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A VIDA QUE NÃO APRENDEMOS A AMAR


Estamos diante de uma preciosidade e de uma questão muito ampla, a questão da vida. A vida é dom supremo que recebemos sem depender de nossa vontade. Temos a liberdade de escolher o que queremos fazer com ela. Mas não podemos nos esquecer que as atitudes e decisões tomadas terão repercussão nela.
Para nós cristãos, a vida é dom de amor de Deus, Supremo Criador que nos fez a sua imagem e semelhança. Deus é comunicação, relação de amor; foi por isso que Ele nos criou, nos formou a sua imagem e semelhança. Um ato de amor sublime como este nos faz crer que Deus é todo amor e nos quer vivendo neste amor.
O amor é a relação perfeita: harmonia, paz, alegria, dor. Enquanto humanos, peregrinamos nesta terra, e o sofrimento faz parte da nossa vida. Porém, o mesmo, não tira a beleza e a dignidade da vida. Tomás Spidlík. diz que “os sofrimentos nos colocam de sobreaviso, para não buscarmos, no mundo, a nossa felicidade definitiva, e sim para dirigirmos a nossa mente a Deus.” (A arte de purificar o coração, p. 10).
O amor nos leva a contemplarmos Deus em nós, na Eucaristia, no outro. Se não amamos de verdade é porque não damos espaço para Deus na nossa vida. Quem permanece em Deus, permanece no amor de Deus e ama a todos igualmente sem nada exigir, porque o amor é gratuidade, generosidade, busca, doação, partilha. Quem ama se dá. Doa-se porque nada tem a perder, apenas a ganhar.
Ainda não apreendemos a amar de verdade nossa vida. Porque não amamos a vida não a respeitamos. O uso excessivo de agrotóxicos na produção de alimentos, o uso de conservantes, a violência no trânsito são algumas das inúmeras manifestações de que não amamos a vida de verdade. Que pena! Quando nos damos conta disso geralmente é tarde, pois vidas foram ceifadas prematuramente.
Dentre muitos, um dos aspectos que quero chamar a atenção aqui é a violência no trânsito. Temos conhecimento de tantas mortes, acidentes com seqüelas para o resto da vida, mas, mesmo assim continuamos abusando no trânsito. O excesso de velocidade é uma questão lamentável. Todos querem chegar primeiro, não respeitando limites de velocidade, nem pedestres que trafegam. Isto também mostra o quanto somos teimosos e duros de coração: a dor de outros não nos comove. Continuamos correndo e quando acontece um acidente queremos justificar. Aí, penso eu, é idiotice querer justificar ou culpar outros, sabendo que somos os culpados. Porém sempre queremos achar culpados para nossos erros. Isso é uma característica do homem.
Andando pelas rodovias, percebe-se, principalmente o excesso de velocidade. Deus tem piedade de muita gente, poupando suas vidas. O pior de tudo isso é que essa falta de responsabilidade recai sobre outros também. Muitos inocentes perdem vidas, outros pagam preços altíssimos por essas barbáries. Para chegar antes, saia antes, mas não cometa esta loucura de altas velocidades e imprudências diversas que vemos por aí.
O amor à vida passa pelo respeito, cuidado, carinho. Começa pela alimentação, bebidas, companhias etc. Quem ama a vida cuida  dela para que possa viver bem e bastante. Quem não ama, desperdiça e depois chora o tempo perdido. Que pena!
Amemos a vida enquanto estamos vivos, porque o depois não nos dará outra oportunidade. Amemos a vida porque ela é preciosa, única irrepetível, intransferível, dom de Deus que nos ama infinitamente na gratuidade.

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Neste dia de finados aproveito para fazer uma breve reflexão.
Lembrar o dia dos fiéis defuntos é uma forma de pensar na vida. Estamos aqui de passagem e não para sempre. Nossa meta é Deus, de onde saímos, portanto, devemos fazer tudo para este grande dia de encontro definitivo com nosso Criador. Preparar-se bem é amar a vida, fazer dela doação e serviço.
“Um modo de honrar a memórias de nossos falecidos é dar continuidade ao bem que eles fizeram.” (LD, 19).  São Paulo ao escrever aos Romanos (8,14-23) diz que somos filhos e herdeiros de Deus. Para merecermos nossa herança, Jesus diz que é preciso dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, receber os estrangeiros, vestir os nus, visitar os doentes e prisioneiros. Fazendo isso aos pequeninos e necessitados, é a Jesus que estamos fazendo. (Evangelho de Mt 25,31-46).
Amemos nossa vida. Deus pedirá contas dela. O que fizemos com este dom tão precioso? O que fizemos com nossos sonhos, com nosso poder de amar?

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Hermes José Novakoski
Farroupilha, julho de 2006

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Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 01/11/2006
Código do texto: T279677
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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 35 anos
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