Contradições bíblicas - 1ª parte.

A Bíblia possui muitas contradições. Para ser a Palavra de Deus, não poderia possuir nem uma sequer.

Êxodo, capítulo 20, verso 4: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.

Comentário(s): Este trecho fala por si só: É a proibição de imagens e esculturas.

Êxodo, capítulo 25, verso 18: “Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório”.

Comentário(s): Aqui nesta passagem, Deus ordena que se façam esculturas de seres celestiais sobre a arca da aliança. Em Êxodo 20:4, Deus proíbe taxativamente a criação de imagens e esculturas e, no entanto, em outro momento, Ele ordena que se façam duas esculturas de querubins. Ou seja, Deus quebrou seu próprio mandamento, pois a referida proibição é parte integrante dos Dez Mandamentos.

A Bíblia possui muitos trechos onde Deus quebra seus próprios mandamentos, que, diga-se de passagem, foram muito mais que dez (se levarmos em conta tudo que Deus manda fazer ou proíbe na Bíblia, evidentemente). Esse Deus bíblico, além de tirano, é um contra-senso total.

Êxodo, capítulo 20, verso 13: “Não matarás”.

Comentário(s): Um dos Dez Mandamentos passados a Moisés no monte Sinai.

Números, capítulo 31, verso 7: “E pelejaram contra os midianitas, como o SENHOR ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens”.

Comentário(s): Nesta passagem, Deus ordena a matança. Isto vai totalmente contra o mandamento de não matar. Como Deus proíbe vigorosamente que se faça algo e depois manda fazer esse algo? Ao mandar homens matarem homens, Deus impele o homem a quebrar o Seu próprio mandamento. Esse Deus brinca com o homem como quem brinca com uma marionete. Esse Deus bíblico utilizou sua influência sobre a submissão das pessoas para disseminar guerras, morte e aumentar o poder daqueles que o representavam no mundo. A pergunta que todos deveriam fazer é: Será que foi Deus?

Ao ler o livro de números, o deuteronômio, assim como o Velho Testamento todo, torna-se notória a índole bélica do “povo escolhido”. A mando de Deus ou em nome Dele, invadiram terras, que outrora abandonaram, mataram, saquearam, etc. Assim, com esse passado infame, com as mãos manchadas de sangue inocente, ainda se proclamam o “povo eleito”, o “povo de Deus”, etc. É um absurdo que, até nos dias atuais, trechos aviltantes, como esses, constem em um livro tido como sagrado por muitos e ainda sejam lidos e disseminados nas instituições religiosas aos seus incautos prosélitos. O pior é que muitos acreditam sem pensar, sem questionar. Chegam a inventar interpretações estapafúrdias para encobrir as contradições e a ignomínia evidentes nos textos. Iludidos, permanecem na ilusão por conta própria. Criam argumentos para justificar esses disparates e enganarem a si próprios. Argumentos inconsistentes, muitas vezes vagos, ilógicos e desconexos com o texto em questão. Por vezes, na ânsia de tentar explicar as incoerências bíblicas, buscam respaldo em hipóteses que eles mesmos elaboram. Hipóteses que sequer constam nos textos bíblicos a menor menção. Têm olhos, mas não desejam ver. Têm ouvidos, mas não querem ouvir. É a fé cega. É o pensamento medieval. Pessoas que vivem no século vinte e um, mas com a mente na Idade Média. No entanto, este é o objetivo do aprisionamento consciencial.

Êxodo, capítulo 20, verso 15: “Não furtarás”.

Comentário(s): Mais um dos dez mandamentos: A proibição do roubo.

Êxodo, capítulo 3, versos 21 e 22: “[21] E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios, [22] Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios”.

Comentário(s): Deus manda os hebreus roubarem os egípcios (“e despojareis os egípcios”). Isto é o que diz o texto, irrefragavelmente. Que Deus é este que manda saquear? Ordena que pessoas apropriem-se indevidamente de patrimônio alheio e depois proíbe tal ilícito. Puramente contraditório. No Decálogo, Deus ordena: “Não furtarás”; No Êxodo, Deus ordena: “despojareis os egípcios”.

Passagens tais quais essas aviltam as ditas sagradas escrituras e, conseqüentemente, tornam aviltante o Velho Testamento e, com efeito, a Bíblia. É mais um fator que descaracteriza a Bíblia como livro sagrado e “palavra de Deus”.

O termo sagrado é relativo. O que pode ser sagrado para uns, pode não ser para outros. Tudo que é tido como sagrado está intrinsecamente ligado à crença. O que é realmente sagrado é a fé. O sacro valor dado à Bíblia é oriundo pura e simplesmente da fé dos prosélitos e não do conteúdo de seus textos. A Bíblia deve ser respeitada por ser um livro de valor histórico, com mitologias e fábulas (herdadas de outras culturas), que resistiu ao tempo, passando de geração a geração, assim como as tábuas sumérias. A diferença é que as informações contidas nas referidas tábuas não passaram por gerações, mas tais artefatos possuem um inestimável valor histórico e influenciaram bastante muitas outras culturas na região do Mediterrâneo e Oriente Médio, principalmente a hebraica.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/68172/1/QUIMERA/pagina1.html#ixzz1OsVjVXte

(Fonte original: Livro QUIMERA em http://www.clubedeautores.com.br/book/41787--QUIMERA ou http://www.agbook.com.br/book/29473--QUIMERA)

Autor: Suriman B. Carreira.

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