles. Na época, eles ficaram "p" da vida, mas se analisarem sob outro prisma, verão que o que ocorreu foi muito benéfico a eles. Na sua escalada para o sucesso, certamente passaram por situações difíceis em que  tiveram que literalmente comer o pão que o diabo  amassou para chegarem onde estão, e algumas vezes estiveram prestes a desistir, pedir arrego e se render ao fracasso.

 E o que foi que os levou a seguir adiante apesar das dificuldades? Quais os pensamentos e lembranças foram mais marcante em suas mentes nestes momentos difíceis? Certamente, as palavras de incentivo e apoio que receberam ao longo de suas vidas, foram fundamentais. Mas igualmente importantes foram as críticas, as ironias, os abusos de que foram vítimas. Foi para não dar aos medíocres o gostinho da vitória, foi para não deixar que se confirmassem as profecias dos invejosos e derrotistas  que eles encontraram forças para seguir adiante, suportando as piores provações possíveis.

O que num primeiro momento foi motivo de revolta,  foi a lenha que alimentou suas caldeiras da perseverança, da tenacidade e da coragem, que manteve aceso o  desejo inabalável de vitória. Foi o que os levou a  nem sequer admitir a possibilidade de desistir.

Um bom exemplo de como uma condição adversa, um comentário maldoso, depreciativo e humilhante serve de motivo para despertar uma forte determinação no ser humano, é a história do corredor Steve Prefontaine, contada  no filme  “ Prefontaine, Um Nome Além do Limite”. Vamos a ela:

Steve era franzino e tinha uma perna menor do que a outra. Na infância foi sempre humilhado em suas tentativas de praticar esporte. Era pequeno e leve para o futebol americano, ficava esquentando o banco de reservas, e quando entrava alguns minutos, era um verdadeiro desastre, o que lhe  aborrecia muito e o fazia sentir-se inferior. Um dia, vendo uma corrida na televisão, encantou-se com o esporte e disse a seus pais que iria correr a olimpíadas de Munique, o que causou espanto e incredulidade neles. A mãe quis chamar-lhe à realidade mas o  pai disse-lhe simplesmente: “deixe o menino sonhar.”

O fato é que a partir daquele dia, surpreendendo a todos, Prefontaine passou a treinar com afinco, começou a competir e, demonstrando uma garra incrível, venceu várias corridas, quebrou vários recordes na corrida dos 5000 m, prova na qual se especializou,  tornando-se dentro de pouco tempo  um dos maiores corredores do mundo. E como havia profetizado, disputou as Olimpíadas de Monique.

Certa vez, quando já estava famoso, atendia a um grupo de garotos concedendo autógrafos e correndo com eles na pista de atletismo, um deles adiantou-se, seguindo à frente do grupo, e quando ia cruzar a linha de chegada em primeiro, Prefontaine tomou-lhe a dianteira dizendo-lhe: “Você ainda não está pronto para mim, garoto.” Ao ser interrogado por sua namorada, porque não  deixara o garoto ganhar, já que era de brincadeira e ele era apenas uma criança, o que ele respondeu foi marcante e revelou o grande segredo de seu sucesso. Ele disse: “a minha infância inteira ouvi as pessoas dizerem que não era alto o bastante, que não era ágil o bastante, que não era habilidoso o bastante. Eu nunca servi para nada, e hoje sou um vencedor admirado e respeitado em todo o mundo. Não deixei o menino me vencer porque não posso nem por brincadeira, nem por um instante sequer dar oportunidades  para o fracasso entrar em minha mente.”

É ou não é um grande exemplo, uma receita a ser seguida? Não deixar jamais, nem por brincadeira, nem por um instante sequer que o fracasso se instaure em nossa mente. Eis a receita, o segredo deste grande  vencedor que escreveu seu nome para sempre na galeria do atletismo mundial.

Isto é o que pode-se definir como praticar a Teimosia Mental, que nada mais é que nunca desistir em sua mente. Quando souber que alguém está te difamando, agourando, torcendo por seu fracasso, fique na sua. Não desperdice energia discutindo e teimando com os outros. Teime mentalmente, não acredite nos comentários alheios. Registre as críticas somente para que elas lhe sirvam de estímulo e parâmetro para sua melhoria.

Quando alguém disser que você é incompetente, despreparado, fracassado, não acredite, teime. Mas não teime com a pessoa, teime mentalmente. Feche seu subconsciente para tudo que seja negativo. Teime mentalmente e aja, realize, produza resultados, e estes resultados falarão por você tapando a boca dos maledicentes e medíocres que torcem contra seu sucesso.

 No futebol, há jogadores que se sentem estimulados com a vaia da torcida adversária e acabam jogando muito mais. E há também aqueles que se deixam abater e desaparecem no jogo diante da pressão da torcida. Seja como os primeiros, não se deixe abater. Reverta a energia da torcida contrária a seu favor. Quando estiver preste a desistir de alguma coisa que almeja, lembre-se que tem pessoas torcendo por isso, que você quebre a cara para rirem às suas custas. Não lhes dê este prazer. Persista no seu objetivo. Tenha vivo na mente os comentários maldosos que ouviu a seu respeito e você terá um estimulante forte te empurrando para frente.

Imaginem o  que já ouviram personalidades como Tomas Edison, Albert Einstein, Henry Ford, Roberto Carlos, Nelson Ned, Mané Garrincha e muitos outros. Tivessem eles se deixado abater com os  comentários destrutivos, não estariam seus nomes gravados na história da fama e do sucesso.

Ao indivíduo decidido, que quer algo mais da vida, as criticas e perseguições de toda espécie representam um desafio. Ao passo que os elogios, as manifestações de apoio, podem torná-lo distraído e negligente, fazê-lo descuidar-se, baixar a guarda. Neste contexto, as críticas lhes são muito mais úteis.

Você que está tentando se sobressair, vencer na vida, se destacar acima da linha da mediocridade saiba que terá que enfrentar o desconforto da torcida contrária. E quanto mais você se destacar, mais forte fica a torcida contrária. Você deve captar a energia da torcida contrária para você. Não se deixe abater. Faca como Steve Prefontaine: não permita, nem por brincadeira, nem por um momento  que o fracasso se instaure em sua mente. Pratique a teimosia mental.

Por outro lado, não é legal provocar a torcida contrária. Há jogadores que quando marcam um gol, correm para a torcida adversária sacudindo a camisa e levando o indicador aos lábios pedindo silencio. Esta atitude provocante desperta antipatia e ódio nas pessoas. Há porém aqueles que devido sua atitude simpática e respeitosa, acaba com o tempo conquistando a admiração e o respeito do adversário mais ferrenho. É o caso do jogador Zico, que jogando no Flamengo, era admirado por todos os torcedores, inclusive do Vasco da Gama, seu arqui-rival.

Seja como Zico. Reverta a força e a energia da torcida contrária a seu favor, mas seja discreto, humilde e digno. Não provoque, não se vanglorie. Com o tempo, diante da nobreza de suas atitudes e a grandeza de suas conquistas, você terá o respeito e admiração de todos.

  E quando atingir o patamar almejado, quando for enfim grande, é o momento de demonstrar sua verdadeira  nobreza: não alimente mágoas, não procure desforras. Perdoe a todos que te ofenderam. Afinal, eles na verdade te auxiliaram, te instigando  para cima.

"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica" (Norman Vincent Peale)
João Eduardo
Enviado por João Eduardo em 20/09/2006
Código do texto: T244963
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Sobre o autor
João Eduardo
Muriaé - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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