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RELATÓRIO DE ESTÁGIO


FACULDADE DON DOMÊNICO



CARLOS RONY RECLA







Prática do Ensino I
Estágio Supervisionado










GUARUJÁ – SP
2011

CARLOS RONY RECLA






Prática do Ensino I
Estágio Supervisionado


Este trabalho corresponde à disciplina de Prática de Ensino I,Estágio Supervisionado, apresentado a Faculdade de Educação, Ciências e Letras “Don Domênico”, sob a orientação da Profª.Claudete Davanzo Franco de Oliveira .






GUARUJÁ – SP
2011
Introdução
O relatório do estágio tem como finalidade a apresentação sistemática da unidade escolar estagiada com a descrição da razão social, CNPJ,endereço e a demais características físicas do prédio que sedia a docência.A minha perspectiva enquanto estagiário será apresentada acerca dos objetivos, modelos de avaliação, ordem de sala de aula, interação professor aluno e o aproveitamento resultante.Também descreverei os métodos dos docentes, os recursos por eles utilizados, a bibliografia utilizada e as atividades paradidáticas desenvolvidas e por fim  meus  apontamentos gerais acerca das classes estagiadas.
1.Relatório geral da unidade escolar:
A unidade escolar escolhida para estagiar foi a Escola Estadual XXXXXXXXXXXXXXXXX,  no bairro do XXXXXXXXXXX no Município do Guarujá, situada na XXXXXXXXXXXX, sem número, telefone:XXXXXXXXX.Registrada com o CNPJ XXXXXXXXXX,gerida pelo Diretor XXXXXXXXXXXXXXXXX.
A instituição possui 9 salas de aula, um pátio coberto, bebedouro com sete torneiras e filtro,dois banheiros destinados especificamente para meninos e meninas, sala para professores,contigua a secretaria, que por causa da exigüidade de espaço também se constitui de entrada alternativa para os alunos e um banheiro adjacente.Por não haver quadra as atividades físicas são praticadas de maneira limitada no pátio da escola  ou na sala de aula.O próprio pátio é pequeno demais para atender a todas as classes simultaneamente e os recreios são em horários diferenciados precisamente dois horários.
A sala destinada a guarda de livros tem o funcionamento de sala de leitura e um acervo limitado de livros.Com espaço para acomodar no máximo 12 alunos. Durante o período estagiado não encontrei um único aluno lendo na sala.Possui também um laboratório de informática com 7 computadores, apesar do espaço físico comportar  mais 13 computadores.Na sala ainda há recursos de vídeo que são três televisores de 29 polegadas e mais três DVDs player que são requisitados pelos professores quando passam filmes para seus alunos, os mesmos ficam na sala de leitura.
O refeitório onde o lanche é preparado para as crianças possui todas as instalações adequadas a preparação das refeições. Não existindo cantina um carrinho com alguns gêneros de bomboniere que são comercializados por uma funcionária da escola e sua arrecadação é destinada para as despesas miúdas da instituição.
O funcionamento da escola é dividido em três períodos nas 9 salas, perfazendo 27 classes com aproximadamente 800 alunos, com uma média de 28 alunos por classe.
As classes estagiadas foram as seguintes:
6º ano A, com 26 alunos.
6º ano B, com 28 alunos.
7º ano A, com 29 alunos.
7º ano A, com 30 alunos.
Como observação da infraestrutura do prédio que sedia a escola o espaço não atende as necessidades mínimas que as instituições precisam. Os problemas começam pela falta de uma quadra poliesportiva. Acrescente-se a isto corredores que não possuem mais do que um metro e meio de largura e que dificultam o trânsito de alunos e professores e demais funcionários da instituição. O pátio é pequeno e mesmo com um número pequeno de salas em relação a outras instituições e a preocupação de horários de recreio diferenciados para os 6º e 7º anos ainda é completamente insuficiente para as crianças desta instituição.
Os problemas da estrutura agravam-se com a suspensão das aulas sempre que as chuvas são mais intensas uma vez que não havendo vazão para as águas o pátio enche e os alunos têm que ir para casa sem aula e , as vezes, debaixo de muita chuva.A falta de uma calçada ampla para uma escola que é de frente de uma pista somada a entrada dos alunos ser  por um beco lateral só ampliam as dificuldades existentes.O esforço dos funcionários e da administração é visível para minimizar as dificuldades que a instituição encontra no oferecimento de um ensino com dignidade porém as dificuldades são estruturais e portanto só podem ser paliadas.
