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A LINGUAGEM DA FALA E DA ESCRITA



                                              EDIVANA ASSUNÇÃO DOS SANTOS,*
                                              LEUCINETE FERREIRA MIRANDA*.

                                    RESUMO

A presença da escrita pode-se dizer que, mesmo criada pelo engenho humano tardiamente em relação ao surgimento da oralidade, ela hoje permeia quase todas as praticas sociais dos povos em que adentrou.A escrita é usada em contextos sociais básicos da vida cotidiana, em paralelo direto com a oralidade, estes contextos são, entre outros o trabalho, a escola, o dia a dia, a família, a vida burocrática, a atividade intelectual entre outros.

Palavras Chaves: Oralidade. Escrita. Linguagem.

                                  ABSTRACT

The presence of writing can be said that, although created by human ingenuity late in relation to the emergence of orality, it now pervades almost all social practices in which people entered. Writing is used in basic social contexts of everyday life, in direct parallel with orality, these contexts are, among other work, school, day by day, the family, the bureaucratic life, intellectual activity among others.

Keywords:Orality. Writing. Language.




____________________________
*Acadêmicas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú- UVA, Amapá, sob orientação da Profª. Drª. Rosângela Lemos da Silva.


1  INTRODUÇÃO

Neste trabalho abordaremos sobre o conhecimento da fala e da escrita, buscando solidificar parte dos objetivos que visam contribuir para um melhor conhecimento do uso da língua, enfatizando a questão de que falar e escrever bem, não significa ser capaz de adequa-se as regras da língua, mas sim, produzir um efeito de sentido pretendido numa situação.
A escolha desse tema: A linguagem da fala e da escrita deu-se através da necessidade de apresentar a realidade sobre a língua falada e a escrita mostrando assim para a sociedade que ambas são bem distintas. Onde questionamos sobre quais os processos trabalhados na linguagem, na fala e na escrita e porque as vezes são discriminadas no ato da práxis social? Pois, a linguagem é uma expressividade lingüística que a partir da fala e escrita identifica a pessoa humana, num contexto de sociabilidade com a própria língua mãe. A partir daí, temos como objetividade: Identificar a linguagem, a fala e a escrita, verificando as características e fatores da práxis aulística.
A comunicação verbal, desde a antiguidade exerceu fascínio desde o homempré-histórico como também em toda nossa história, pois ela gera informações entre ospovos e também garantiu a sobrevivência dos mesmos. A comunicação leva a uma melhor compreensão das informações e também uma melhorana qualidade de vida de todos os povos.
Nesta pesquisa qualitativa bibliográfica queremos levar a todos a importância da comunicação verbal e escrita dentre a sociedade e nos diversos meios de convívio do ser humano, em especial aos acadêmicos, professores e pesquisadores, com o intuito de levar inúmeros conhecimentos no campo da cientificidade da linguagem, da fala e da escrita.
O artigo escrito será publicado via internet e socializado mediante mesa-redonda. Tendo como partes intituladas: Linguagem humana; a linguagem da fala e da escrita; fatores que influenciam na língua falada e na língua escrita; características da exposição oral e características da exposição escrita, como contribuição social.


2 LINGUAGEM HUMANA

Desde os tempos mais longínquos o homem já empregava a fala como forma de se comunicar com os outros de sua mesma espécie.
O Homem é um ser-social, necessita se comunicar e viver em comunidade, que é onde troca seus conhecimentos e suas experiências. O homem através de suas experiências em comunidade vai construindo uma cultura própria. O ser humano a cada dia mais vive em sociedade e busca através da comunicação suprir suas necessidades. Conforme Mesquita:
Para transmitir sua cultura e para suprir a necessidade de buscar a melhor expressão de suas emoções, suas sensações e seus sentimentos, o homem se viu diante de certos desafios: um deles foi criar e desenvolver uma 34).

