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No mundo da Lua.

Sonhava em colocar os pés na lua e fincar com todo orgulho no satélite natural da Terra a bandeira de sua pequena cidade.
Lia toda literatura sobre a lua e passava horas observando-a embevecido, da janela de seu quarto.
Divagava com seu sonho, contava aos amigos, familiares, pessoas próximas...

Sua mãe, preocupada com o que considerava uma “estranha mania”, resolveu levá-lo ao médico, afim de que o doutor desse jeito no garoto que literalmente vivia no “Mundo da Lua".

Exames foram feitos pelos melhores especialistas na área da neurologia, e após alguns dias o doutor prescreveu o receituário, que em grandes letras dizia:

“Deixe o garoto sonhar!”

Foi o que fez sua mãe; deixou o garoto sonhar.
E ele partiu em direção a seu sonho de colocar os pés na lua.

Estudou com afinco, dedicou-se com amor.
E vivia feliz, na esperança de um dia concretizar seu intento. Era esse sonho a força que o impulsionava as suas grandes realizações.

Impressionou a primeira namorada de tantos conhecimentos que demonstrou sobre a lua.
Ganhou um concurso de poesias ao homenagear as crateras do belo satélite.

E após alguns anos foi aprovado para entrar na Força Aérea Brasileira, motivado pelo seu sonho.

Na FAB, foi gradativamente galgando degraus e passo a passo se aproximando da lua.
Rasgava os Céus desse mundo de Deus pilotando os belos Caças da Força Aérea.

Participou de missões de paz.
Salvou vidas.
Conheceu o Mundo inteiro.
Entrou em contato com uma diversidade de culturas, aprendeu outros idiomas, fez amigos pelos cinco continentes.

Enfim, viveu como nunca e foi muito feliz.

Ah, o amigo leitor (a) deve estar se perguntado se nosso amigo colocou os pés na lua. Não, como todos sabemos nosso amigo não colocou os pés na lua, todavia, em virtude de seu sonho, da extrema força que fez por concretizá-lo, pôde viver em plenitude, sem dar brechas a tristeza e ao desânimo, porquanto, muito ocupado estava em lutar por seus objetivos.

O chamado mal do século, a depressão, instala-se em coração carente de objetivos, de motivação...

Precisamos ter sonhos, objetivos nessa vida, por mais singelos que sejam.

Uma vida sem sonhos é vazia monótona, sem cor.

Por isso amiga (o)  leitora (o), não se  curva ante as negativas que recebe, mesmo que nossos sonhos fiquem distantes e não consigamos realizá-los, vale lutar por eles, porque é essa busca que nos tornará criaturas melhores, mais cheias de vida, mais realizadas e... mais felizes.

Pensemos nisso!

Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 24/10/2006
Código do texto: T272096
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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Wellington Balbo