 
Os professores acompanhados durante o estágio foram:
Professora XXXXXXXXXXX
Professora XXXXXXXXXX
Professor XXXXXXXXXXX
2.Relatório de observação:
Os objetivos dos docentes acompanhados serão alistados em fragmentos seguindo a linearidade das observações conforme as aulas estagiadas:
Os objetivos dos professores variam conforme as expectativas que os mesmos constroem acerca das classes de aula nos quais eles lecionam. Uma vez que nas classes estagiadas sempre pareceram bem motivados é de se esperar que tenham um conceito mais elevado da capacidade de recepção das referidas classes. Isto se pode intuir pelas criticas á classe de repetentes do 8º ano que entre outras era execrada na sala de professores.
Apresentado este pormenor, o objetivo dos professores é criar uma habilidade interpretativa na qual o aluno possa ler e interpretar textos com criticidade seja pela ampla classificação apresentada nas mais diversas modalidades da Língua Portuguesa tais como: estilos, figuras de linguagem, morfologia, sintaxe, entre outros, seja pelos constantes exercícios de produção de textos. De posse deste conhecimento pareceu-me que eles esperam uma boa atuação por parte dos alunos que resulta em uma melhor avaliação da escola e dos professores e que traz entre outros benefícios aumento salarial. Também colhi criticas acerca da inflexibilidade do Governo que não reconhecia a manutenção das conquistas anteriores já que a escola apresentava um avanço na pontuação do Saresp a um Biênio atrás e que foi mantido no último ano sem, contudo um reconhecimento a altura dos esforços envidados por toda a equipe pedagógica para a manutenção das melhorias conquistadas.
Conduzir os alunos para um ambiente de amizade e companheirismo com narrativas com elevado tom de humor. Este tem sido o método do professor Ronaldo quando introduz nas suas aulas breves histórias construindo uma relação carismática entre ele e seus alunos.
Todos os professores acompanhados utilizam o mesmo material fornecido pelo governo do Estado de São Paulo, o material está descrito na bibliografia deste relatório, o material divide-se em livros e apostilas (cadernos de exercício) que dão a estrutura das aulas como um todo este material é que rege os métodos e os objetivos pautam-se na aplicação do material. Os professores esforçam-se para aplicar todos os exercícios por serem cobrados posteriormente nas provas do SARESP, e como já dito anteriormente isto influencia diretamente na avaliação dos professores e da instituição.
Utiliza-se de um sistema de vistos que produz um acompanhamento metódico de todas as realizações dos alunos nas áreas interpretativas passivas e ativas, e na produção de textos e assimilação dos conhecimentos gramaticais. Exemplificando: cada exercício feito em classe é carimbado pelo professor e constitui-se parte integrante da nota ainda que em uma pequena fração. Os exercícios são vistados uma única vez cada um e não podem ser vistados em data posterior. O método pode motivar o aluno a fazer a lição mas não garante uma realização concreta da atividade  por exemplo, presenciei uma conclusão de vistos em que só havia uma resposta em todos os cadernos e a resposta estava errada.
Além da já referida aplicação dos exercícios previamente encaminhados pelo Governo do Estado de São Paulo sua utilização acompanha a presença e a participação dos alunos no caso das classes acompanhadas os vistos superam uma centena nos primeiros dois bimestres. A nota atribuída pelo referido sistema é resultante do número total, dividido pelo número de participação.
Uma redação foi proposta pelo MEC que aproveitada pelos professores foi incorporada na avaliação. As redações depois de corrigidas foram selecionadas e as mais bem conceituadas pelos professores foram lidas para a classe. O destaque foi para a criatividade da produção e as observações de gramática demonstraram que a gramática não foi fator determinante na escolha das redações.
Os exames bimestrais, com uma prova de peso de (0-10) atribui-se 50% do total da nota. Não pude acompanhar as provas, mas posso afirmar que não houve uma recapitulação anterior, e que os resultados permaneceram em uma média razoável, conforme palavras dos professores.
