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O CASAMENTO E A MULHER TOLA!
 
"A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos." (Proverbios 12:4).
 
Naquela noite, após meu marido chegar cansado do serviço, levantei-me do sofá, onde assistia à novela e fui até nosso quarto onde ele se preparava para o banho. Parei na porta e fiquei observando-o por alguns segundos e lhe disse:
 
- Tenho algo importante para te dizer. Após o banho, ele se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
 
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ele o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
 
Ele não parecia irritado pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa:
 
- Por quê?
 
Eu evitei responder-lhe, o que o deixou muito bravo. Deixando o prato intacto gritou:
 
- Você não é a mulher com quem me casei! Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ver sua profunda tristeza e uma solitária lágrima rolar do seu rosto. Eu sabia que ele queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ele mais, e sim ao ONAGNE. Eu simplesmente não o amava mais, sentia pena dele.
 
Sentindo-me muito culpada, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ele a responsabilidade da partilha dos nossos bens, abrindo mão do nosso carro e 80% das ações da nossa empresa, em face da excelente condição financeira do ONAGNE.

Ele tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. O homem com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou um estranho para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava o ONAGNE profundamente.
 
Finalmente ele começou ficar com os lhos rasos de lágrimas, o que já era esperado em face do amor que sentia por mim. Eu me senti libertada enquanto ele me olhava tristonhamente calado. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora. 
 
 No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e o encontrei sentado na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansada depois de ter passado o dia com o ONAGNE. enquanto ele trabalhava.
 
Quando acordei no meio da noite, ele ainda estava sentado à mesa, escrevendo. Eu o ignorei e voltei a dormir.
 
Na manhã seguinte, ele me apresentou suas condições: ele não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ele pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
 
Isso me pareceu razoável, mas ele acrescentou algo mais. Ele me lembrou do momento em que me carregou para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias ele me carregasse para fora da casa todas as manhãs.

Eu então percebi que ele estava completamente louco, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para o ONAGNE sobre o pedido do meu marido e ele riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ele pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ele encarar a situação e aceitar o divórcio", disse ONAGNE, em tom de gozação.
 
Meu esposo e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando ele me carregou para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho.
 
Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, ele devia ter caminhado uns 10 metros me carregando no colo. Ele fechou os olhos e disse baixinho:
- Não conte para o nosso filho sobre o divórcio. Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então ele me colocou no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ele pegou o carro e foi para o trabalho e eu fui para o apartamento do ONAGNE. 

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Eu me apoiei no seu peito e senti o cheiro do perfume que ele usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a esse homem.
 
Ele certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nele. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ele estar neste estado.
 
No quarto dia, quando ele me levantou, senti uma certa intimidade maior com o corpo dele. Este homem havia dedicado 10 anos da vida dele a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Ele não me disse nada, mas notei que ficava a cada dia mais difícil ele me carregar do nosso quarto à porta da casa. Talvez seus músculos estivessem mais cansados com o exercício, pensei.
 
Certa manhã, ele estava tentando escolher um terno para ir para o trabalho. Ele experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ele disse:
 
- Todos os meus ternos estão folgados para mim. Eu então percebi que ele realmente havia emagrecido bastante, daí a dificuldade em me carregar nos últimos dias.
 
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ele carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos grisalhos.
 
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse:
 
- Pai! Está na hora de você carregar a mamãe. Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Meu esposo abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
 
Em seguida, ele me carregou em seus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Minha mão repousava em seu pescoço. Eu o segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
 
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando me segurou em seus braços, por algum motivo não conseguiu mover suas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:
 
- Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo. 
 
Eu não consegui ir me controlar.... Fui até o meu novo futuro endereço apressadamente, com medo de mudar de idéia...Peguei o elevador e bati na porta do apartamento. O ONAGNE. abriu a porta e eu disse a ele:
- Desculpe-me ONAGNE, Eu não quero mais me divorciar do meu marido.
 
Ele olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa:
- Você está com febre? 
 
Eu tirei sua mão da minha testa e repeti:
 
- Desculpe-me ONAGNE! Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos administrar as dificuldades do dia a dia de um casal; Não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida, e não foi por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em ele me carregou pela primeira vez, que foi no dia do nosso casamento, eu devo ser conduzida por ele. É ele quem deve me segurar e me carregar até que a morte nos separe, me desculpe.
 
O ONAGNE então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara, seguidamente pude ouvi-lo me denominando de vadia e vagabunda. Eu sai caminhando pela rua e pensando em tudo de ruim que eu havia feito, de forma egoísta, covarde e ilusória para com o homem que sempre se dedicou respeito, a mim e ao meu filho, fazendo tudo que estava ao seu alcance e que eu não havia valorizado.
Parando na vinícola, no caminho de volta para casa, eu comprei uma garrafa de vinho bem especial, da qual sabia que ele gostava. A atendente me perguntou se era para presente e o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi:
 
- Eu quero que você me carregue em seus braços todas as manhãs até que a morte nos separe.
 
Ao chegar em casa, com o vinho e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei meu esposo deitada na nossa cama – sem vida.
 
Meu esposo estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupada com o ONAGNE para perceber que havia algo errado com ele. Ele sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntas proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Dessa forma ele deixou a certeza, para o nosso filho, de que éramos um casal feliz e eu uma esposa carinhosa e dedicada.
 
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amiga, amante e namorada de seu esposo. Esposo, encontre tempo para ser amigo, confidente, amante e namorado da sua esposa, façam pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento, um relacionamento real e feliz!
 
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
 
Mas se escolher recomendar este texto para alguém, talvez salve um casamento.
 
Muitos fracassados na vida são pessoas que, mesmo tendo a felicidade do seu lado, enganosamente não perceberam e procuraram buscar essa felicidade onde ela jamais esteve...
 
Tente administrar o resultado da sua fraqueza e dos seus devaneios, você é a única responsável, a vida é curta e a juventude também, viva intensamente, mas com responsabilidade, evitando cuspir no prato que comeu.
 
A mulher sabia edifica a sua casa, mas a tola destrói.
 
Casa é uma palavra ampliada para família, lar, casamento. Já o verbo edificar está diretamente relacionado a atitudes inteligentes que cooperam para a construção, ou o soerguimento do lar e do relacionamento conjugal. A mulher sábia é um “bem” dado por Deus ao homem (18:22; 19:14), e é na verdade a sua “coroa” (12:4a).
 
"O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!"
(Proverbios 30:20).
Rubens Lima
Enviado por Rubens Lima em 10/10/2010
Reeditado em 10/10/2010
Código do texto: T2548798

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Rubens Lima
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