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MATARAM A ÉTICA

 MATARAM A ÉTICA


Um aspecto fundamental e de grande valia está sendo malbaratado nos dias atuais, o emprego da ética.  Nesse país, de tantas ações deletérias, perniciosas e geênicas, a honestidade se tornou em aspecto vergonhoso, pernicioso e doloroso para maioria da população brasileira. Existem justificativas para esse fenômeno? Talvez sim. Articular moral e ética pode ser um viés para minimizar o problema atual, que está se tornando cada vez mais controverso no cenário político brasileiro. Denúncias das mais diversas, corruptelas, formam um cenário sombrio e estonteante que jamais passamos no decorrer de nossas vidas. A pusilanimidade está dominando o povo brasileiro. A decisão se aproxima e os mais esclarecidos estão entre a cruz e a espada para tomarem uma decisão feérica e norteadora. A hierarquia desapareceu, os conceitos morais esvaíram-se, o respeito foi deletado, o uso e os bons costumes sumiram o que restou? Praticamente nada. Lembro-me quando um senhor de nome Luís Inácio Lula da Silva, afirma com tanta altivez: “Somos o mais importante partido de esquerda do mundo”.
Essa afirmação era um raio que partia da “boca” de um político, em meio à repercussão da significativa vitória do PT (Partido dos Trabalhadores) nas últimas eleições municipais. Um político quem em 1980, era fichado no DOPS: a marca dos 13 na soma dos números (DOPS/80), nº. 12712. “O grande feito do movimento sem terra é recuperar o sentido da cidadania de pessoas que estavam a 1 milímetro de virar párias da sociedade”. “Afirma que Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente lhe chamou para conversar sobre o dossiê das Ilhas Caymã”, no dia 6 de dezembro de 1998. “Uma das vontades que eu tinha de ganhar as eleições era para colocar em um ônibus-leito todo o ministério e falar: “vão andar quinze dias por este país”! Vamos botar o pé na estrada e ver como vivem essas gentes, quais as necessidades delas”. “As universidades brasileiras já foram melhores do que hoje, já formamos intelectuais, pessoas que tinham preocupação em estudar o Brasil em estudar os problemas sociais, em dar parte de seu conhecimento para ajudar a salvar este país”. “Primeiro, eu era agente da CIA (Companhia de Investigação Americana), depois muleta da ditadura, depois comunista...”. Essas sentenças foram afirmações de nosso presidente, antes de assumir o Palácio do Planalto.
Com a afirmação de que fora chamado para conversar sobre o dossiê das Ilhas Caymã, o presidente pode se esquivar de desconhecer o escândalo atual? Morreu a ética, a bandalheira domina o país e por menos disse os militaram conseguiram restabelecer a calma em 1964. Quem quiser tomar ciência do que foi aqui relatado veja “Caros Amigos”, ano IV-número 44-novembro de 2000. Contar a história das eleições no Brasil é falar da construção da cidadania, da cristalização da democracia brasileira. É realizar uma viagem no tempo, retroagir até 1532, quando se elegeu o Conselho Municipal da Vila de São Vicente. Essa e todas as eleições para os governos municipais obedeceram, até 1828, as determinações do rei, adotadas em todas as regiões sob domínio português. Hoje é um furdunço que não tem tamanho, nem medidas. Votar em quem? Eis a grande questão? Confundir política com politicagem é um erro sem proporções. A situação política e econômica no Brasil tem vários aspectos, e entre eles podemos citar o aumento da indisciplina e violência nas escolas, na família e nas ruas e o pior é que ninguém se entende. Se o nosso manto é o democrático violaram a democracia.  As primeiras eleições gerais no Brasil, destinadas a eleger os deputados às cortes de Lisboa, ocorreram em quatro graus: os cidadãos de cada freguesia nomearam os compromissários, que escolheram os eleitores de paróquia. Estes designaram os eleitores da comarca, que, finalmente, elegeram os deputados. As formalidades eram tantas que essas eleições duraram vários meses e algumas províncias sequer conseguiram eleger seus representantes. Esse complexo processo eletivo só evoluiu para eleições diretas em 1881, com a Lei Saraiva. São nuanças que martirizam os eleitores, e notamos que o sistema é complicado desde o seu nascedouro, até os dias atuais. Somente no Brasil Império (1822/1889): A “independência no Brasil” obrigou o país a aperfeiçoar sua legislação eleitoral, que passou a ser influenciada pelo modelo francês. Durante o Império, as eleições eram controladas pelo imperador, por meio da Secretaria do Estado dos Negócios do Brasil, dos presidentes das províncias e da oligarquia rural. Para garantir maioria ao governo, as alterações na legislação eram feitas às vésperas das eleições. Todo o processo eleitoral era eivado de vícios e propiciava um sem-número de fraudes. Como denotamos essa história de corrupção é manjadinha e o povo brasileiro já convive com ela há muito tempo. Já está calejado.  A normatização e moralização do processo eleitoral só aconteceram em 1932 quando Getúlio Vargas criou o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, órgão responsável por todos os trabalhos eleitorais. Surge o primeiro Código Eleitoral, com novidades como o voto feminino e a previsão do uso da máquina de votar. Pela primeira vez, a legislação fez referência a partidos políticos, mas, ainda assim, permitiram-se candidaturas avulsas. Em 1935, mudanças no Código não alteraram as conquistas de então, mas, em 1937, com o Estado Novo, Vargas extingue a Justiça Eleitoral. O que dá para rir dá para chorar, se fossemos contar detalhe por detalhe desta chafurdada politicagem brasileira, com certeza teríamos que confeccionar uma grande enciclopédia. Vamos dar um voto de confiança mais uma vez aos que estão se digladiando para alcançar o patamar mais alto da hierarquia brasileira, mas pelo amor de Deus não nos matem de vergonha outra vez!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO DA FACULDADE INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA (FGF) / MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE
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Enviado por Paivinhajornalista em 13/10/2006
Código do texto: T263509
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Sobre o autor
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