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VIOLÊNCIA FAMILIAR

VIOLÊNCIA FAMILIAR


Hoje, com o avanço da tecnologia, a desordenada migração para as grandes metrópoles, a falta de emprego, uma vida subumana, a disseminação das favelas, amoral de determinados políticos, a miséria humana, o caos social, têm forçado uma adversidade entre centenas de famílias. O popular hoje reafirma que a mulher já não depende do homem. Por quê? O capitalismo selvagem tem proporcionado uma carga tributária tão desigual, que o homem sozinho, não dispõe de condições para o sustento da família. E aí, entra o papel da mulher. Jamais devemos achar estranho, que nesses últimos anos, esse problema perturbe a mente dos componentes familiares. Porém, um questionamento virá à tona: “quem assumirá a responsabilidade pela criação dos filhos, já que os pais trabalham?” Uma tarefa difícil de responder. A vida passa e muda com constância diante de nossos olhos. Velhos hábitos são aniquilados, bem como os costumes familiares de uma boa convivência. Ora, o homem fora de casa, preocupado com seus afazeres, em contrapartida a mulher tentando a todo custo, o complemento do sustento familiar. Toda a existência da família proletária se modifica e se organiza de uma forma tão nova, tão fora do comum, tão estranha, como nunca podemos imaginar.
A dificuldade do aconchego, do carinho com os filhos, a convivência fraterna vai transformando a vida conjugal num dilema infernal. Vem o estresse emocional, o cansaço tradicional, o diálogo tão natural entre casais, esvai-se, em contrapartida a vida a dois tende ao desmoronamento. A percepção chega tarde, mas quando surge, já é tarde demais. Nasce então o elo partido. As discussões, as desavenças, os palavrões, são os nascedouros dos pontos de partida para o desencadeamento da violência familiar. E, os filhos onde ficam? A tendência natural é se ausentarem do lar, ou conviver num inferno astral, como diriam os astrólogos. Naturalmente, se não existir apaziguação a solução será a separação, e em conseqüência o divórcio. Afirmam os educadores e estudiosos que o divórcio deixou de ser um privilégio acessível somente aos ricos; de agora em diante, a mulher trabalhadora não terá que esperar meses e, inclusive, até anos para que seja julgado seu pedido de separação matrimonial que dê a ela o direito de separar-se de um marido alcoólatra ou violento, acostumado a espancá-la ou de um casamento mal sucedido. De agora em diante, poderá se obter o divórcio amigavelmente dentro do período de uma ou duas semanas, no máximo. Porém, é precisamente esta facilidade para obter o divorcio, fonte de tantas esperanças para as mulheres que são desgraçadas em seu matrimônio, o que assusta outras mulheres, particularmente aquelas que consideram o marido como o "provedor" da família, como o único sustento da vida, a essas mulheres que não compreendem que deve acostumar-se a buscar e a encontrar esse sustento em outro lugar, não na pessoa do homem, mas sim na pessoa da sociedade e do Estado.
A exclusão social é comum no cenário brasileiro, meninos de rua, os sem tetos, os estropiados, os carentes, os viciados em drogas, também fazem parte de uma família, mas a política desumana, o desemprego, somado ao difícil acesso a educação, ao descaso das autoridades, que teimam em deixar essas crianças nas ruas, provocam um dilema sem proporções. A destruição da família pela família. Os preconceitos sociais podem ser uma das variantes para esse macabro processo. É a “Lei de Ação e Reação” contracenando com o quadro miserável e desolador. O assistencialismo político gera tudo isso. Quem ganha com facilidade e sem esforço perde a vontade de lidar com o fiel escudeiro, o trabalho. “Por isso, não dê peixe ao homem, mas ensine-o a pescar”. Muitas famílias hoje em dia consomem sem produzir. Como se nota pelo ponto de vista aqui inserido, existe nesse ínterim, relacionamento entre famílias ricas que também enfrentam graves problemas e famílias pobres e miseráveis, por não disporem de educação sexual joga filhos no mundo, como se plantam batatas. São os excluídos da sociedade que por necessidade ou ignorância encontram o caminho mais fácil, os delitos. Cresce então o embrião da generalização familiar, pois indiferente dos problemas íntimos dos casais com maiores condições sociais, eles serão vítimas com certeza da ramificação familiar que não souberam ou não tiveram condições de educar suas proles. Estão nas ruas a praticar os mais diversos delitos. O vírus da violência é forte e cruel, além da destruição de lares, ainda transmitem para os insanos a ganância pelo dinheiro dos pais e o que se vê são crimes bárbaros, onde filhos bem criados e educados planejam e executam sua vontade diabólica. A solução será a estruturação do lar consolidada, uma formação religiosa forte, mas sem paixão e os filhos longe das ruas, na escola, aprendendo o direito inalienável de ser cidadão.




ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO DA FACULDADE INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA (FGF) MEMBRO DA ACI E DA ALOMERCE

 
 




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Enviado por Paivinhajornalista em 07/10/2006
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