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Política o jogo de interesses

     Quero aproveitar este momento político que estamos vivendo para fazer algumas colocações. Primeiramente, dizer que não vivemos a democracia de fato e moralmente, penso que estamos longe desta possibilidade e isto é fácil ser observado quando vemos como que são eleitos os nossos políticos. Na verdade, cinqüenta por centos dos votos são comprados quer seja diretamente ou indiretamente. Seja por prestação de serviços, cobranças de favores e tantas outras formas de coações ou privilégios que induzem os eleitores ao voto.

     Mas algo que devemos destacar é quando discutimos a eleição do Poder Executivo. Certamente, nesta disputa percebemos que existem muitos jogos de interesses. Aqueles que estão querem manter-se no Poder, enquanto outros grupos querem buscar o Poder, então, os políticos estão de olho é na tendência do eleitorado. A partir de então vão sendo formado as alianças, mais uma vez percebemos que a disputa é segundo interesses próprios.

     Consolidando-se a eleição começa um novo quadro, aqueles que mantiveram em cima do muro sabendo que o Executivo precisa de base de apoio para governar começam a se aproximar do governo. Pois, estando lá usufruem do Poder e assim, também serem beneficiados em todos os sentidos quer seja através de prestígios políticos, quer seja empreguismo, quer seja benefícios futuros.... 

     Outro fato que podemos observar é que, muitos daqueles que faziam parte da aliança sentem incomodados, por temerem ameaçados de seus privilégios, regalias e seus interesses próprios. Assim, o governo torna-se refém de sua base de apoio, acontecendo o que estamos acostumando ouvir “ fogo amigo”

     Mas, ainda analisando o outro lado da questão. Na política a eleição, mesmo o eleito sendo escolhido pela maioria, não significa que ele tem o apoio da sociedade. Porque, na verdade aqueles que perderam a eleição representa uma enorme parte daqueles que não apoiaram o programa do candidato eleito, e na realidade, são também opositores os quais o novo eleito cumpre o papel de conquista-los e assim, tornarem favoráveis ao governo. Olhando por este prisma é fundamental a oposição. 

     Agora falando na oposição (políticos) quais são seus interesses? Na verdade, muitos deles não estão preocupados com a governabilidade, com o sucesso do governo porque são adversários assim os leva a estarem sempre buscando os erros, as falhas. Quanto mais um governo vai bem, pior é para a oposição. E certamente a oposição ( políticos ) encontram eco na oposição (sociedade) começando a conquistar espaços, ganhar força.

     Ainda falando sobre eleições. Sempre existe um grupo da sociedade civil ( 2° e 3° setor ), e que são beneficiados pelo governo, retornamos novamente os grupos de interesses. Cada governo tem determinadas as empresas de comunicação que são beneficiadas sejam elas privadas ou está mesmo governamentais... Cada grupo político vão atrás daquelas que exercem maior influencia e tem um grande poder de formar opinião e tenta conquista-la com mais recursos financeiros disponibilizado para elas e assim te-las do lado 

     Observamos que aqueles que se tornam oposição tem como aliados sociedade civil oposicionista que fomentam a oposição (política), e a contribuição da mídia que se sente prejudicada por não fazer parte do rol de mídia que é beneficiada pela situação.

     Assim funciona o mundo político. De tudo isso pode tirar fatores positivos e negativos. O negativo é que o governo torna-se refém da sociedade que é exercida pela oposição. Se não for um verdadeiro político cai facilmente nas armadilhas da oposição, ou entra no esquema de corrupção e todos sujos se tornam cúmplices e ficam todos quietos. Quem tiver maior força sobressai. Isto foi notório no governo FHC. Por mais escândalos que houve nada se apurou, ou o Governo cai como ocorreu no caso Color. Outro fato negativo é que, a sociedade quem paga o pato com a inércia do Governo. A partir do momento que a oposição é forte o governo não desempenha seu programa de governo.

     O único lado positivo é que o governo é muito fiscalizado e isto certamente impede a roubalheira. A oposição mesmo sendo espúria, maniqueista buscando somente seus interesses ainda assim dá sua contribuição.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 21/06/2005
Reeditado em 22/09/2006
Código do texto: T26585
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Ataíde Lemos

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