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DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A CRIANÇA, A FAMÍLIA E A ESCOLA.

DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A CRIANÇA, A FAMÍLIA E A ESCOLA.

A definição do que se considera como distúrbio, transtorno, dificuldade e/ou problema de aprendizagem é uma das mais inquietantes problemáticas para aqueles que se atuam no diagnóstico, prevenção e reabilitação do processo de aprendizagem, pois envolve uma vasta literatura fundamentada em concepções nem sempre coincidentes ou convergentes. (Juliana Zantut Nutti). Esses distúrbios tem um campo vastíssimo, pois estão entrelaçados entre a criança, a família e a escola. No texto Edna Gomes Gabriele (CRP: 02/0867) especialista em psicologia Clínica e Psicopedagogia; professora do curso em Formação Clínica Infantil para Psicólogos e psicopedagogos; podemos denotar vários fatores de suma importância para comentarmos, mas escolhemos opcionalmente a Criança embrutecida, a criança superprotegida, as causas de problemas de escolaridade, às vezes, passam despercebidas dos professores e dos pais, os problemas sensoriais, os fatores emocionais e o aspecto mental, todos no contexto da matéria. Lidar com crianças é tarefa que requer paciência, vocação e especialidade.

Os profissionais irão encontrar vários problemas, principalmente quando as crianças são portadores de alguma deficiência mental, visual, genética entre outras. Um trabalho dinâmico, de grande responsabilidade tanto por parte das famílias, dos colégios, das crianças e do governo especificamente. Existem escolas que lidam com crianças com deficiências tanto no âmbito municipal, estadual, federal e nas escolas privadas. A palavra distúrbio deriva do latim disturbiu, sendo o ato de disturbar, perturbação, variável indesejado que, aplicado a um sistema, tende a afetar o valor da variável controlada. O distúrbio esquizotípico tem na psiquiatria a designação que engloba numerosos fenômenos observáveis na esquizofrenia, como comportamento excêntrico, anormalidades do pensamento e dos afetos, sem que, todavia, estejam presentes alucinações, ideias delirantes e distúrbios de comportamento que ocorrem na psicopatia é de plano genético afirmam os especialistas.

A psicopatia é qualquer doença mental, psicose, estado mental patológico caracterizado por desvios, sobretudo caracterológicos, que acarretam comportamentos antissociais. Etimologicamente, a palavra distúrbio compõe-se do radical turbare e do prefixo dis. O radical turbare significa “alteração violenta na ordem natural” e pode ser identificado também nas palavras turvo turbilhão, perturbar e conturbar.
O prefixo dis tem como significado “alteração com sentido anormal, patológico” e possui valor negativo. O prefixo dis é muito utilizado na terminologia médica (por exemplo: distensão, distrofia). Em síntese, do ponto do vista etimológico, a palavra distúrbio pode ser traduzida como “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural”.

Não é fácil, mas não é muito complexo. Distúrbios de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial; retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. (Collares e Moysés, 1992: 32). O termo “transtorno” é usado por toda a classificação, de forma a evitar problemas ainda maiores inerentes ao uso de termos tais como “doença” ou “enfermidade”.

"Transtorno” não é um termo exato, porém é usado para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais (CID – 10 - 1992: 5). Esses distúrbios são difíceis de serem percebido e muito menos identificado, mas os pais precisam verificar as atitudes de seus filhos e verificar como está indo na escola, assim poderão estar à parte da vida dos pequenos. Os principais problemas relacionados à aprendizagem são: Dislexia: que é um distúrbio de aprendizagem ligado à maneira de como a criança processa as letras, números e símbolos. Os sintomas diferentes dependendo da idade, sendo que dos quando tem de 0 a 3 anos apontam um atraso no desenvolvimento motor como engatinhar, andar, sentar, falar e etc.

