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Então ta, tentaremos outra vez: O amor...

O idolatrado amor; o imaculado amor;
o devoto amor; o beato amor; o submisso amor;
o avassalador amor; o sagrado amor...
O misterioso amor; o enigmático amor;
o sangrento amor;
o frígido amor; o bestial amor; o sórdido amor;
o egoísta amor; o idolatrado amor...


Afinal, de que lado o amor pende na balança
dos dois poderes? Aonde subsiste esse resquício
da essência do Criador em nós? Será que o amor
virou tragicamente um hematoma em nossa pele?
Ou uma mortífera infecção no estômago?
Ou ainda quem sabe uma involução do
“infinitamente promissor” ser humano?
O que é o amor?


... Amor é fogo que arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente, É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer... ¹


...Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, sem amor seria apenas como o bronze que ressoa, ou como o címbalo que retine... ²


O amor sempre nos aparece sob suas duas facetas,
mas o amor realmente tem duas faces?
O amor que eleva e o amor que destrói,
o amor que completa e o amor que irrompe em solidão?
Será que cabe a nós escolher qual amor iremos viver,
ou somos escolhidos por uma desta dúplice forma,
ou por ambas...?

Hoje quando pensamos em amor várias imagens e
conotações nos vem à mente, como o inabalável
amor de novela, o trágico amor de cinema, sexo seguro,
sexo irresponsável, sexo, o amor platônico dos poetas,
o amor vívido dos personagens poéticos...
Enfim, amor de todas as formas e gostos,
uma vasta prateleira esperando pela sua passional escolha,
mas, em todas essas formas citadas de “amor” você
consegue enxergar ao menos uma manchinha de sangue
remidor apontando pra Deus? Nessa nossa concepção
pós-moderna de amor, será que ainda tem espaço
para a essência do amor verdadeiro, ou seja, Deus?

Ao fitarmos essa linha de pensamento, vemos que aquilo
que vemos e vivemos hoje nem se quer pode ser
chamado de amor, pois não traz consigo o seu inventor;
Vemos que o “amor” pós-moderno se desvinculou
da sua única fonte de abastecimento,
da única força capaz de manter viva a chama
e manter vivo o verdadeiro sentimento.

Assim o reflexo disso são guerras em nome do “amor”,
são mortes em nome do “amor”, são heresias em nome do “amor”, tragédias, caos, destruição em massa do homem e da natureza, em nome do “amor”; Amor? Definitivamente não. Estupor.

O amor é a liga de complementação da Santa Trindade,
é a harmonia entre seres iguais caracteristicamente diferentes.
O amor é á manifestação percebida e sentida de Cristo, o amor é a salvação que corre na veia dos filhos remidos pelo sangue do Cordeiro mudo em hecatombe dos escolhidos, em amor. Amor é o puxão de orelha em correção, amor é abnegação de si próprio e assim permitir em si, a vida de Cristo, amor é o holocausto de lábios contritos, é louvor de vidas insólitas e inconformadas com esse século...

Amar é dizer não:
Não as vãs seduções, não ao conforto diabólico,
não ao comodismo congregacional, não ao ritual sem vida e vivo em aparências...

Amar é dizer sim:
Sim ao sobrenatural, ou a atmosfera de Deus, sim ao respeito mesmo em discordância, amar é estender a mão no escuro e no vazio e arrancar deles uma alma irmã para juntos viverem o perfeito sentimento fraterno que provém do centro pleno da Santa trindade e que gera a vida, o amor.

Então se o amor sem Deus é morto, como podemos
chamar esse “amor” herético em que os homens
se chafurdam? Paixões humanas, sentimento ludibrioso
e temporário, que traz consigo outro sentimento,
o medo, e o medo gera dúvida, formando um ciclo mortal e definitivo.


“O verdadeiro amor é vida, pois quem não ama ainda está morto; E no amor não há medo, o perfeito amor afasta o medo.”³


Assim vemos as características dessa paixão humana
à distanciar ainda mais esse sentimento superficial e
torpe da verdade absoluta, do amor. Vemos que
insegurança, insatisfação, medo, angústia, ciúmes,
são frutos de uma paixão humana, mas os frutos
do amor verdadeiro são as certezas, satisfação plena,
preenchimento pleno, alegria plena, e vida plena,
vida esta que é fruto direto do amor,no qual em amor nasceu, e em amor se desenvolve, o amor que se chama Jesus e é o amor que nos faz renascer plenos para em amor retornarmos ao nosso Pai.

...

¹ Luís Vaz de Camões.
² 1 Cor. 13-1.
³ 1 Jo. 3;14/4;18.
Marcelo Maia
Enviado por Marcelo Maia em 13/11/2006
Reeditado em 06/01/2007
Código do texto: T290470
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marcelo Maia
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil
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