A disciplina dos alunos em sala de aula possui três variantes determinantes  que  devem ser consideradas separadamente as quais são a postura do professor, a identidade da classe e a escola propriamente dita.
A principio a postura do professor, ou seja, os seus métodos de orientação subordinam-se á personalidade de cada professor, sendo assim por exemplo, o professor XXXXXXX conduz as classes com uma didática mais informal com histórias e brincadeiras sem perder o controle e isto faz parte de seu sistema de ensino. Entretanto a professora XXXXXXXXXXXX que mantém uma distância considerável dos alunos na apresentação das aulas com correções constantes, e ressalte-se extremamente necessárias, e com pequenas incursões de afetividade desenvolve a sua didática. Já a professora Yara mantém um meio termo entre os dois e no resultado geral os três conseguem resultados bem similares no requisito disciplina. Na prática as quatro classes são de crianças pequenas que recém chegadas
A segunda variante é a que diz respeito a identidade da classe. É importante ressaltar que a escola estagiada está inserida em uma comunidade com predominância de pescadores e possui em sua circunvizinhança uma comunidade em palafitas, as dificuldades sociais refletem-se na conduta e relação dos alunos com a escola. Má alimentação vestuário simples e em alguns casos rotos, falta de estabilidade familiar, além da criminalidade, violência e intenso tráfico de drogas interferem na relação dos alunos e professor.
As quatro classes podem ser assim descritas: as duas do 6º ano apesar de serem compostas por crianças menores e, portanto com mais intensidade em conversas paralelas tornam-se mais disciplinadas quando orientadas, a isto, soma-se uma estranheza própria dos alunos recém chegados do primeiro ciclo que ainda estranham o rodízio de professores.
Por todos os motivos apresentados as salas ainda apresentam uma atitude de maior disciplina nas aulas que os 7º anos, que apesar de possuírem mais idade incorporam comportamento das classes de colegial nos mesmos horários.
O aproveitamento de ambos os 6º anos está diretamente ligado a sua atenção e apesar de ter alguns alunos que se destacam, cerca de seis alunos, no 6º ano A e de oito alunos no 6º ano B, em geral o aproveitamento do tempo de aula é muito bom e a didática dos professores encontra uma maior fluidez.
A disciplina nos 7º anos não chega a ser um problema, ainda mais comparado as classes próximas principalmente as do ensino médio, os gritos e as tentativas recorrentes dos professores de manter a disciplina atestam isto. Entretanto percebe-se uma influência dos maiores no comportamento dos alunos dos 7º anos.
Assim como acontece com os do ano anterior, os 6º anos, eles não apresentam diferenças drásticas em se tratando da capacidade de aprendizagem e em geral possuem as mesmas variedades, as quais são: um número menor de alunos com uma atitude de indisciplinar mais notável, dois ou três alunos que começam a ameaçar a disciplina da classe. As duas classes que em geral são bastante disciplinadas.
Conforme os  apontamentos iniciais onde encontrei uma necessidade de descrever antecipadamente a didática dos professores acompanhados fica estabelecido uma distinção na interação entre os professores e os alunos, e é preciso esclarecer que são próprios de cada docente.
Em geral a rotina escolar gira em torno da interpretação das questões do caderno de exercícios que orientam as atividades. Realmente o leque de assuntos abarcados é múltiplo e diversificado, mas a interação professor aluno torna-se muitas vezes engessada por conta do programa apertado proposto pelo Governo do Estado de São Paulo, verifiquei que muitas contribuições lingüísticas de alunos, muito mais afeitos a oralidade que a escrita, foram ignorados por causa da necessidade de dar o conteúdo programático previamente estabelecido. E isto é um fator excludente na construção de qualquer docência.
 Ainda a esterilidade criativa que é produzida por uma repetição constante, que por muitas vezes quase mecânica dá a impressão do distanciamento emocional do professor ante os desafios constantes do ensino.
Ao apontar as dificuldades presenciadas em sala de aula faço como pesquisador e futuro professor, neste tema que me é tão caro: não ignoro as realizações que são conquistas por cada professor acompanhado sobretudo da XXXXXXX que foi a professora que mais acompanhei.
