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A SEGURANÇA DESPREZADA E SEM FREIOS



A SEGURANÇA DESPREZADA E SEM FREIOS


A sétima causa social mais ampla concerne à crise de valores, sobretudo os morais e éticos. Com a violência desenfreada e inacabável, que estamos sofrendo os fatores afetados são: “a banalização da vida, cuja importância não é levada a sério e tornou-se algo sem valor”. “O desconhecimento ou à desvalorização dos valores éticos públicos, que estão associados à falta de justiça, generosidade, humildade e honestidade”. Essa nuança gera o que se chama de apreciação dos valores privados, entre eles a fidelidade e coragem cuja sinonímia quer queiram querem não, são formas de glória, entre elas: status financeiro e social, força física e beleza.
A  violência e a indisciplina andam juntas, estão agarradinhas e não querem se separar, enquanto isso ocorre, à população sofre com as conseqüências dessa junção escabrosa. “Dia e noite Policiais Militares que fazem segurança na esquina da Via Expressa com a Avenida Padre Antonio Tomás, onde há pouco mais de um mês assassinaram a socióloga Andréa Havt Bindá para roubá-la, estão comendo o pão que o diabo amassou”.  Expostos ao sol, a chuva, ao perigo, passando sede, fome, só contam com a mão amiga dos que emprestam solidariedade, ofertando cadeira, ofertando-lhes água para saciar a sede. Falta de respeito ao ser humano, desrespeito aos seus direitos, incapacidade administrativa, pois não se joga ao leu, vidas humanas que a custa de agruras e sofrimentos tentam fazer a segurança da população. Atos e fatos dessa natureza costumam ser classificados de irresponsabilidade e falta de humanização. Existe um conflito entre o mundo real e o virtual.
Outro fato marcante é a espetacularização dos programas policiais pela mídia, ofertado aos telespectadores na hora do almoço, só faltam verterem em nossas mesas. Os enlatados americanos que só ensinam a disseminar a violência, visto que a cultura brasileira está sendo jogada a um plano inferior, é a famosa banalização. Querem audiência a todo custo. Contem quantos programas policiais temos? Esses azimutes levam a violência a ser considerada ou passa a ser vista como um fato corriqueiro, ou algo comum ou um fenômeno normal, e quiçá natural. Conviver com a morte todos os dias e resguardar a vida é a expectativa da população brasileira. Militares que fazem à segurança Pública são também vítimas da violência, somente este ano já perderam a vida 15 policiais militares. A população já está sofrendo a síndrome da pusilanimidade. A perda prematura  de entes queridos vai aumentando o sofrimento das famílias cearenses, em conseqüência os casos de depressão, estresse emocial, distúrbios psiquiátricos têm aumentado sensivelmente. O mais imoral, é vermos jovens e adolescentes chefiando quadrilhas. O aumento de seqüestros, da violência sexual contra crianças, mulheres e pessoas idosas. A imunidade e a impunidade, a péssima qualidade de vida do brasileiro, o desemprego, o ócio, o aborto, o calote financeiro, a corrupção desenfreada são causas de violência também.
As famílias de uma classe mais privilegiada têm como única preocupação o status social e financeiro e nada mais. Os jovens têm que desfrutar de prestigio junto aos amigos, que seja sarado, muita força física, seja lutador de diversas modalidades, entre elas o vale-tudo e que se apresente com um cão feroz de diversas raças passeando pelas ruas movimentadas da cidade. Já se tornou banal a comercialização das bebidas alcoólicas nas calçadas e nos canteiros das grandes avenidas da cidade. O consumo chega a cifras alarmantes e o número de acidentes com veículos automotivos aumenta em escala alarmante. O que fazer? Não se pode mais circular a pé com tranqüilidade, pois a espreita se encontra os meliantes de plantão, esperando um descuido para atacar sua vítima e deixá-la a ver navios e ao descompasso do coração e do sofrimento. Não se pode mais estacionar o carro, parar em um semáforo, ou se obedece às leis de trânsito ou então é assaltado e mesmo assassinado. Fortaleza se transformou num verdadeiro jardim de “pardais”, com direito a sinfonia e algo mais. São as lombadas eletrônicas e os redutores de velocidade, verdadeiras fábricas de impostos. Enquanto isso acontece, o povo continua sem educação rigorosa de como se portar no trânsito, e os motoristas de como conduzirem seus veículos. A engenharia de trânsito de nossa capital transparece que é leiga em termos de sinalização, e engenharia de tráfego, que digam os moradores da Washington Soares. É um verdadeiro inferno, o número de batidas, atropelamentos se multiplicam e as crianças e idosos são as maiores vítimas. Nem só de pão vive o homem, mas de sua ignorância, estupidez, destino e violência. Felizes são aqueles que usam a honestidade e a ética como fiéis  escudeiros. Será que a violência é endêmica? Temos que educar as crianças antes que os marginais às adotem. Autoridades brasileiras olhos na segurança, pois a população está ingressando na pusilanimidade.



ANTONIO PAIVA RODRIGUES/MEMBRO DA ALOMERCE E DA ACI

 
Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 25/11/2006
Código do texto: T301011
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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