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A VISITA

Naqueles dias, acometido por uma crise pancreática, em um leito no Hospital Apostolo Pedro, com  dores intensas. Mesmo assim, fazia de tudo para lutar contra a minha tristeza.

Médicos e Equipes de enfermagem, atenciosos e solidários. Quando cheguei ao Hospital em crise, num pequeno espaço de tempo vários exames foram realizados, os quais apontaram os sintomas envolvendo a vesícula, que acabou tornando o quadro já descrito.

Em uma dessas tardes,  apesar de cansaço e sono, não conseguia dormir, motivado por um mal estar estomacal, ou gases, embora a crise das dores já terem sido controlada.

Eu estava deitado numa cama encostada nos cantos das paredes, com a cabeça direcionada para a porta principal, assim sendo não dava para eu observar quem chegava ou saia do quarto.

Minha esposa jogou uma almofada ao chão, rente a minha cabeça, e, fazia um trabalho artesanal, de vez em quando eu me esticava, procurando uma melhor posição, dei uma pequena observada nela, e vi que rezava o terço.

“Alô! Vamos ver a temperatura e a pressão”

Era a voz da enfermeira que de 6 em 6 horas estava acompanhando o quadro, graças a Deus até aquele momento não foi registrada qualquer bactéria.

Perguntei a Maria José, minha esposa, que horas são? – ela consultou o celular e respondeu: “São 15 horas e 20 minutos”

Tornei a me espichar, nesse momento senti  um gostoso vento que vinha do lado de fora, atravessava a janela que estava aberta e batia contra o meu corpo,  trazendo um frescor delicioso, senti uma fragrância, um leve perfume de rosas, embora eu estivesse usando  um frescor da natura, pitanga, fiquei em duvida, expirei, deixei aquele agradável oxigênio penetrar-me.

Pela primeira vez, desde a internação foi que me senti leve. Aquele mal estar de gazes não mais existia: “Agora vou dormir tranqüilo!”, exclamei a mim mesmo.

Percebi que minha esposa, apoiou-se na guarda da cama para se levantar, pois nesse exato momento acabara de chegar várias pessoas.

 “Puxa vida! Logo agora que eu iria tirar uma soneca, e das boas, reclamei comigo mesmo”. Ouvi, quando uma delas disse:

“Nossa visita e curta, ainda faltam dezenas para levarmos a palavra de Deus, Somos a equipe Legionárias de visitas aos doentes”

Dei um salto e coloquei-me sentado, totalmente alegre pela visita.

Após lerem o Evangelho do dia, foi feita uma pequena reflexão e oração, ao despedir-se, a Legionária, Iolanda, comentou:

“Desejamos que Deus restabeleça, pois temos certeza que levamos a sua Boa Nova, e sempre pedimos a Nossa Senhora que em cada nossa visita ela passa ir á frente de nos, e, chegue primeiro levando o bem estar e a paz, Alci e Maria José, fiquem com Deus!”







Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 26/11/2006
Código do texto: T302086

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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 71 anos
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Alci Santos Vivas Amado