Presenciei métodos que se mostraram eficazes na realização da aproximação entre o professor e alunos. A explicação discursiva (indispensável a estrutura educacional) era sem dúvida a mais distanciadora do docente e os alunos que em geral mantinham-se calados e pouco dispostos a perguntar ou interagir.
Entretanto nos exercícios alguns alunos começavam a perguntar e neste caso em que eram atendidos em suas carteiras resultava em uma maior aproximação. As dinâmicas do uso de dicionário em grupo foi um dos melhores exemplos de ampla interação. Há produção de texto no entanto ela é  tímida, basta verificar a idade dos alunos para entender, em muitos casos pouco explorada pelos professores principalmente com o resultado das produções.
No caso específico do professor XXXXXXX a interação entre ele e suas classes era maior que os outros pelos motivos já mencionados anteriormente, que são a própria construção de uma didática dinâmica e atraente.
A criatividade de alguns alunos na construção das redações que faziam parte da proposta avaliadora foi extremamente proveitosa.
As constantes observações feitas pelos alunos enquanto instigados por perguntas dos professores foram construindo a consciência de um aprendizado realmente incisivo, ainda que tenha que se ressaltar que no período cronológico das aulas estas participações eram escassas se comparar-mos com o tempo dispensado para a restauração da disciplina das classes.
3.Principais métodos e técnicas de ensino utilizadas:
Os métodos que serão elencados separadamente são fotografias de um mesmo processo, portanto aparecem na minha observação contextualizados na sala de aula e conectados num processo, a descrição estanque não deve comprometer esta percepção. O método discursivo é de longe o mais utilizado e tem recursos próprios de cada professor. Como já descrito anteriormente nas introduções e no desenvolvimento das matérias ministradas o professor Ronaldo em especial destaca-se com a utilização de uma linguagem informal que cativa a atenção dos adolescentes e produz uma boa interação entre eles.
O método discursivo não ultrapassa mais que quinze minutos seja qual for o professor que acompanhei e é intercalado com outras atividades. A explicação geralmente apóia- se no livro do aluno que é trazido da sala de leitura e recolhido após a aula pelos alunos solicitados pelo professor, e ou pelo caderno do aluno que fica de posse do aluno. Geralmente  explicação é seguida de algum método de verificação da aprendizagem com o já referido material.
Ampliação de vocabulário tem sido obtida pela utilização de dicionários em sala de aula com a seguinte metodologia, proposta de um jogo interacional onde cada aluno voluntário vai a lousa e escreve uma palavra citada pela professora, palavras estas que geralmente são de uma grafia mais complexa e que os demais alunos confirmam a sua escrita correta com o dicionário. O método é bem recebido em classe e produz um considerável acolhida a ampliação do léxico pessoal de cada aluno participante e é levado com boa motivação.
Uma variante deste método foi a formação de seis grupos que deveriam trocar perguntas entre si acerca do valor semântico das palavras e que o número de acertos de cada grupo quer fossem as perguntas feitas pela professora quer pelos grupos rivais somavam-se como pontos na atividade, para isto o dicionário foi a principal ferramenta. A contribuição lexical e a ponderação do valor semântico foram resultados visíveis.
Os trabalhos para casa eram recebidos com menor entusiasmo e presenciei em muitos casos a não execução dos mesmos. Pareceu-me  que em alguns casos a utilização dos mesmos estava associado mais a  punição por parte dos alunos,  do que a proposta pedagógica.
As participações com os devidos elogios, sobretudo para a velocidade de entrega das atividades tinham amplo aspecto comportamentalista e resultaram em muitos casos na desistência por parte de alguns alunos na execução da tarefa.
Em geral a participação destes exercícios se dá por meio de cópias que não resultam em aprendizado pois em alguns casos presenciei uma única resposta em todos os cadernos de exercício e ela estava errada.
A utilização de televisores conforme descrito no primeiro item foi recebida com alegria por parte dos alunos que elogiaram a professora Yacara. O entusiasmo foi devidamente aproveitado com um questionário orientador que destacava aspectos sociais, lingüísticos e literários com uma  apresentação devidamente contextualizada para as séries.
Os relatórios dos passeios que foram organizados pela direção da escola constituem-se um aferidor de razoável coerção intelectual, acredito que um debate direcionado teria produzido um maior envolvimento por parte dos alunos. Estes relatórios pareciam não condizer com o entusiasmo com que se preparavam para o passeio.