Já os mais  velhinhos entre 4 e 7 anos apresentam uma lentidão na realização dos deveres na escola como escrever e ler; TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção) trata-se de um transtorno que está ligado ao comportamento do indivíduo que podem estar relacionados a fatores genéticos ou então externos como, por exemplo, o uso de medicamentos durante a gestação. Os sintomas comuns deste distúrbio são: falta de atenção, fala em demasia, agitação nos pés e nas mãos, impulsividade e instabilidade emocional; Discalculia é outro tipo de distúrbio, porém esse é neurológico onde o individuo apresenta dificuldades com números; Distorgrafia é um distúrbio relacionado aos erros ortográficos e sempre é verificada no terceiro ano do ensino fundamental, pois é nesta fase que a criança consegue lidar com as letras e escrever, onde ela não consegue elaborar textos e possui uma carência no vocabulário; Autismo é um transtorno que compromete o desenvolvimento psiconeurológico onde afeta a comunicação e o convívio social.

É causada normalmente nas crianças do sexo masculino. Crianças que possuem esse distúrbio parecem ser surdas, é insensível a dor, possui dificuldade de se relacionar com outras crianças e é indiferente com as pessoas ao seu redor; E por último a Afasia, que é um distúrbio relacionado à percepção, expressão de linguagem e compreensão. A criança que possui esse distúrbio possui um vocabular pobre e sempre é causada por problemas no sistema nervoso central. Os sintomas são uso excessivo da palavra isso e aquilo, dificuldade na leitura e dificuldade em pronunciar as palavras. Claro que existem outros problemas com suas nomenclaturas especiais. Alguns enunciados foram retirados do site dicasgrátisbrasil.com/. Se os "distúrbios de aprendizagem" estão presentes apenas no ambiente escolar e ausente em outros lugares, o problema deve estar no ambiente de aprendizado das escolas e não em algum "distúrbio neurológico" misterioso e não detectável das crianças, ou estariam igualmente presentes nas crianças escolarizadas em casa.

Afinal não é segredo que as escolas não estão conseguindo cumprir sua tarefa: em muitas regiões, os níveis de alfabetização na verdade caíram e não chegaram a atingir os níveis prévios à existência de escolas públicas (nos Estados Unidos). Quando John Gatto, eleito Professor do Ano do Estado de Nova York, chama a escolarização obrigatória de "sentença de doze anos de prisão", percebemos que algo está muito errado e que o erro não é das crianças. Será que as classificações de "hiperatividade", "fobia escolar" e "dificuldade de aprendizagem" não são uma cortina de fumaça para a incapacidade da escola de entender e aceitar o verdadeiro processo de aprendizagem? Uma especialista do porte de Mary Poplin, ex-editora de uma revista sobre distúrbios de aprendizagem ('Learning Disabilities Quarterly'), concluiu recentemente que "apesar de toda a pesquisa quantitativa... não há provas de que os distúrbios de aprendizagem possam ser identificados objetivamente... as tentativas de se estabelecer critérios objetivos para avaliar problemas humanos são uma ilusão que serve para encobrir nossa incompetência pedagógica".

O educador John Holt relata em 'Teach Your Own' ('Ensine a Si Mesmo') que o presidente de uma importante associação para tratamento de distúrbios de aprendizagem admitiu que haja "poucas provas para confirmar os diagnósticos de distúrbios de aprendizagem". John Holt alerta os pais de crianças em idade escolar para serem "extremamente céticos em relação a qualquer coisa que as escolas e seus especialistas digam sobre a condição e as necessidades de seus filhos". Acima de tudo, eles devem compreender que é quase certo que a própria escola, com todas as suas fontes de tensão e ansiedade, esteja causando as dificuldades e que o melhor tratamento provavelmente seja tirar o filho da escola de uma vez por todas.

Muita coisa a se pensar e a se tratar sobre o assunto já dizia Jan Hunt, Psicóloga Diretora do "The Natural Child Project", que afirma toda criança é bem dotada. A criança embrutecida – situação gerada pelo fato da mãe trabalhar os dois expedientes e deixar a criança entregue a terceiros que a põem num “quadrado” o dia todo, asseada e alimentada, mas sem nenhuma estimulação, sem convívio com outras crianças, sem afagos e sem uma mãe que a ponha nos braços para satisfazer suas necessidades de carência afetiva, mas isso não acontece somente com mães que trabalham os dois expedientes. As mães de hoje fazem a mesma coisa e o comércio está repleto dos chamados quadradinhos. Se bem pensar nós seres humanos estamos nos transformando em seres embrutecidos, pois não temos mais liberdade, direito de ir e vir, estamos entregues a marginalidade, a violência e corremos risco de morte todos os dias. Escolhi uma poesia muito bonita para enaltecer a figura dessas crianças.