Naturalmente a fala em contextos informais é adquirida em nosso dia a dia, que vem desde o primeiro sorriso que dar mãe ao seu bebê, ou seja, a fala seria na verdade uma forma de produção textual discursiva pra fins comunicativos na modalidade oral sem necessidade de uma tecnologia. A fala é uma característica humana individualizada pelo uso da língua na sua forma de som e de recursos expressivos de outra ordem, como gestos, movimentos do corpo e ou mímica.
O homem tem a capacidade de comunicar-se por meio de uma língua. Conforme MESQUITA ao homem emprega símbolos, gestos, desenhos... Mas o meio mais eficiente que conhece é que dispõe é a linguagem.
O homem utiliza a linguagem que lhe possibilita se comunicar com os outros da mesma espécie. Conforme MARTINS “A linguagem é o exercício oriundo da faculdade, inerente ao homem, que lhe possibilita a comunicação”. Neste mesmo foco para MARTINS “A linguagem tem utilidade individual e um lado social, sendo impossível conceber um sem o outro”. (2002, p 15).


3 A LINGUAGEM DA FALA E DA ESCRITA

    Por abranger todas as relações cotidianas do homem, a linguagem precisa decertos cuidados para que desempenhe o importante papel da comunicação existem diferenças entre a linguagem falada e a linguagem escrita há diferenças bem acentuadas. Escrever uma história, por mais simples que ela seja, é diferente do ato de contá-la oralmente. Bechara apud Mesquita faz um quadro entre a língua falada e a língua escrita em que muito vem a contribuir para diminuir distâncias.

LINGUA FALADA LINGUA ESCRITA
- Numa situação de comunicação, a mensagem é transmitida imediatamente. - Numa situação de comunicação, não há transmissão imediata da mensagem.
- De forma geral, o emissor e o receptor devem conhecer bem a situação e as circunstâncias que os rodeiam. Se, por qualquer motivo, isso não acontecer, pode haver problemas de conversação ou, simplesmente, não haver mensagem. - O receptor não precisa conhecer diretamente a situação do emissor nem a conjuntura da mensagem.
- A mensagem costuma ser transmitida de uma forma mais concisa, notando-se nítida tentativa de economizar palavras.  - Com a presença de um interlocutor, que pode a qualquer momento interromper a conversa, é corriqueiro o emprego de construções mais simples, frases incompletas, com destaque nas orações coordenadas, “mais espontâneas e maislivres, menos reflexivas”. - São empregadas construções mais abstrusas, mais planejadas, pois se subentende que o emissor teve mais       tempo para elaborar a mensagem, repensando-a, modificando-a. É por isso, mais comum o uso de orações mais complexas, pendentes, que exigem mais esforço de memória ou de raciocínio.
- Há elementos prosódicos, como entonação, pausa, ritmo e gestos, que enfatizam o significado dos vocábulos e das frases. - Como não é possível, na língua escrita, a utilização dos elementos prosódicos da língua falada, o emprego dos sinais de pontuação tenta reconstruir alguns desses elementos.
QUADRO 1 - Exemplo de língua falada e língua escrita
 Fonte: Bechara
  A Comunicação verbal busca a cada dia mais estabelecer um meio de comunicar-se entre pessoas de diferentes povos, raças e idiomas. A linguagem falada e escrita forma a comunicação verbal e é de suma importância para por em funcionamento um setor público ou ate mesmo para um simples diálogo entre duas pessoas. O homem é um ser social. Conforme MESQUITA:

 O homem como ser social, precisa comunicar-se e viver em comunidade, que é onde troca seus conhecimentos e suas experiências. Estes, por sua vez, irão levá-lo a assimilar e compreender o mundo em que vive, dando-lhe meios para transformá-lo” (1999 p 105).

O homem emprega mais a cada dia a comunicação, como ferramenta para o sucesso dentro de uma sociedade. Para MESQUITA:

Cada indivíduo utiliza o código linguístico do modo que julga mais apropriado. No entanto, para que a comunicação se dê de maneira bem sucedida, faz-se necessário que a língua que constitui o código linguístico seja respeitada em suas regras internas. Assim, podemos dizer que uma língua é comum a todos os indivíduos de uma determinada comunidade linguística e que a fala é um ato individual, efetuado por um membro da comunidade” (1999 p 107).

