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Linkin Park - Do começo até agora


Bom, não é de hoje que eu acompanho Linkin Park, mais precisamente desde 2003 – 2004, mas depois que saiu o tão aguardado clipe de Iridescent ontem, resolvi escrever isso, mesmo porque eu vejo que cada vez mais as pessoas estão gostando da banda por pura “beleza” e não pelo que ela representou/representa, mas enfim, vamos lá.
Acho que é mais fácil começar falando toda a trajetória desde o começo, para poder apresentar os argumentos. Começo por 2000 então, quando a banda surgiu e estourou no mundo todo. Hybrid Theory, primeiro cd e que muitos consideram o melhor (é o que mais vendeu). Eu não vivi essa época, não conhecia a banda, mesmo porque era muito pequeno, mas é fácil notar se você conversar com alguém que acompanhou tudo isso, como as coisas eram diferentes naquela época. Quando o Linkin Park surgiu, passou uma imagem de garotos revoltados, com piercings, tatuagens e cabelo pintado, o que se espalhava como uma tendência entre os jovens. Cada vez mais essa febre se aumentava e nesse começo de década, os jovens que seguiam esse estilo eram vistos com outros olhos pela sociedade (claro que hoje é assim, mas muito menos, já que a tendência são as coisas irem ficando cada vez mais comuns). Resumindo: Linkin Park tinha surgido. Uma banda que mudaria todo o cenário da música, pois até então, ninguém tinha uma grupo que mesclava hip-hop, dj, gritos e ainda outros elementos como piano de forma tão entrosada e bem feita. Prêmios vieram, aparições na mídia, fama e mais fama. Praticamente todos conheciam músicas como Crawling e In The End. Tudo isso citado acima sobre o comportamento em relação à banda pode ser visto de certa forma no primeiro dvd sobre ela, “Frat Party At Pankake Festival”.
Os primeiros anos foram passando e aquela euforia por algo novo continuava entre os fãs, foi então que chegou Meteora, o segundo álbum, lançado em 2003. Na minha opinião, esse é um álbum perfeito. Desde a primeira até a última música, na arte, nos clipes, enfim. Eu o escuto todo o dia e nunca me canso. Nessa época a banda era uma das mais respeitadas do mundo, um estilo que ninguém se igualava. Todo mundo conhecia Linkin Park, em qualquer lugar tocava, estavam sempre na mídia, ganhando prêmios e mais prêmios. O curioso é que isso se expandiu tanto, que até hoje se você mostrar um trecho de Numb para alguém, a pessoa pode até não saber o nome, mas com certeza vai dizer: “Já ouvi isso antes!”. A banda que seguia o new metal (é não adianta essa história de que o Linkin Park não tinha estilo definido, porque até então eles eram new metal sim) fazia a combinação perfeita, e em minha opinião, aprimorada em relação ao Hybrid Theory. Rap, gritos, riffs pesados, samples viciantes e toques incríveis nas músicas. Não da para negar que o diferencial sempre foi a banda contar com dois vocalistas com estilos distintos, enquanto Chester gritava feito louco (pra mim o maior diferencial do LP em relação a qualquer banda), Mike fazia raps incríveis, Joe completava perfeitamente cada som, Brad, Phoenix e Rob completavam o conjunto e isso fazia o Linkin Park ser o que era. Meteora estourou e o tempo passou.
Acredito que a última demonstração do que a banda foi nesses anos, aconteceu no Summer Sonic 2006, onde lançaram QWERTY e os fãs tinham quase certeza que viria mais coisa boa por ai.
Passados 4 anos, chega Minutes to Midnight e a primeira impressão é uma verdadeira pancada. Um estilo completamente diferente mostrado em What I’ve Done, música destaque do álbum. Vejo muitos pontos positivos nesse cd, eles amadureceram em relação as letras e expandiram o talento da banda (Brad deixa isso claro em todas as músicas). Mostraram que poderiam fazer mais coisas e já não eram mais aquela banda new metal de antes ( e não, não considero Bleed It Out new metal, apesar de gostar muito). Além disso, foram adicionados refrões bem mais melódicos (e melosos) nas músicas e Mike mostrou que podia fazer coisas a mais que rap. Ainda podia se sentir a velha pegada da banda, com gritos malucos de Chester, mas foi ai que começaram alguns erros para mim. Se existia uma combinação tão boa, para que mudar isso? É correto que a banda sempre deixou claro que buscava novos caminhos, mas acho que para isso, não precisaria de um cd em que Chester atuasse sozinho na maioria, enquanto Mike e Joe ficam meio que nulos. Já não era a mesma coisa. Given Up por exemplo, tem gritos que apavoram, mas há aquela falta do rap e dos samples, ou seja, há a falta da maior combinação que o Linkin Park fazia. Apesar de tudo, MTM fez grande sucesso, eu gosto muito e atraiu novos fãs, depois disso, o próximo trabalho da banda ficou sendo aguardado com grande curiosidade.
