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Lembranças da "27

Uma vez mais o calendário alcança a história da cidade. Mais um aniversário. E novamente com desfile cívico. Que bom! Esses desfiles resgatam os valores do patriotismo, tão esquecido, incentivam a cultura, trazem a história de volta e ainda tem o grande mérito de proporcionar momentos muito agradáveis. Pena que não estou aí, pois sou fã de desfiles.

            Mas, sem pesquisar nos registros históricos da cidade, para não alongar o comentário, o dia 27 de agosto tem suas raízes nas comemorações do aniversário, embora a data seja mesmo dia 29. Tanto que temos uma rua com o nome 27 de Agosto.

            Uma rua, cujo nome confunde-se com uma data, que traz doces lembranças da infância. Pelo menos para mim, que nela morei desde a primeira infância até o casamento e onde ainda mora minha mãe. E, claro, onde morou meu pai, o conhecido alfaiate.

            Ora, é na rua 27 de Agosto que está a nossa “Antonio Ferraz”, de tantas  lembranças queridas de professores que marcaram a infância e mocidade de muitos, e ainda continua seu papel de educador, entre outros da cidade.  É, nela mesma que morou muitos anos nosso querido amigo Sr. Augusto Zugliani, o “Seu Gusto”, de saudosa memória. Como também o irmão dele, Sr. Afonso Zugliani. Mas é também na mesma rua que funcionou durante décadas o inesquecível Cine Central, com “Seu Angelim” e “Dona Ana”.

Era por ela, a “27”, que normalmente vinha meu tio Pedrinho com a “Bandinha da Casa da Criança, em seus ensaios e preparação daquelas crianças que compunham a famosa bandinha. É nela que morou o incomparável Maurício Faracco, o também autêntico cidadão Orestes Basso, e o casal sempre lembrado Ozair e Geni  Napolitano. Nela também esteve  a antiga padaria de “Dona Marica”. Também nela residiram ou trabalharam os ex-prefeitos Loca e Carlos Alves Mamede. Nela estiveram os conhecidos Cote, Ovídio Matiazzi,  Anézio Zanzini, Oswaldo Morales (o “Nego”), Eleutério Fonseca, Antonio “Soldado”, Pedro Scândalo, Aurélio Calandrim, Arlindo Rossi; a família Campanatti, mas também o Fatouh, a Vardinha, a Cida Aversano, entre tantos outros que fica impossível relacionar. E, claro, considere-se os cônjuges e/ou suas respectivas famílias, sendo que muitas delas ainda residentes ou trabalhando na mesma rua.  É uma rua de história viva da cidade. Meu Deus! E ainda falta citar Dª Izaura, das conhecidas cestas de doces nas Festas de Santo Antonio. Falta citar os amigos Vitório Osvaldo Felipe e Hailton Daminello, que partiram tão cedo...

E é nesta mesma rua que também situou-se a antiga Coletoria Estadual dos sempre lembrados José Carlos Napolitano e José Grassi. Como esquecer essas pessoas e esses fatos? Impossível. A gratidão, a lembrança e a carinhosa surgem espontaneamente. Perdoem-me as omissões inevitáveis, por questões óbvias de espaço, e considere-se que situo-me exclusivamente na rua 27 de Agosto, sem esquecer os tesouros humanos que a cidade possui. Sintam-se incluídos no breve artigo todos os cidadãos ilustres ou anônimos.

            A rua 27 de Agosto “era” o centro da cidade, desde muito. Embora a cidade tenha crescido para “os altos”, ela não perdeu seu charme. É nela que está a Praça Pedro II, é ela o “point” da moçada nos fins de semana. É ela, a 27, que cruzando com Dr. Salvador Mercadante e Maria Elidia Ferraz de Arruda, forma o trio de ruas mais importantes da cidade. Embora pequena, nossa querida cidade merece nosso respeito e nossas lembranças.

             É ela que durante muito tempo foi entrada para quem vinha de Barra Bonita e saída para aquela cidade. Durante décadas tinha o ponto de ônibus em frente ao Cine Central.

            É, meus amigos, o tempo passa. A memória vai acumulando lembranças.

            Que saibamos respeitá-las, pensando bem na construção diária de uma cidade ordeira e feliz, principalmente agora na hora do voto, onde todos se conhecem e se respeitam, ainda que muitas novas famílias tenham nela se instalado. Parabéns Mineiros do Tietê! Meu abraço de gratidão e respeito.
Orson
Enviado por Orson em 08/11/2006
Código do texto: T285592
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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