Dentre a comunicação precisa esta contidos elementos que irão torna-la concreta, elementos esses classificados por MESQUITA (1999) como elementos da comunicação eficaz, que são esses elencados abaixo:

Emissor: alguém que transmite a mensagem. Receptor ou destinatário: a quem a mensagem se dirige. Mensagem: a informação que se pretende transmitir. Código: um conjunto comum ao emissor e ao destinatário formado de elementos e de regras que permitem o entendimento da mensagem. Referente: o assunto, a situação que envolve o emissor e o destinatário e o contexto linguístico que envolve a mensagem. Canal: o meio físico para transmitir a mensagem e a conexão psicológica que leva o destinatário a se interessar no que lhe transmite o emissor e a procurar entender a mensagem transmitida.


Outros autores além de Mesquita relatam em suas obras os elementos que compõem o processo de formação de uma boa comunicação a exemplo de STORNE (1995) que diz que além do emissor e do receptor fazem parte dos elementos da comunicação mais sete elementos são eles:  Emissor (fonte) – é a parte que emite a mensagem para a outra parte; Codificação - é o processo de transformar o pensamento em forma de símbolos ou códigos pelos quais pretende comunicar a outras pessoas (destino);  Mensagem - é o conjunto de símbolos que o emissor transmite. - Veículos: são os canais de comunicação pelos quais a mensagem passa do emissor para o receptor;  Decodificação: é o processo pelo qual o receptor atribui significado aos símbolos ou códigos transmitidos pelo receptor. Ex: A tradução de um texto de uma língua estrangeira é uma decodificação. - Receptor: é a parte que recebe a mensagem emitida pela outra parte. Também é chamado de audiência ou destino. - Feedback: é a parte da resposta do receptor que retorna ao emissor. - Ruído: é uma distorção não planejada ou interferências estranhas durante o processo de comunicação, que resulta numa mensagem que chega ao receptor diferente da que foi emitida pelo emissor. Ruído significa todo e qualquer distúrbio ou barulho indesejável, estando também incluída no seu conceito toda fonte de erros ou distorções.
Em todo processo de comunicação sempre está presente algum grau de ruído. Daí ser necessário recorrer algumas vezes à repetição da mensagem, para superar os vários tipos de ruído e garantir a sua interpretação. (1995, p 389-390).


4 FATORES QUE INFLUÊNCIAM NA LINGUA FALADA E NA LINGUA ESCRITA


Não podemos confundir língua com escrita, pois são dois meios de comunicação diferentes. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. A língua falada é mais natural, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.
No Brasil, por exemplo, todos falam a língua portuguesa, mas existem usos diferenciados da língua devido a diversos fatores. Nos quais podemos destacar:

4.1 Fatores regionais

  É possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma região, também há variações no uso da língua. No estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado.

4.2 Fatores culturais

  O grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola.


4.3 Fatores contextuais

  O nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos, não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.

4.4 Fatores profissionais

  O exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e outros especialistas.

4.5 Fatores naturais

  O  uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais, como idade e sexo. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto, daí falar-se em linguagem.
 As exposições feitas até o momento sobre o assunto nos leva à uma circunstância essencial: a de que pode ser falada ou escrita, e há assim dois tipos distintos da exposição linguística. De um modo geral, podemos dizer que a primeira se comunica pelo ouvido, e a segunda por sua vez pela visão. Ou em outras palavras: na comunicação escrita, os sons que essencialmente estabelecem a linguagem humana passam a ser apenas evocados mentalmente por meio de símbolos gráficos. J. Mattoso Câmara Jr (1986) nos diz que:

A civilização deu uma importância extraordinária á escrita e, muitas vezes, quando nos referimos á linguagem, só pensamos nesse seu aspecto. É preciso não perder de vista que, porem, que lhe há ao lado, mais antiga, mais básica, uma expressão oral (1986,p.14).


J. Mattoso Câmara Jr (1986) diz que:

Para bem se compreender a natureza e o funcionamento da linguagem humana, é preciso parti da apreciação da linguagem oral e examinar em seguida a escrita como uma espécie de linguagem mutilada, cuja eficiência depende da maneira por que conseguimos obviar á falta inevitável de determinados elementos expressivos. (1986, p. 14).


Conforme expõe o autor, verificamos que a  literalidade na linguagem escrita nada mais é uma substituição da fala. Esta é que abarca a comunicação linguística em seu contexto, implicando, além da acepção dos vocábulos e das frases, o timbre da voz, a entoação, os elementos secundários da mimica, incluindo-se ai a expressão particular de cada um.

