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Calafrio da madrugada.


calafrio da madrugada, amada no âmago expresso.
Detesto o teu resto que de meu rosto escapas.
Nessa noite , noite bela, vibras minha amada.
Oh  !calafrio da madrugada !

Quem te seduz ?como o meu desejo.
como sabes meu jeito de ser eterna alvorada?
Se tua boca cintilante tem a voz, um coração,
Que pulsa tão fiel ,terra e mar ,fogo e ar,  na madrugada.

Se cantarolas, de becos tão
Escuros , põe-se a nu sua
Estrada. siga seu bojo
Vá e não diga mais nada .

São apenas calafrios da madrugada.
O corte de uma pele.
A casa assombrada . A sorte do toureiro.
As guerras e suas amarras .
São apenas calafrios da madrugada.

A violência nua e crua.
A viável, variável, destroçada.
 controle do pensar,  mídia disfarçada.
São apenas calafrios da madrugada.

o real e o aparente ,aparelho de bravatas,
 gente que não se sente gente,
que por falta de ser gente, não ama e não é amada.
Só se encontra abrigo no calafrio da madrugada.

à noite que não terminou,
desde a Grécia até a Itália
do clássico ao renascimento
calafrio da madrugada

do resto de tudo isso
não me resta mais nada.
que de tão imenso não resta nada
além do fato de que,
somos todos filhos de uma imensa massa.
que aterroriza ,marca é mata .
ontem e hoje nós vivemos o calafrio da madrugada.

Hugo neto .

Hugo Neto
Enviado por Hugo Neto em 13/10/2006
Código do texto: T263120
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Sobre o autor
Hugo Neto
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
37 textos (891 leituras)
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