3-Os principais métodos e técnicas de ensino utilizadas pelo docente.
A apresentação referente aos dados deste tópico já foram amplamente delineados no tópico anterior que foi o da observação, uma apresentação menos detalhista e mais panorâmica com exemplificação irá nortear esta parte dos apontamentos.
Os métodos utilizados foram os seguintes:
A apresentação discursiva, em geral com leituras do livro texto ou do caderno de exercícios que traziam alguns textos para interpretação e aplicação de conteúdo.
Leitura  coletiva do texto com a seleção de alunos aleatoriamente para a representação da classe na qualidade de orador.
 Leitura individual, geralmente com mediação do professor tanto no que diz respeito a disciplina como no esclarecimento das dúvidas que surgiam acerca do vocabulário ou da construção sintática dos texto em situação de leitura.
 Interação com perguntas: que se dividiam em cinco tipos as que o professor fazia para a classe em geral, as que o professor fazia para alunos em particular sem nenhuma referência a seleção, as perguntas feitas por requisitos previamente estabelecidos, exemplo a conclusão de uma leitura ou o término de uma tarefa, as que os alunos faziam para o professor que geralmente eram interpretativas, queriam entender algo e perguntas de aspectos funcionais queriam saber como fazer algo.
A exibição de um filme geralmente com apresentação de proposta, na verdade o mesmo filme foi apresentado para as quatro classes cujo nome  era A corrente do bem, acerca da apresentação os professores solicitaram uma participação  individual logo após a apresentação do filme com sugestões d como poderíamos melhor nosso mundo.O filme aliás foi muito bem escolhido e os resultados de reflexão e participação foi bem acalorados por parte dos alunos.
No requisito passeio, cujo local escolhido foi o aquário do Guarujá, para os 6º anos e 7 º anos, apesar de não poder acompanhar as aulas subseqüentes ao passeio renderam uma relação de estreitamento social entre professores e alunos no compartilha das emoções vividas na atividade, Essa experiência é de razoável importância pois educação não se constrói a em um ambiente único, uma vez que somos seres sociais a interação social é o caminho viável para a construção de nossa aprendizagem.
As dinâmicas como já apresentadas foram notadamente duas: as que trabalharam com dicionário na busca da apreensão dos significados e conceituação um bom trabalho de metalinguagem. E um pequeno concurso de conhecimento gramatical onde os alunos deveriam escrever na lousa, palavras ditadas pela professora sem errar a grafia. A interação foi significativa e esta disposição por parte das crianças em serem competitivas Fo explorada adequadamente na construção de uma experiência de aprendizagem.
A produção de texto foi no mínimo tímida, excluindo é claro, o trabalho da redação orientada pelo MEC e que neste caso teve a iniciativa do estado, observe que os alunos e ainda estão iniciando sua produção textual, entretanto é imprescindível reconhecer a importância da habilidade de comunicar-se por escrito e esta é uma construção desafiadora para a educação Brasileira em qualquer faixa etária.
4-Recursos da instituição
Faz-se necessário uma ressalva acerca dos recursos disponibilizados para a instituição pois conforme apresentado desde o relatório geral da unidade escolar as dificuldades estruturais são muitas e as de recursos não estão em outra situação.Também é preciso lembrar que a instituição estagiada é estadual e que conhece as escolas estaduais já conhece o descaso dos nossos governadores.Com estes pressupostos então pode-se dizer que os recursos são limitados não há lousa digital como no caso de algumas escolas municipais, a sala d informática tem como já descrito um número limitado de computadores  apenas sete , apesar de ter espaço físico para mais treze computadores.
 As televisões estão dentro do necessário mas a falta de uma sala de vídeo dificulta o início das exibições, a sala de leitura  que poderia disponibilizar uma interação maior com os livro é utilizada como depósito.e a escola não possui uma caixa amplificada para realizações de atividades com todas as classes, mas apenas uma aparelho portátil de cd player de limitada potencia sonora;datashow, projetor, mimeografo são recursos que a escola não possui.
5-Escolha da bibliografia específica.
Os professores trabalham com os livros oferecidos pelo Estado e escolhem por meio do site da FNLD em acordo com a direção da escola.
