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PANCRACIA: governo de todos.

PANCRACIA:
- governo de todos -
PORQUE NÃO MUDAR!

Eleições! As coisas poderiam ser mais simples e bem mais simples!
Dividia-se uma cidade, os Estados e o País em quatro: Norte, Sul, Leste e Oeste. Os moradores de cada região da cidade ou do Estado ou do País sabatinavam seus candidatos que fariam um curso do que a região produz e suas necessidades e sua arrecadação. Em cada sessão um projeto de cada região seria votado e o eleito sabedor das prioridades de sua região com o seu dever de casa debaixo do braço. Os eleitos teriam já pronto tudo o que deveriam fazer e teriam que fazer o seu dever de casa dentro da arrecadação e das prioridades apresentadas. Nada de prometer coisas impossíveis!
Então, vejamos, um exemplo:
1- Uma cidade dividida em quatro: Norte, Sul, Leste e Oeste que em conselhos de moradores escolheriam três candidatos. Total: doze pessoas!
O mais votado seria o prefeito! Os outros cinco mais votados, vereadores!
O segundo mais votado, Presidente da Câmara e o eventual substituto do prefeito quando necessitasse. Dos doze candidatos sobrariam seis para uma eventual substituição em caso de morte ou renúncia ou cassação pela região que o elegeu. Se um eleito saísse para exercer outras funções na vida pública - pois o povo o quer ali naquela legislatura para cargo que foi eleito -, perderia todas as benesses do cargo e somente poderia se candidatar novamente após outra eleição, pois foram eleitos para àquele cargo não para serem secretários, ministros, embaixadores etc., e para tais cargos, cada região apresentaria uma lista de seus notáveis para preenchimento de cargos para uma legislatura, cada um com conhecimento específico para cada cargo.
2 - Para governador, senador, deputado federal e estadual a mesma coisa, o Estado dividido em quatro regiões: Norte, Sul, Leste e Oeste. Porém, cinco candidatos de cada região. Total: vinte candidatos!
E então, o mais votado das quatro regiões, o primeiro: governador do Estado e os quatro seguintes mais votados, seguindo sempre uma ordem de rodízio decrescente nas quatro regiões, dois senadores e dois deputados federais.
Para deputados estaduais, o sexto mais votado de cada região e sétimo mais votados de cada região. Total: oito deputados estaduais. Portanto, dois senadores, dois deputados federais por estado e oito deputados estaduais por estado - um dos deputados estaduais, o mais velho, Presidente da Assembléia -, e os outros, suplentes!
O senador mais votado e o deputado federal mais votado das quatro regiões estaduais de qualquer estado do País seriam automaticamente e respectivamente o presidente do Congresso e da Câmara Federal -  o mais idoso assumiria o cargo não importando o Estado da Federação que for eleito -e a vice-presidência do País seria exercida, quanto necessário, pelo presidente da Câmara! Os deputados estaduais o mesmo processo: o sexto mais votado; vice-governador, quando necessitasse e Presidente da Assembléia, a idade seria o diferencial em caso de empate.
Portanto, 26 Estados e com Distrito Federal, 27 Estados, com dois senadores e dois deputados federais, apenas! Assim, 27 vezes quatro é igual a 108 homens públicos com um coração verde e amarelo dando o exemplo de como se administra um País.
3- Para presidente, um candidato por região do país, Norte, Sul, Leste e Oeste! Poderia se fazer uma prévia regional para escolher quem iria disputar a presidência pela região. Quatro candidatos pelo país e o mais votado presidente do País! O povo é livre para votar em qualquer um. Nenhuma região seria privilegiada por seu candidato ser o eleito, pois ele teria que fazer o seu dever de casa, cada região apresentaria suas prioridades. O povo manejaria o seu candidato através de seus conselhos regionais, e, estes, ouvia os conselhos dos bairros. Tudo sem partido político para evitar coligações esdrúxulas e confundir o eleitor. O eleito seria vigiado e caçado por sua região!
E para preencher cargos nos ministérios e não se precisaria de tantos, deslocar-se-ia e valorizar-se-ia funcionários públicos de carreira, diplomados e de sábia competência. Nada de escolha política.
Portanto, em cada sessão, anunciaria: projeto de asfaltamento da rodovia tal da região Norte orçado em tanto! Tem recurso!? Se não tiver, quanto tem? Então, aprovaremos outro projeto da mesma região... um grupo escolar, um posto de saúde, uma creche, rede de esgoto ou contratação de médicos e professores ou o asfaltamento de tal rua ou a compra de uma simples mamadeira apenas. Aqui está o pedido e o projeto no valor tal! Um projeto de cada região teria que ser aprovado numa sessão para se passar a outro projeto de outra região numa escala de rodízio! Todo País, Estado ou cidade tem sua arrecadação. Não se passaria de um projeto a outro sem aprovar o anterior de qualquer região!  O povo teria o poder nas mãos e não seus representantes...
Cada eleito teria limitado seu poder de apresentar projetos, por exemplo: 10 projetos apenas, os outros projetos seriam as solicitações de sua região!
Nada dos eleitos pelo povo ficar inventando projetos para se vangloriar para seus eleitores ou distribuir cargos para permanecerem no poder! Seria muito simples e econômica uma eleição e o povo, apenas o povo decidiria o destino dos candidatos! Tudo sem partido!!! Qualquer cidadão preencheria um formulário e enviaria pelo correio sua sugestão/reclamação/crítica ou projeto para os conselhos regionais para ser analisado! Sem assessores, sem muitos políticos, sem cabide de empregos, pois todos os projetos já chegariam prontos para serem votados e teriam que ser votados um projeto de cada região para se passar a outro. Todos seriam atendidos!
Uma Pancracia! Governo de todos!

Lucas Durand.
Lucas Durand
Enviado por Lucas Durand em 02/10/2006
Reeditado em 09/12/2008
Código do texto: T254854
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lucas Durand
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lucas Durand