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Vinte anos!

Em nossa realidade local, tivemos até cassação política. Naquele ano, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal instalavam suas agências em Dois Córregos. Hoje apenas o primeiro está na cidade. Particularmente, na vida familiar, veio o casamento, vieram os filhos, alterou-se a vida profissional e naturalmente que na vida dos leitores muita coisa alterou-se. Sem dúvida! Tudo muda a cada instante. É impossível deter a marcha do tempo.

Mas antes daquela data, há vinte anos, uma notável personalidade - que esteve conosco durante 55 anos - marcou a vida de Mineiros do Tietê, em particular, mas com reflexos na região. Conhecido, dedicado a nobre causa, amante da música, querido de muitos e tendo influenciado a vida de adultos e crianças, pelo bem que caracterizou sua vida pessoal. Talvez os leitores se perguntem onde estou querendo chegar. É que sou suspeito para falar. Trata-se de um familiar. Mas, não posso omitir-me. Além de ter exercido enorme influência em minha vida pessoal - desde tenra infância -, suas palavras e exemplos ecoam ainda, de maneira muito expressiva, dentro de mim mesmo. É comum encontrar pessoas, nos mais diversos lugares, afirmando tê-lo conhecido pessoalmente, privado de sua convivência, e manifestando gratidão pelos benefícios dele recebido diretamente. E, embora passados vinte anos, também é comum que o Lar Espírita José Gonçalves (internato para idosos em Mineiros do Tietê) receba alimentos e doações diversas, em nome da gratidão em que muitos honram benefícios recebidos no passado, pela atenção e carinho com que foram atendidos...

É inesquecível, pelo menos para mim - e creio que na memória de muitos cidadãos -, a lembrança da "bandinha da Casa da Criança", tanto em Dois Córregos como em Mineiros do Tietê. Também foi decisiva na história da instituição a que minha família encontra-se vinculada desde sua fundação, a ação do ilustre cidadão. A ela dedicou sua vida, defendendo-a a qualquer custo e lutando por conquistas sociais que a firmassem no auxílio ao próximo necessitado e na divulgação da Doutrina Espírita - que adotou como filosofia de vida -, ampliando ainda sua firme atuação para várias cidades da região. E por falar em auxílio ao próximo, ainda reside no Lar a interna Joana Peres (acolhida em 1973 por decisão dele próprio em ampará-la), quando recebeu alta do Hospital Thereza Perlatti e em situação de abandono pela família e sem ter para onde ir, entre outros casos semelhantes.

Trata-se do inesquecível e sempre presente Pedro Carrara*, meu velho e querido tio. O acidente automobilístico que o vitimou fatalmente, ao lado do filho Gerson, ocorreu na data que usei para iniciar o artigo. São vinte anos de presença, ouso dizer, pois seus exemplos permanecem e a bondade que soube semear em muita gente brotam espontâneas da gratidão e do carinho de muitos amigos que soube conquistar em toda parte.

O tema que trago nesta semana, longe de exaltar figura familiar, visa homenagear um autêntico amigo de todos, seja quem fosse. Quem o conheceu sabe do que digo e guardo convicção que estas caras lembranças trarão alívio e suavidade nestes tempos difíceis da atualidade. Não poderia omitir-me, em nome de seus inúmeros amigos e admiradores. Permiti-me ser porta voz de cada um deles...



*Pedro nasceu em Mineiros do Tietê aos 24 de agosto de 1926. Foi músico, autodidata em várias áreas e autêntico homem de bem. Embora com muitas dificuldades pessoais lutou com extrema dedicação pela educação das crianças, pela valorização e bem do ser humano.
 
 

 

   

 
Orson
Enviado por Orson em 20/11/2006
Código do texto: T296383
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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