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A ORIGEM DO PRECONCEITO

Um assunto que nunca em nossas vidas deixará de ser discutido é a questão racial. Todos, sem exceção, possuímos uma história para contar a respeito desta polêmica que, a meu ver, não terá, jamais, um fim. Pois, enquanto brancos, negros, índios, amarelos, etc, conviverem numa mesma sociedade, a natureza humana continuará provocando crises de desentendimento e desarmonia. A questão aqui não se resume em determinar quem está ou não com a razão. Porque a solução para uma amenidade tem ligação estreita com a educação, calcada na tolerância e no altruísmo.

Dizer, por exemplo, que o negro é uma pobre vítima da discriminação racial é simplificar demais o problema, quando não generalizá-lo. Cegamente. Não há vítima para o preconceito. Ele é resultado da universalidade da anticultura, iniciada e fomentada pelos detentores do poder econômico. Que se acharam no direito de explorar um outro ser humano, relegando-o à condição de escravo, como se fosse essa imposição uma atitude natural e inconsequente. Arcamos hoje com o ônus dos erros cometidos no passado.

Precisamos nos lembrar, todavia, que os milhões de descendentes que hoje sofrem com a discriminação trazem na memória toda uma revolta a qual, inconscientemente que seja, interpõe-se, não sem frequência, em suas relações sócio culturais. Não se trata de culpar o branco porque discrimina o negro. Tampouco minimizar o problema, dizendo que vem da raça negra a origem do preconceito. No meu ponto de vista (ressalto que não sou detentor da verdade; expresso apenas a minha visão do problema) a questão, sendo cultural e remetente a um sistema de vida que não mais voltará, resolver-se-á por si só. Haja vista as transformações que já vem ocorrendo no mundo. Em prol das igualdades.

Não há como negar o prejuízo ao progresso e o atraso para a cultura, resultantes de um modelo de vida tão mesquinho e anticivilizado como é o preconceito. O mundo precisa de homens transformadores. Cuja visão ultrapassa a mediocridade de idéias e feitos. E isso só é possível quando se olha, e se é olhado, em todas as direções sem restrições de cor, raça ou credo. Pois, o que conta são os valores humanos. Que são invisíveis. Mas se refletem nas obras que tornaram, e tem tornado, melhor o nosso planeta.
Professor Edgard Santos
Enviado por Professor Edgard Santos em 07/02/2011
Código do texto: T2778024
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Sobre o autor
Professor Edgard Santos
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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