Para os 6º anos temos em Língua Portuguesa o seguinte conteúdo conceitual:
Unidade I
Capítulo 1 – A Fantasia nos textos
Texto visual: Bill Watterson, Calvin
Primeira leitura: Alain Quesnel, Teseu e o Minotauro
Oficina de produção: texto narrativo: história de aventura
Segunda leitura:Thór: o rapto de Freija
Oficina de produção: bilhete
A escrita em foco: Expressões que causam dúvida
Terceira leitura: Rosalind Kerven, O rei Artur e a feiticeira Morgana
Oficina de produção: convite
Linguagem: fonema e letra.
De olho no mundo: Mitologia.
Capítulo 2- Histórias fabulosas.
Primeira leitura: Marcelo Xavier, A mula-sem-cabeça.
                          Marcelo Xavier, O curupira.
Oficina de produção:Cartão e cartão-postal.
Linguagem: Encontro consonantal, dígrafo e encontro vocálico.
Segunda leitura: Esopo, o caçador e a perdiz.
                           Esopo, A queixa do pavão.
Oficina de produção: texto narrativo: Fábula.
Terceira leitura: Marina Colasanti, Palavra aladas.
Oficina de produção: Texto narrativo anedota.
Linguagem: a sílaba e sua estrutura.
Quarta leitura: Rubem Alves, A volta do pássaro encantado.
Oficina de produção: História.
De olho no mundo: Seres encantados do folclore.
Favoritos
O conteúdo conceitual acima descrito é parte integrante do primeiro semestre do livro: Português leitura, produção, gramática.
Para os 6º anos temos em Língua Inglesa o seguinte conteúdo conceitual:
Temas e vocabulário: cumprimentos; identidade; relações pessoais;
e familiares; alfabeto; esportes; países, nacionalidades; objetos pessoais; cores;idades; profissões; rotina; reciclagem; disciplinas e materiais escolares; sala de aula; vestuário; festas; meses do ano; dias da semana; numerais ordinais;consciência do outro; diversidade cultural; ética; saúde.
Compreensão escrita:apresentação; carta informal; emoticons; carta enigmática; fact file; e-mail;tirinha; dicionário; recado; enquete e formulário eletrônicos; rótulos; cartum;gráfico; mapa; anúncio; cartaz; vitrine; calendário; cartão de aniversário; anúnciode evento; convite; conto. Produção escrita: carta informal; carta enigmática;e-mail; jogo da forca; boletim de notícias; rótulos; formulário eletrônico; mapa depalavras; convite; cartaz; cartão de aniversário. Compreensão oral: apresentação;cumprimentos; entrevista; diálogo; enquete; fazer, aceitar e recusar sugestões;pedido de empréstimo; anúncio. Produção oral: apresentação; entrevista;anúncio de rádio; jogo de vocabulário; diálogo informal; enquete; fazer, aceitare recusar sugestões; informar(-se) sobre a localização de objetos.
Gramática: tobe; perguntas yes/no e wh-; pronomes pessoais; possessivos e demonstrativos;genitivo; preposições de lugar e tempo.
Para os 7º anos temos em Língua Inglesa o seguinte conteúdo conceitual:
Temas e vocabulário: nacionalidades e línguas; instalações escolares;
habilidades; talentos; programação de TV; comida; rotinas; características físicas;amizade; ocupações e locais de trabalho; lazer; halloween; cenas do cotidiano;partes da casa e tarefas domésticas; habilidades artísticas; instrumentos musicais;música e filme.
 Compreensão escrita: regulamento da sala de aula; mapa;planta baixa de edifício; piada; cardápio; instruções; cartum; folheto; inscrição; programação de TV; tirinha; artigo de divulgação científica; capa delivro; anúncio de emprego; cartaz; poema; receita; capa de CD; pintura em tela;conto.
Produção escrita: guia turístico; folheto; instruções; ficha de inscrição; argumentação; bilhete; lista de compras; descrição física.
Compreensão oral: diálogo; apresentação oral; chamada de programação de TV; pedido em restaurante e à recepção de hotel; entrevista; descrição física; compra em livraria;campanha publicitária; receita; exposição em sala de aula; pedido de ajuda.
Produção oral: descrição de espaços; convite; dar, aceitar e recusar sugestões; descrição de pessoas; enquete; discutir lista de compras; pedir, aceitar e negar ajuda.
