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Profissão professor




A prosperidade de uma nação pode ser medida pelo índice de educação que seu povo tem; quanto mais instruídas forem as pessoas, melhor será a capacidade produtiva e esta, com qualidade. Lógico que existem outros índices, mas o educacional está diretamente ligado ao desenvolvimento; basta analisarmos a Coréia do Sul, que em poucos anos, passou a frente de muitos países, inclusive do nosso.

Já a Índia exporta cientistas enquanto o Brasil compra tecnologia. Somos fornecedores de matéria bruta, produtos primários, os quais são vendidos a preço de banana; importamos produtos manufaturados através das nossas exportações, a preço de ouro.

Por que isto acontece?

A resposta é fácil! Somos um povo com baixo nível educacional. Não sei os percentuais, mas basta ir ao site do IBGE e poderemos constatar quantas pessoas são analfabetas, quantas tem o primário ou parte dele e quantas têm o nível secundário. E o que veremos quanto ao nível universitário?

Agora, o que posso dizer sobre pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado?

Somente em 2006 é que consegui, aos 50 anos, concluir o nível universitário, após 26 anos de intervalo, quando em 79 entrei numa universidade. Infelizmente, na época, por motivos comerciais, não pude concluir esta etapa.

Já parei para pensar sobre o que me levou e como consegui me graduar. A primeira resposta está no meu próprio desenvolvimento e na adequação ao mercado de atuação. Sem este nível, estou fora devido a idade; já a graduação foi possível porque tive excelentes professores, que além de mestres no ensino, foram amigos e muitas vezes, meus pais. Preciso explicar mais?

A profissão professor corre ao lado a do vendedor. Está nos primórdios da vida, está antes da sociedade em si. Os primeiros professores são os pais, os avós e os irmãos. De acordo com o meio em que vivemos e como vivemos, começa a formação do nosso conhecimento,  o qual será desenvolvido, aprimorado e ampliado pelos professores, estes de sala de aula.

Como em toda a profissão, sempre haverá aqueles que não seguem a cartilha, desvirtuando a categoria. Uns sempre vão reclamar do salário, como alguns vendedores reclamam das comissões, mas se sabiam o quanto iriam ganhar (professores), por que aceitaram sê-los?

O vendedor pode ganhar mais se mais vender; já o professor, ou dá mais horas/aulas ou procura a especialização. Conforme a universidade em que obtive a colação de grau em Tecnologia do Empreendimento, todo aquele que adquirir o grau de mestre ou doutor, passa automaticamente a um nível superior de salário; é a forma de reconhecer o conhecimento que estes professores adquiriram. Já o contrário não é aplicado. Estou formado e nem um parabéns veio da direção da empresa, mas isto é outro assunto.

Eu sei que a classe dos professores, principalmente a nível estadual, tem aqui no Rio Grande do Sul, uma baixa remuneração, sendo facilmente ultrapassada quando se trata da área municipal. Entretanto, jamais concordei e jamais irei concordar com greves, porque todos são prejudicados, inclusive os professores. Quem mais sofre são os alunos que perdem a continuidade e o desenvolvimento, repercutindo mais tarde quando enfrentarão o vestibular e a sociedade comercial em si.
De outro lado, também condeno aqueles que criam barreiras ao acesso ao estudo. Tem uma nova determinação que irá proibir crianças que não tenham completado 6 anos, o acesso ao primeiro ano primário e isto está errado. Tenho uma filha que estará completando 6 anos em maio de 2008 e não poderá ser matriculada no primeiro ano, devendo repetir o pré-primário. Um absurdo.

Quando alguém quer estudar, complicam. Quando querem maior desenvolvimento e participação no mundo, dão mil desculpas e o único erro está no acima, porque se começam a proibir e criam barreiras àqueles que querem estudar, o que será no futuro?

Somos celeiros do mundo; somos fornecedores de insumos. Quando seremos fornecedores de TI (tecnologia da informação)? Quando seremos formadores de cientistas? Quando vão investir nos professores? Lembro que também os professores devem investir em si mesmos e não somente achar que outros investirão neles.

O que posso fazer é estudar cada vez mais, oportunizando as minhas filhas o acesso à escola; torcer que os administradores públicos parem de gastar em bobagens, em novas secretarias e ministérios, eliminando os cabides eleitoreiros e quem sabe, sobre mais recursos à formação de novos professores e à pós-graduação dos atuais, os quais poderão melhor ensinar ao povo brasileiro.

Feliz dia dos professores! Sem vocês eu nada seria.

Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.
http://www.grandesvendedores.com.br




Oscar Schild
Enviado por Oscar Schild em 13/10/2006
Código do texto: T263368

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Sobre o autor
Oscar Schild
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 60 anos
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