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AVALIAÇÃO FORMATIVA

Quando um indivíduo ingressa na escola pela primeira vez sempre se depara com algo novo, com uma aquisição sistêmica e organizada de conhecimentos científicos, os quais se diferenciam dos conhecimentos que estes já possuíam até então de maneira espontânea e nunca de forma sistematizada.
O atual estado em que se encontra a situação das escolas em relação à avaliação da aprendizagem é que as mesmas utilizam a avaliação como forma de seleção e verificação, separando os alunos “bons” dos “ruins”, os “capazes” dos “incapazes” e os “aptos” dos “inaptos”. Essa prática classificatória termina deixando de lado grande maioria dos alunos.
A essência de uma prática significativa de avaliação que não a considera como algo pontual, pois não podemos reduzi-la ao momento o qual um aluno submete-se a uma prova. Infelizmente a maioria das escolas consideram-no como o momento ideal ou único para perceber o que esse aluno aprendeu ou deixou de aprender sem levar em conta à hora ou o modo como o aluno se encontra, desconsiderando muitas vezes o estado físico, mental, pessoal e social desse aluno. Por conseguinte, uma prática classificatória de avaliação consistiu-se num ritual de aprovar ou reprovar educandos – dizer quem é bom ou ruim; negando o real sentido da avaliação, que é o de acompanhar o processo de desenvolvimento e aprendizagem objetivando sua melhoria, ou seja, é algo formativo, onde se vai levar em consideração habilidades, a compreensão dos conteúdos e desenvolvimento cognitivo dos educandos. A avaliação deve, portanto, observar o que o aluno aprendeu ou deixou de aprender, partindo de um ponto inicial e não possuindo uma terminalidade.
A avaliação formativa é muito abrangente e complexa, pois consiste em algo construtivo e formativo, onde o critério maior é analisar como o conhecimento estar sendo formado na mente do aluno e como esse aluno recebe o conhecimento, verificando o que ele aprendeu e aquilo que ele ainda deve aprender. Esta prática avaliativa é laboriosa, requerendo muito tempo, atenção e dedicação.
Como exposto inicialmente percebe-se claramente, nas escolas, que os professores fazem uso de uma prática seletiva e classificatória em que os educandos são submetidos a responderem exercícios prontos e a provas objetivas, o que "eleva" ao mínimo a potencialidade dos alunos. Esta prática de avaliação  limita também as chances do professor de enriquecer seus conhecimentos a partir do diálogo da relação com seus alunos.
Portanto a “avaliação” não está passando de um caminho para obtenção de um diploma ou título que se torna mais importante do que a própria aprendizagem dos alunos. Ao contrário, pensamos que a avaliação escolar deve ser uma preocupação constante que englobe toda uma comunidade escolar, pois a maneira como essa avaliação será feita pelo professor poderá resultar em fatos irreversíveis para aprendizagem dos alunos.
O novo modelo de avaliação, - diagnóstica e formativa -  consiste em formar o aluno como uma pessoa dotada de conhecimento e ser critico. Aborda o aluno como aquele capaz de argumentar, defender e criar suas próprias ideias. Nesta perspectiva, o aluno tem que ser o questionador dos conteúdos e construir seu conhecimento junto a seu professor.
Certamente esta compreensão envolve o conceito de avaliação formativa, que vai além de somente verificar a aprendizagem de um sujeito. A ampliação deste conceito faz-nos perceber que o processo educativo se prolonga por toda a vida do indivíduo, o que ultrapassa a ideia de que a formação educacional vai somente até um determinado momento. Nossa defesa é da ideia de que um indivíduo está em constante aprendizagem.
É importante salientar uma vez mais que a avaliação formativa pretende mostrar o que o aluno ainda precisa aprender. Fundamenta-se nos pressupostos de aprendizagem que a consideram a partir dos seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais, que obviamente entende o aluno como pessoa. Consiste em proporcionar aprendizagens significativas e funcionais, que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a aprender.
Então, o que caracteriza basicamente a avaliação formativa, é que esse tipo de avaliação deverá ser praticada continuamente e integrada ao fazer diário do professor em sala de aula, sendo uma ação global que leve em conta toda análise do desenvolvimento do aluno, em suas inúmeras capacidades: motora, cognitiva, relações interpessoais, etc. Só assim teremos uma avaliação de verdade.
Acreditamos que a avaliação formativa não possui instrumentos padronizados para sua execução.  Basta-se que os docentes atentem-se para a realidade de vida dos alunos, considerando aquilo que ele já sabe, aquilo que ele já conhece para que melhor possa promover a aprendizagem. Este tipo de avaliação deve levar em conta toda a diversidade educacional que um aluno está inserido ou submetido. Por isso, professor que aderir à avaliação formativa, como método avaliativo, terá de estar sempre atento ao processo de ensino-aprendizagem, pois um erro avaliativo do professor poderá resultar na ocorrência erros futuros de aprendizagem para os educandos.
A escola deve desenvolver atividades que elevem à qualidade do ensino-aprendizagem considerando as diversidades culturais, sociais e individuais dos educandos e adequando os conteúdos de modo a favorecer ao aluno os desenvolvimentos intelectuais moral, éticos, físicos e afetivos tendo em vista uma formação ampla que proporcione uma aprendizagem eficaz e que abra espaço para uma avaliação do ensino-aprendizagem de qualidade.


REFERENCIAS

BRASIL, MEC - Paramentos Curriculares Nacionais Ensino Fundamental, 2008.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001.
Daniel Feitosa Barros
Enviado por Daniel Feitosa Barros em 29/03/2011
Reeditado em 07/06/2012
Código do texto: T2878317
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Daniel Feitosa Barros
Teresina - Piauí - Brasil
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Daniel Feitosa Barros



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