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Desigualdade de gênero

A desigualdade de gênero é um assunto que gera indagações desde as sociedades mais remotas.Mas, ao analisar os períodos mais longínquos da nossa história, percebe-se o quanto esta realidade vem diminuindo e se modificando de uma maneira gradativa.Há muitos anos ,a mulher sofria inúmeras restrições.O voto por exemplo, era permitido apenas aos homens.O sexo “frágil” como é tratado, pertencia apenas ao “lar” e dedicava-se inteiramente aos seus afazeres domésticos e aos filhos.Além disso, era completamente submissa ao marido,não possuía remuneração já que não trabalhava fora,ou mal saía de casa.

A violência contra a mulher tem ampla influência proveniente deste pensamento.A brutalidade de homens ,que as tratam como seres inferiores que existem unicamente para servir seus caprichos quando contrariada leva a agressões verbais e físicas.Estas situações contribuíram para a geração de um grande descontentamento e foi o alicerce para o início de movimentos feministas.A partir daí, a mulher foi lutando e conquistando seu lugar na sociedade,e aos poucos ganhou seu direito de cidadã participando ativamente de questões políticas e sociais.Garantindo assim,seu direito de votar e exercer sua cidadania.Um exemplo dessas modificações é a “Lei Maria da Penha” sancionada em 2006 ,que visa o aumento das punições para as agressões contra a mulher.Ou seja, houveram inúmeras melhorias neste e em outros âmbitos,mas a desigualdade entre homens e mulheres deixou seus rastros na atualidade.

Esse modo “machista” de pensar acompanha o pensamento da massa popular desde as antigas gerações.O passado retrata o presente de uma maneira bem mais moderada e leviana,contudo o pensamento sobre tal questão ainda é bastante discutido entre os lados opostos (homens x mulheres).A influência das sociedades anteriores é gigantesca,somos o espelho de nossos antepassados e a forma de tratar estas diferenças desenvolve-se em torno disso.

Biologicamente o fator “físico” não é questionável,pois está claro que o homem é mais apto e hábil á assumir certos cargos que exigem um maior esforço físico.Isto explica o fato de muitas mulheres não trabalharem em cargos e ofícios duros e pesados tal como o cultivo e a colheita, siderúrgicas,construções,etc...pois isto inclusive traria-lhes problemas de saúde.Estas “limitações” não são questionáveis,porém este fator físico apenas diferencia as atividades do homem e da mulher,o que não significa uma diminuição nem um acréscimo de virtudes de ambas as partes.

Algumas empresas possuem ainda um pensamento antiquado e machista com relação á seus funcionários.Alguns dos empregados de sexo masculino possuem os cargos mais qualificados e conseqüentemente também possuem maior remuneração,o que não é coerente já que as mulheres atualmente buscam informações e conhecimentos de uma maneira igualitária e vem se qualificando, ao obter formações de um mesmo nível.Sendo assim, elas adquirem a possibilidade de ocupar cargos com a mesma importância na hierarquia de uma empresa.

A mulher é tratada como um ser vulnerável e delicado, sujeita á menos “pressões” na área profissional.Existem interferências até mesmo biológicas que explicam esta definição,já que diferentemente dos homens elas possuem uma  alteração de humor devido aos ciclos menstruais,fator comprovado cientificamente.Ao escolher entre um homem e uma mulher para a ocupação de um cargo, também se leva em conta a quantidade de filhos que a mulher possui,pois assim a mesma terá mais responsabilidades e menos tempo “disponível” para horas extras,ou pode necessitar de licenças,enfim...muitas vezes a formação não influencia ou cria “barreiras” para o empregador abandonar tal preconceito.O equilíbrio entre o domicílio,a família e o trabalho,não são tarefas fáceis já que em praticamente todos esses âmbitos a mulher possua mais responsabilidades do que o homem.Mas mesmo com todas dificuldades e sobrecarga de tempo,muitas mulheres bem-sucedidas encontram um ponto de equilíbrio entre suas atividades de uma maneira satisfatória.

A responsabilidade inteiramente voltada para a mulher,é um fator de extrema influência para que se criem pensamentos de desigualdade.Para que esta sobrecarga diminua é de extrema importância que haja uma administração, de modo que as tarefas domésticas sejam igualmente distribuídas.Hoje em dia,ambos os sexos trabalham fora do lar ,e não é justo e correto que as obrigações da casa se voltem para a mulher .O mesmo ocorre com a educação dos filhos,se os pais dividem tarefas,o modo de agir e de pensar gera uma grande influência na formação educacional e social da criança,e a mesma estará sendo estimulada á agir de uma maneira correta visando uma sociedade mais igualitária.Os filhos são os espelhos e reflexos dos pais, sendo assim,a criança estará sendo estimulada á mudar o pensamento que durante gerações ainda perdura nos dias atuais.

Para que ocorram maiores mudanças, com relação á esse modo antiquado e desigual de pensar, tanto por parte dos homens quanto por parte das próprias mulheres é imprescindível que deixemos de lado o conceito pré-formulado desde as antigas sociedades e que permanece até os dias atuais.Os anos se passam e junto com eles os pensamentos devem mudar ou ao menos devem ser indagados e pesquisados para que se crie uma nova maneira de pensar mais independente do modo de como os antigos enfrentavam esta questão.

O fato é: indiferentemente das desigualdades de gêneros ou até mesmo raça, o ser-humano possuí suas limitações e suas virtudes das quais distinguem cada qual. A perfeição encontra-se no equilíbrio de virtudes e defeitos que ambos os sexos possuem. Cabe a cada um de nós conhecer a equidade.Os sexos se simplesmente se completam como está expresso nesse pensamento:“Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”.

(Texto realizado para um concurso de dissertação em 2010)
Tatiana Espíndola
Enviado por Tatiana Espíndola em 11/02/2011
Reeditado em 20/09/2012
Código do texto: T2785664
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Sobre a autora
Tatiana Espíndola
São Paulo - São Paulo - Brasil, 22 anos
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