Gramática: present of to be; there to be; can; present simple e continuous; perguntas yes/no e wh-; adjetivos e pronomes possessivos; artigos; adjetivos;substantivos contáveis e incontáveis; pronomes retos e oblíquos; advérbios de tempo; verbos de ação.
Para os 7º anos temos em Língua Portuguesa o seguinte conteúdo conceitual:
Unidade prévia: Língua: origens e influências /as línguas mudam/ a língua portuguesa no Brasil/ uma língua com inúmeras variações regionais.
Unidade 1- Conto: A Aranha, Orígenes  Lessa .
Conto um gênero do narrar/ elementos e momentos da narrativa/um conto dentro do conto.
Unidade 2- Crônica: Aconteceu alguma coisa, Carlos Drummond de Andrade.
Os jornais, Rubem Braga.
Crônica: características/ elementos e momentos de narrativa/ linguagem do dia a dia.
Unidade 3- Relato e memória: diário biografia e autobiografia.
Tipo assim , Clarice Bean, Lauren Child.
O arco-íris, Frei Bento.
Os recursos gráficos na escrita/ desenhar com palavras/tipos de narrador
Pontuação e efeitos de sentido.
Unidade 4- relato das experiências
De costa para o ano novo, Amyr Klink/textos da viagem, Marina B. Klink/ manuscrito encontrado numa garrafa, Edgar Allan Poe/No olho do furacão.
Comparando textos/ elementos da narrativa/ o parágrafo: forma de organizar o texto escrito.
Objetividade e subjetividade/ relato de fatos reais e narrativa de ficção.
Unidade 5- Poemas
Mistério de amor, José Paulo Paes (texto) e Rubens Matuck (imagem)/ tarde de verão, Estela Bonini/ Pássaro em vertical, Libério Neves/ Traduzir-se, Ferreira Gullar.
A estrutura do poema/ palavra, som e imagem no poema: recursos expressivos/ relações de oposição no poema/ texto literário e texto não literário/ poesia e prosa/ as escolhas de linguagem.
Unidade 6- Notícia
A primeira página de um jornal/ notícias 1-“Batman” invade.../2-Área de mil campos de futebol.../3-A selva como laboratório/ 4-Clean up Day une mergulhadores...
A primeira página de um jornal/ notícia 1– no jornal impresso/ notícia 1– no jornal impresso/ notícia 2– no jornal impresso/ notícia 3– na revista / notícia 4– na tela do computador.
Unidade 7- Reportagem
No coração da selva, Thomas Traumann/  a notícia; Funai quer brancos distantes das tribos/ relato em forma de diário: o roteiro da expedição/ mapa ou carta geográfica: o mapa da expedição Ajuricaba/ quadro-resumo: A expedição.../relato pessoal: na selva.../entrevista.
Características do texto das reportagens/estrutura da reportagem.
Unidade Suplementar
Competência comunicativa: gramática natural e gramática normativa.
Ortografia e acentuação gráfica.
Um pouco mais sobre acentuação.
A escrita e os sons da fala.
O conteúdo conceitual acima descrito é parte integrante do primeiro semestre do livro: Tudo é linguagem: Língua Portuguesa.
Além das propostas dos livros acima alistados recortes de notícias do Diário Oficial do município, boletins da drogaria São Paulo, notícias retiradas da internet de pertinência para a disciplina, Além dos jornais A Tribuna e Folha de São Paulo.  Dois textos foram usados da revista Nova Escola.
6- Desenvolvimento de atividades paradidáticas.
As atividades paradidáticas desenvolvidas pelos professores já foram indicadas pelos alunos as quais foram a ida ao aquário do Guarujá e a exibição do filme A corrente do bem, também estava em franco planejamento a festa das nações, contudo não presenciei a concretização do projeto.
Como especificam os Parâmetros curriculares do Ensino Fundamental com relação às exibições de filmes de longa metragem, os professores valorizando a possibilidade de projetar outras realidades, outros tempos e mesmo outros espaços, apresentando o Filme: A corrente do bem.
O passeio no aquário da cidade de Guarujá o Acquamundo, além das amplas possibilidades de interação ambiental que constrói a cidadania  de cada aluno a construção social e critica dos alunos foi privilegiada conforme indica os Parâmetros curriculares do Ensino Fundamental, valorizando a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro e o posicionamento crítico dos alunos  nos deveres civis e sociais.
