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NA UNIDADE DA VERDADE

Wagner Herbet Alves Costa (1968-2006)
Itapetinga-BA
“Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!”


a) Por trás do SÓ Jesus proferido por bocas sectárias, conforme já argúi noutras cartas e missivas, quanta injustiça e inverdade! Quanta ignorância e impropriedade! Inclusive, está claramente manifesto o desprezo ou a negação da única e verdadeira Igreja de Deus. Contrariando o fato de que Cristo fundou uma Igreja possuidora, também, de um chefe visível: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”(Mt 16,1; a qual se mantém unida pelo Símbolo da Fé: “uma só fé”(Ef 4,5)... E que ela é quem sustenta a verdade no mundo: “É a Igreja do Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade”(1 Tm 5,15); sendo a mantenedora da “Sã Doutrina”. E, por conseguinte, necessária à salvação. [Afinal de contas, a Igreja é o “Corpo de Cristo” (Col 1,1!] Isso tudo, independente das fraquezas e dos pecados dos seus membros; ainda que os próprios dirigentes estejam a claudicarem neles. Haja vista, a própria Bíblia assinalar que Pedro se tornou digno de censura, por ter sido hipócrita e dissimulado; conforme explicita S. Paulo. E é esse mesmo Paulo que, semelhantemente, confessa de si: “Não faço o bem que quero, mas prático o mal que não quero”(Rm 7,19). E São João quem testifica: “Se dissermos: “Não temos pecado”, enganamo-nos a nós mesmos” (1 Jo 1,. E São Tiago que, corroborando, peremptoriamente professa: “Nós tropeçamos constantemente”(Tg 3,2).

Como já escrevi uma vez, os pecados dos filhos da Igreja não são da Igreja; muito embora atinjam-na. E quem os perpetra é como um filho que agride a sua própria genitora. Em suma, a Igreja é, antes, vítima dos pecados, e nunca sua propaladora. De sorte que, infelizmente, a Mater Ecclesia pode ser ofendida não só pelos rebentos que lhe são alheios, mas também – como é de se mais condoer – pelos próprios nascidos dela. [Eu fico a pensar o quanto, por causa de nossos pecados, nós católicos não a fizemos sofrer? Quantas não foram as lágrimas que provocamos em tão sacra Senhora?... Que Deus tenha misericórdia de nossas almas (da minha, particularmente)!]

Com relação a essa santa mãe, peço, ao divino Senhor, a graça e o favor de jamais abandoná-la! Ela que labuta, incansavelmente, para nos conduzir ao nosso bem-mor que é Deus (o Bem Absoluto) e à sua salvação eterna. Ela que é a sua querida e amada esposa! Aprisco onde o Altíssimo quer recolher, na unidade da verdade, todos os que chama ao seu Reino.


b) O cardeal Pie, num discurso do século XIX, salienta: << Um pastor inglês teve a coragem de escrever um livro sobre a tolerância de Jesus Cristo e o filósofo de Genebra [Rousseau] disse, falando do Salvador dos homens: "Não vejo que meu divino Mestre tenha formulado sutilezas sobre o dogma". Bem verdadeiro, meus irmãos. Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma, mas trouxe aos homens a verdade e disse: se alguém não for batizado na água e no Espírito Santo; se alguém, recusa-se a comer a minha carne e a beber o meu sangre, não terá parte em meu reino. Confesso que nisso não há sutilezas, há intolerância, há exclusão, a mais positiva, a mais franca. E mais, Jesus Cristo enviou seus Apóstolos para pregar a todas as nações, isto é, derrubar todas as religiões existentes para estabelecer em toda a terra a única religião cristã e substituir todas as crenças dos diferentes povos pela unidade do dogma católico. E prevendo os movimentos e as divisões que esta doutrina vai incitar sobre a terra, Ele não se deteve e declarou que tinha vindo para trazer não a paz mas a espada e acender a guerra não somente entre os povos, mas no seio de uma mesma família e separar, pelo menos quanto às convicções, a esposa fiel do esposo incrédulo, o genro cristão do sogro idólatra. A afirmação é verdadeira e o filósofo tem razão: Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma (...)>> [http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=intolerancia&lang=bra].

