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FELIZES FESTAS, ANIVERSÁRIOS, PIQUENIQUES...

FELIZES FESTAS, ANIVERSÁRIOS, PIQUENIQUES...
O preparo de uma festa de aniversário é trabalhoso e quase estressante. Compra balões, doces, petiscos, salgados, bebidas... No dia que antecede a festa, a preocupação é dobrada com a decoração do ambiente, as apresentações musicais, a recepção dos convidados. A aparência do aniversariante precisa ser impecável. Tudo pronto! Chegou o grande dia da festa. Espera-se que a alegria dos convidados contagie o ambiente.
Nos Evangelhos é narrada a historia da festa de aniversário do rei Herodes. Ele promoveu uma festa, como aquelas que fazemos hoje em dia, quando aniversariamos. Essa expectativa não era diferente com Herodes. Os palacianos, seus serviçais estavam envolvidos na preparação da festa ao monarca. Os decoradores retocando cada centímetro do palácio, os jardineiros podando árvores, limpando jardim..., mas o encanto mesmo era a orquestra; os músicos empenhados nas afinações perfeitas e precisas, cada nota e instrumento fazendo a sua parte naquela pela musical. As dançarinas nos dias que antecedia a festança estavam chegando à perfeição nos seus movimentos. Os correios recebiam mensagens para enviarem ao aniversariante. Enfim tudo parecia perfeito, o dia estava chegando, cada detalhe era obserrvado rigorosamente...
Mas no meio de tanta gente aparentemente feliz e alegre estavam duas pessoas com sentimentos estranhos e maldosos. Herodias e sua filha estavam tramando uma maldade para aquele que pregava no deserto, cuja missão era aplanar os caminhos tortuosos, as veredas morais e espirituais.
João Batista estava alheio a toda aquela euforia, aparentemente alegre. Ele estava no calabouço, estava na prisão, fétida e mal cheirosa. A concubina de Herodes, detestava O Batista, pois ele denunciava profética e veementemente o monarca, que apossou da mulher do seu irmão Felipe. Herodias que largou Felipe, para enamorar adulteramente, não gostava da fala de João. Por isso, O Batista jamais seria convidado para aquela euforia palaciana, e se fosse, também não faria presente. Afinal ele era uma voz que clamava no deserto, que confrontava a luxúria palaciana.
João é o profeta que posiciona contra a tentativa de aprovação do aborto. Ele gritaria em favor da vida de crianças indefesas, nos úteros de mães e pais malvados, que sempre procuram as alternativas contra a vida humana, para se safar de uma responsabilidade. Ele também gritaria contra essa política suja, de milhões desviados dos cofres públicos, gritaria contra o dinheiro na peça íntima. Esbravejaria contra as ambulâncias dos “sanguessugas”, que em nome da saúde do povo negocia desonesto e egoisticamente, matando pessoas nas filas dos hospitais, mesmo que de maneira culposa, . Por essas e outras, João estava na prisão e jamais seria convidado para aquela bebedeira palaciana. O profeta era desequilibrado segundo este mundo, que valoriza a aparência, a moda. Mas o equilíbrio de João Batista, estava no seu homem interior, no seu caráter; o equilíbrio e  a santidade estavam no seu coração. Não no mundo de estética, da plástica, enfim, da cosmética.
A mágoa enchia o coração de Herodias. Um coração cheio de mágoa e ódio é capaz de fazer as maiores atrocidades. O rancor naquela mulher levou-a fazer um pedido a sua filha. Disse ela: filha dance na festa, os preparativos estão de vento em popa. Prepare uma nova dança, chame os músicos e ensaie dança e música nova. O rei vai sorrir e te presentear. Se isso acontecer, peça a ele em um prato a cabeça de João Batista.
Quanta gente cheia de mágoa vive ao redor de festas, porém magoadas, ressentidas. Jamais escolhem perdoar. Jamais quer rever conceitos quando confrontados por pessoa de verve profética.
Gente como Herodias, cheia de ódio, mesmo que esteja em um preparativo e ensaios para uma grande festa, vive a infelicidade interior. Todos sorriem, o vingativo chora a amargura no seu eu mais profundo. Perdendo assim o melhor da festa, fazendo prevalecer a sua festinha pessoal e odiosa.
A alternativa de Deus é o perdão. Dificilmente seremos humanos mais plenos, se no confronto tomarmos posições de ódio e vingança. Precisamos ver a repreensão como chamada ao melhoramento do caráter, da ética e da santidade.
Portanto veja como vai para a festa. Felizes festas, aniversários, piqueniques, recepções, celebrações, formaturas, cultos...
CIRLON PEREIRA
Enviado por CIRLON PEREIRA em 29/09/2006
Código do texto: T252558

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Sobre o autor
CIRLON PEREIRA
Ilhéus - Bahia - Brasil, 44 anos
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CIRLON PEREIRA