Chega 2010 e chega também A Thousand Suns e agora sim, as mudanças mais fortes que a banda teve desde então. Quero deixar claro que acho o cd muito bom, mas de uma forma diferente, e vou explicar o porque. Toda a banda com visual, atitude, enfim, tudo diferente. Muita expectativa é criada em torno do lançamento, até que sai The Catalyst (na minha opinião, é de longe a melhor música do ats e melhor single, pois voltou a fazer o que o Linkin Park fazia antes, juntar todos os elementos da banda, buscando o estilo diferente que sempre quiseram), agradou muitos e outros tantos odiaram, o fato é que mais expectativa era criada para o lançamento, até que chega ATS. A proposta do álbum é linda, mesmo. São as melhores letras do Linkin Park. Eles amadureceram de fato, mas me pergunto, eles esqueceram de onde vieram e o que fizeram deles o que são hoje? Chester simplesmente para de gritar (e isso eu tenho certeza que ele nunca mais irá fazer), eles simplesmente deixaram de lado o estilo que sempre tiveram (certo, não são mais garotos de 20 anos revoltados que pintavam o cabelo, mas também não precisam se vestir como velhos nos shows) e o mais incrível: Mike Shinoda. Parece que definitivamente ele esqueceu quem foi antes e concordemos que está com uma tendência completamente pop (pra quem antes usava boné e brinco, usar franja e óculos de sol estilo besouro), e eu acredito que no próximo álbum, talvez nem rap ele faça mais. A questão é que a banda pode fazer muito melhor do que foi mostrado no ATS, porque sinceramente, se alguém disser que uma música como Robot Boy é melhor que qualquer música que eles lançaram antes, sinceramente... E os singles então, tirando “The Catalyst”, completamente iguais, com os mesmos efeitos. Parece que até nesse ponto a banda perdeu toda aquela adrenalina que tinha antes. Porque não tentar clipes em que eles tocassem, como em From The Inside, do que apenas usar tecnologia bonita pra ficar vendo a cara dos integrantes em câmera lenta? Mudar de estilo é uma coisa, agora, esquecer as coisas é outra.
O pior dessa história toda, são os “fãs” atuais da banda. Eles possuem três frases principais: Mike lindo, Chester lindo, perfeito. Nada mais do que isso. Não devem conhecer 10% da história da banda ou do que representou e representa Linkin Park. Não possuem argumentos, são alienados e sem um pingo de lado crítico.O Linkin Park não é só Mike e Chester, coloquem isso na cabeça! Existe muito mais que os dois, senão, não seriam a banda que são. Além de tudo isso, ficam revoltadinhos se você faz qualquer comentário crítico em relação a banda. Se você não diz que tudo que eles fazem é perfeito, você não está contente, tem que parar de ouvir e todo um blá blá blá. E vão além, existe até um preconceito nesse meio, em que elas não admitem que Linkin Park tinha rap, simplesmente pelo fato de não aceitarem o rap e em cima disso inventam mil desculpas Essas pessoas sim, que gostam de uma banda por causa da aparência são realmente lamentáveis.
Por fim, é difícil dizer muitas coisas, porque também é difícil repetir algo tão bom quanto foram HT e Meteora. Os tempos hoje em  dia em relação a música estão diferentes. Hoje pra fazer sucesso mundial, se você não for meio afeminado e com cara de bebê (é uma crítica sim) ou ser estranha e parecer com um travesti (outra crítica), fica difícil, é tudo muito pop e igual. Por isso, mesmo que o Linkin Park lançasse algo como antes, é difícil afirmar como seria. Eu aposto que eles seriam diferenciados, por continuar com um estilo que hoje praticamente não existe mais. ATS não fez sucesso no Brasil, mas acredito que isso seja por todos esses fatores citados em cima, até porque nosso país é uma merda em relação à maioria das músicas e muitas outras bandas boas não fazem sucesso aqui. Linkin Park é e sempre será minha banda favorita, ninguém se iguala a eles na minha opinião, mas eu acredito que eles podem estar bem mais alto do que estão, e fazer bem melhor.
Gustavo B
Enviado por Gustavo B em 03/06/2011
Código do texto: T3012635
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Sobre o autor
Gustavo B
São José do Rio Pardo - São Paulo - Brasil, 20 anos
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