7- Considerações gerais de cada classe estagiada.
As classes estagiadas receberão um breve resumo das impressões obtidas ao longo do estágio com a devida ressalva de que nenhum ser humano deve ser tomado pelo outro e que na peculiaridade de cada individuo um período não representa necessariamente uma postura de vida. Portanto as impressões serão gerais e atenderam as impressões em três critérios diferentes os quais são: relacionamento interpessoal aluno/aluno e aluno professor; disciplina dentro e fora da classe; participação efetiva no processo ensino aprendizagem.
O 6º ano A, possui tem em seu relacionamento interpessoal uma geografia interessante de alunos como veremos adiante no 6º ano B , ele possui um a pequena concentração de grupinhos isolados o que permite facilidades na redistribuição de alunos em grupos a favorecendo a relação com todos os alunos durante o processo letivo.
É oportuno dizer que este aspecto não foi tão explorado como poderia.No quesito interpessoal entre aluno e professor os aluno são tímidos quando argüidos acerca da matéria ministradas e geralmente manifestam-se mais acerca da funcionalidade das aulas do que da subjetividade do que é ministrado.Na disciplina a classe possui a tendência de conversar em duplas ou trios e como é próprio das classes recém chegados do primeiro ciclo  exigem do professor uma recorrente correção, mas não são contrários a autoridade e dois ou três alunos apresentam desobediência moderada.
A participação efetiva do processo de aprendizagem que não se limita as perguntas na classe, apesar de ser um medidor de considerável valor, tem sua confirmação nos desempenhos das atividades diárias e no entusiasmo com que participam das aulas, neste requisito o 6º A tem sido mediano.
O 6º ano B, com uma geografia de relacionamentos de pequenos grupos as ditas “panelinhas”, tem um relacionamento menos democrático e mais seletivo, todavia esta diferença é tênue e só verificável na comparação ao 6º A que atende a semelhança de faixa etária mas se for comparar com os 7º anos isto desaparece.
O relacionamento professor aluno é até um pouco mais intenso e voluntário talvez por serem mais falantes em classe. Como conseqüência desta característica a participação é em alguns momentos brilhante na relação da subjetividade dos textos e os professores parecem ter uma maior facilidade para comunicar determinados aspectos do ensino.
O 7º ano A é entre as quatro estagiadas a mais ruidosa e a única que presenciei a retirada de um aluno por comportamento impróprio durante o estagio. Apesar de ameaças em todas as classes estagiadas as afirmações por parte dos professores eram antes de tudo recursos de intimidação e restauração de ordem do que propriamente uma intenção concreta. Por conseguinte a relação entre alunos também apresenta aspectos de agressão verbal, e bullying geralmente maquiados de brincadeiras.
A geografia dos “grupinhos” era mais acentuada e tinham o propósito de construir um entretenimento paralelo ao propósito de ensino-aprendizagem da escola. Alunos inteligentes que tinham um forte influência comportamental das classes  de 8º e 9º anos que acabava por dificultar o trabalho dos professores.
O 7º ano B tem no conjunto de seus alunos uma postura menos agressiva nas relações pessoais e a geografia da classe  confirma este fato. Eles já estão mais ambientados que os 6º anos com o rodízio de professores mas não tão confiantes que emancipem-se suas atitudes até as raias da indisciplina.
Possuem uns quatro alunos indisciplinados mas que não lograram o controle do comportamento dos demais, graças inclusive a ação enérgica da professora XXXXXXX.A participação é efetiva e possuem em geral um grande potencial de aprendizagem.
Bibliografia:
BORGATTO,Ana Maria Trinconi.Tudo é linguagem: Língua Portuguesa 2ª edição.São Paulo: Ática, 2009.
SARMENTO, Leila Lauar. Português: Leitura, produção, gramática 2ª edição. São Paulo: Moderna, 2006.
CHIN,Elizabeth Young, Zaorob,Maria Lúcia Fernandes Abreu.Keep inmind 1º edição. São Paulo: Scipione, 2010.
Rony Recla
Enviado por Rony Recla em 25/06/2011
Código do texto: T3055815
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Rony Recla
Guarujá - São Paulo - Brasil, 41 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/12/14 18:53)
Rony Recla



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