5 CARACTERISTICAS DA EXPOSIÇÃO ORAL

As características presentes na exibição oral que não encontramos na escrita, impõe o dever de utilizá-los, de maneira correta para que a linguagem seja adequada: quem fala em publico tem de atentar para o timbre da voz para a altura da emissão vocal, para entoação das frases, bem como saber se expressar adequadamente, com gestos do corpo e do rosto.
    J. Mattoso Camara Jr. diz que devemos nos atentar para algumas características da exposição oral que pode trazer dificuldade de comunicação quando mal utilizados:


Um deles está ligado aos fenômenos psíquicos de simpatia e antipatia entre os homens em contato direto. Outro é o de prender atenção, cuja tendência natural é não se conservar permanente e continua e só assim em virtude de uma mestria especial do expositor em lidar com os ouvintes. Finalmente, há a questão da boa apreensão das nossas palavras, envolvendo um ajustamento delicado de sua enunciação e ate da sua escolha, sob o aspecto acústico, em vista das condições do auditório(1986 p15).


De acordo com o autor verificamos que a linguagem é de grande relevância para o processo da expressividade da fala e da escrita, sendo influenciada pelos fenômenos psíquicos que levam a pessoa humana a trabalhar todo o persurso lingüístico entre falantes da mesma espécie e da própria língua dos falantes em sociedade.

6 CARACTERISTICAS DA EXPOSIÇAO ESCRITA

A escrita muitas das vezes parece mais simples, tendo em vista, a falta de tantos elementos complexos. Entretanto eles têm de ser substituídos por uma serie de outros, cujo conhecimento e manuseio exigem estudo e conhecimento. O numero de regras e orientações gramaticais provêm das exigências da língua escrita para que a comunicação se torne eficaz na ausência forçada de muitos recursos que complementam e ate unificam a oralidade.
Para que se tenha uma boa escrita é necessário possuir uma técnica elaborada, que é adquirida cuidadosamente,  isso depende em muito menor grau do que falar bem, das qualidades naturais do individuo, do seu “jeito”, enfim, em saber exprimir-se.
A forma falada da língua é muito mais abrangente e possui uma riqueza maior de vocábulos e expressões, que nem sempre são reconhecidos por sua representação formal, isso se deve a grande dificuldade que se instala para a inserção e modificação da língua. Têm-se também a expressividade da língua que muito colabora para o seu entendimento seja na forma escrita ou na falada. Na forma escrita tal expressividade é marcada pela pontuação que divide o discurso em pequenos trechos possibilitando uma melhor assimilação da essência textual e diminuindo os riscos de erros. Na falada, essa expressividade é marcada pela acentuação, entonação, pausas, fluências, et all.


CONSIDERÇÕES FINAIS


A conclusão advinda desta pesquisa tem por finalidade estabelecer um ponto de partida para uma melhor compreensão da importância da boa linguagem e o verdadeiro sentido de tal afirmação, podemos apreciá-la nos seus dois tipos distintos, que criam abalizados tipos de exposição: o oral e o escrito.
È relevante afirmar que a linguagem da fala e da escrita é muito importante para a sociedade, tendo em vista, que sem ela seria quase que impossível à comunicação entre as pessoas. Todos  tem necessidade de uma boa escrita, apesar de estar relacionada com a fala ambos são bem diferentes.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

MARTINS, Dileta Silveira Martins e Lúbia. Português Instrumental.
SCLIAR, Zilberknop – 23ª Edição. Revista e Ampliada. Porto Alegre: Editora SagraLuzzatto, 2002.

MESQUITA, Roberto Mello. Gramática da Língua Portuguesa. 8ª Edição Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2001.

MARCUSCHI, Luiz Antônio, Da fala para a escrita: atividades de retextualização,
10. Ed.  São Paulo: Cortez, 2010.

CAMARA JUNIOR; Joaquim Mattoso. Manual da expressão oral e escrita. 1904; 1970.

www.google.com.br, site especializado em pesquisa;
www.recantodasletras.com.br;
www.educacao.uol.com.br/português;


























BONITOSA
Enviado por BONITOSA em 03/06/2011
Código do texto: T3011575

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Sobre a autora
BONITOSA
Macapá - Amapá - Brasil, 26 anos
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