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IEBL: COMO EXPLICAR A TRAGÉDIA?

COMO EXPLICAR A TRAGÉDIA?
Dificilmente paramos para pensar nos acontecimentos extraordinários, sem que eles aconteçam. Na verdade é muito difícil prevê-los, pois eles não acontecem em todas as esquinas. Aquele motorista que dificilmente observa o uso do cinto de segurança, só o faz quando pega a rodovia federal; jamais no dia-a-dia do trânsito urbano é apercebido do perigo que ronda a vida, seja ele em rodovias ou nas avenidas e ruas.
Quem previu as quedas das torres gêmeas, no onze de setembro? Ninguém em sã consciência imaginaria que homens de nações sem expressão política seriam capazes de abater aqueles símbolos do ocidente rico e opressor.
Meu Deus quem jamais poderia prever os tsunames, destruindo milhares de centenas de vidas? Pessoas que planejaram férias, com o objetivo de oferecer a mulher amada um presente de lua de mel, que não foi dado quando casou. O que pensar de uma família que saiu com os filhos, com o objetivo de oferecer um presente, depois de ter concluído a faculdade... São tantas as situações de gente sonhadora, que naquelas praias paradisíacas tiveram o seu fim; ali as luzes se apagaram.
A tragédia é uma peça teatral que inspira terror e piedade, que termina com acontecimentos fatais para os protagonistas.
A Bíblia Sagrada narra à história de um homem bem sucedido, que em meio ao sucesso é tragado pela morte de maneira repentina e abrupta, uma verdadeira tragédia, que inspira piedade e terror.
O Rei Josias começou a reinar em Judá com oito anos de idade. Ele fez reformas importantes para a fé religiosa do povo de Deus; na verdade ele foi um restaurador da fé dos patriarcas judeus (Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e a sua Lei) naquele momento histórico. Após oito anos exercendo o poder, ele começou restaurar o culto ao Senhor em Jerusalém; que naquele momento histórico estava cheio de ídolos do paganismo.
O livro das Crônicas narra que Josias começou invocar e buscar o Deus de Israel. Destruiu todos os ídolos (imagens e práticas religiosas pagãs), que eram reverenciadas em Jerusalém. Na presença de Josias foram derrubadas as imagens e altares dos baalins (2ª Crônicas 34.4).
O rei tinha no coração a restauração da adoração bíblica ao Senhor. Investiu na restauração física do templo, reformando aquele ambiente sagrado. Na reforma do templo foi achado o livro da Lei de Deus, que foi lido e explicado ao rei através dos sacerdotes; Josias aplicou o coração às instruções contidas no livro da Lei do Senhor, renovando a aliança com Deus; estabelecendo cultos no templo. Os cultos ganharam características dos tempos que Salomão instituiu o culto, orientados por Davi seu pai. Cantores, instrumentos, cantos de alegria, festas e paixão espiritual.
O reino de Judá, em plena restauração espiritual e expansão política, experimentaram uma tragédia, algo sem explicação para as mentes racionais.
Quem poderia presumir que um homem fiel à aliança com o seu Deus, o Deus, todo poderoso, poderia terminar a sua carreira de maneira tão “trágica”?
Para a nossa surpresa e desespero, aquele homem fiel ao seu Deus, sai para guerrear contra o faraó egípcio, no auge das suas forças e vigor da juventude, é atingido na batalha e morto de maneira trágica, por uma guerra que não era sua, ele comprou uma briga que não era sua e morreu.
“Todo o Judá pranteou Josias. Jeremias compôs uma lamentação sobre Josias. E todos os cantores e cantoras, nas suas lamentações, se têm referido a Josias, até o dia de hoje...” (2ª Crônicas 35.24,25).
A comunidade evangélica de Linhares está chocada pela morte do Pastor José Maria. A morte foi trágica para um homem dedicado ao Reino de Deus. Ousado na expansão do Evangelho na nossa cidade. Um dos trabalhos que marcou a cidade foi na festa de aniversário da cidade, naquela ocasião ele liderou junto com outros pastores na cidade, uma grande e marcante programação que atraiu uma multidão de todas as igrejas evangélicas da nossa cidade.
Com saudades e admiração é que escrevo “depois de tudo isso, havendo restaurado o templo” (2ª Cr 35.20), Tomou uma descarga elétrica e foi-se eletrocutado.
Minha admiração ao homem de Deus que se foi e meus sentimentos a IEBL.
CIRLON PEREIRA
Enviado por CIRLON PEREIRA em 21/11/2006
Reeditado em 16/04/2012
Código do texto: T297757

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Sobre o autor
CIRLON PEREIRA
Ilhéus - Bahia - Brasil, 44 anos
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CIRLON PEREIRA