Trabalho infantil
A vergonha do meu país
É ver a criança infeliz,
No sol a labutar,
Para a família sustentar!
O pai não sabe quem é?
A mãe espera nenê...
E a criança embrutecida.
Vai passando pela vida,
Sem infância, sem escola.
E o menino prodígio
Que adorava desenhar,
É empurrado para a vida,
Seus sonhos, deixa pra lá.
E logo na esquina começa a assaltar,
Não tem rosto, não tem nome...
É mais um Zé da fome,
Que na prisão vai morar.


de Denise Mourão
Belém - PA - por correio eletrônico.
Continuando nossa peregrinação psicopedagógica vamos à criança superprotegida que a criança mimada demais. Não a deixam fazer nada e, já em idade de ir à escola, ainda usa a mamadeira, consolo, dão-lhe comida na boca, ainda não lhe ensinaram a por a roupinha ou os sapatos; enfim, é o eterno bebezão. E bebê não estuda ainda e, consequentemente não aprende. Crianças assim estão apenas protegidas pelos pais e desprotegidas do mundo em que vivem e muitas vezes pode se tornar uma criança problema num futuro bem próximo. As causas de problemas de escolaridade têm várias causas, desde a social, a globalização da economia, falta de vontade política, corrupção, tráfico de influências e problemas políticos. Elas passam despercebidas pelos pais e professores com certeza.

O problema é complexo, pois até a assistência médica hoje é um problema quase sem solução para a maioria da população. As doenças da infância contribuem demais para os problemas da escolaridade e o meio social em que vivem. Verminoses, viroses, adenoides, otite, visão turva, sistema imunológico baixo e a famigerada miséria levam às crianças a sonolência, ao cansaço, ao desinteresse e mesmo a depressão e a prostituição. O problema é sério, mas infelizmente os governantes só pensam em proveito próprio. Os problemas sensoriais podem estar ligados ao ensino de hoje, O professor como figura central do ensino se comunica verbalmente com o aluno para repassar-lhe os conhecimentos, a figura central pode ser o aluno e o objetivo essencial é fazê-lo aprender.

O ensino fundamental era fundamentado na didática, os métodos modernos de educação têm suas bases na psicologia da aprendizagem e da psicologia social. Os professores devem ter: interesse, empatia, profundo interesse por seus alunos, inteligência suficiente, bom conhecimento da matéria, Equilíbrio emocional, imparcialidade e espírito de justiça. O professor jamais poderá ser um ditador. No mundo inteiro está se passando fenômeno muito sério e cujas consequências ainda não podem ser avaliadas inteiramente: o da transmissão progressiva dos poderes educacionais dos pais e da família para os professores e a escola. Os problemas sensoriais estão ligados aos sentidos. O déficit auditivo, com a não capitação dos sons prejudicando sua alfabetização, coordenação visomotora, constância perceptual, posição e relação espacial e percepção da figura - fundo.

A hiperatividade precisa de análise neurológico ou emocional.  Quanto ao aspecto mental é importante entender que existem os que não aprendem porque não podem e outros porque não querem. As crianças portadoras de deficiência podem ter sucesso escolar superando os déficits, lentificados e limítrofes. Os fatores emocionais são na maioria das vezes provocados por desestruturação familiar, separações, mudanças abruptas de cidade, de cãs entre outros. No frigir dos ovos as crianças com problemas de aprendizagem deveriam ter todo aparato, pois além de não terem culpa de ter nascidas assim estão amparadas por leis e não existem favor nenhum do governo na educação delas e sim obrigação e muita responsabilidade, mas quando os políticos irão se conscientizar disso? Fica a indagação no ar. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- ALUNO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA DA FACULDADE VALE DO JAGUARIBE (FVJ)






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Enviado por Paivinhajornalista em 11/11/2010
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