<<Nada é tão exclusivo quanto a unidade. Ora, ouvi a palavra de São Paulo: "unus Dominus, una fides, unum baptisma"... Ele confiou-as a uma só sociedade visível, uma só Igreja cujos filhos são, todos, marcados com o mesmo selo e regenerados pela mesma graça: unum baptisma. Assim, a unidade divina que esplende por todos os séculos na glória de Deus, produziu-se sobre a terra pela unidade do dogma evangélico cujo depósito foi confiado por Nosso Senhor Jesus Cristo à unidade hierárquica do sacerdócio.>>[http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=intolerancia&lang=bra].

São João chega mesmo a dizer que, todo que: “Não permanece na doutrina de Cristo não possui Deus. Aquele que permanece na doutrina possui o Pai e o Filho. Se alguém vem até vós sem ser portador desta doutrina, não o recebeis em vossa casa, nem o saudeis. Aquele que o saúda participa de suas obras más” (2 Jo 9-10).


c) Os grupos protestantes são divisões. O que serve, indubitavelmente, para produz uma maior descrença, no mundo, quanto ao Evangelho de Nosso Senhor. Como, então, não se aspirará pelo fim dos mesmos? Como não se pedirá ao Pai que isso logo aconteça?... Eles que, além de tudo, rejeitam a missa. E, nisto, também, se aproximam muitíssimo do projeto do Anticristo; o qual laborará, ao máximo, para fazer cessar o santo “sacrifício e a oblação”(Dn 9,27).

Nem preciso citar aqui os morticínios que praticaram pessoas de determinadas facções protestantes; os quais, por vezes, atingiram, inclusive, indivíduos de outras denominações do próprio protestantismo. Até por que, o mais importante é a refutação doutrinária; haja vista, o dano das suas heréticas doutrinas constituem, costumeiramente, algo de muito maior periculosidade. Porquanto, pior do que tirar a vida terrena de um ser humano é tirar-lhe da vida da graça. Pois é justamente o que os sectários, com os seus ímpios e infernais doutrinamentos, fizeram e fazem: ou seja, arrastarem a milhões de homens e mulheres para o inferno... [Ora, se quem mata corporalmente (e injustamente) comete algo horrível, imaginem a terribilidade daqueles que, através de nefandos panfletos e textos anticatólicos (como já li muitos!), envenenam multidões de almas e as entrega à Satanás e à perdição eterna! (Já que, a tantos, através desses virulentos escritos, fazem abandonarem a única Igreja do Senhor para se ajuntarem a instituições que são estranhas e alheias ao Céus.)]


d) Ademais, não tem verdadeiro amor a Cristo quem não ama, de fato, os santos de Cristo. E quem não se liga a estes, também se apartará d’Aquele. Pois não existe dicotomia: ou (ficar com) santos ou (ficar com) Cristo; mas o que há é união e comunhão do Senhor e de seus santificados – a qual nós somos chamados a sermos participes. O amor a Jesus passa, igualmente, por amar as suas sagradas criaturas; ou, antes, não é excludente do amor a estas... Muitos, porém, fazem guerra contra o Corpo Místico de Cristo (contrapondo-se, por conseguinte, a Jesus); porquanto rejeitam e combatem a veneração aos santos e mártires do Deus Conosco, os quais Lhe são maravilhosos membros espirituais; dignos, portanto, de serem grandemente honrados e venerados.

O certo é que muitos hereges e outros mais não conseguem, ou não querem, vislumbrar o organismo vivo (e místico) do qual eles, os santos, fazem partem. Daí, vários partidários de heresias tratá-los não somente como algo somenos ou dispensável, mais até pior: como obstáculo para se alcançar a Cristo. Ora, que impiedade! Bradem os céus e repilam os que militam neste mundo... Pois, mais vale o apreço e a amizade para com um único santo do céu do que a de todos os sectários da terra. E é de maior valor e valia o enlevo com os santificados do Paraíso do que tudo que se possa angariar de um desses que se opõe à Igreja do Altíssimo.

Não é à toa que, milhões que trazem o nome de cristãos se encontram numa tremenda obtusidade sobre a majestosa realidade do Céu. E, igualmente, do papel que Maria Santíssima desempenhou e DESEMPENHA na História em favor daqueles que são irmanados em Cristo Jesus.

Embora, é claro, a bem da verdade, possamos contemplar algum derramamento de luzes sobre determinadas mentes do protestantismo; a exemplo daqueles teólogos protestantes que assinaram, conjuntamente, o texto final do documento de Malta. Nesta declaração, que é de 1983, encontra-se registrado o seguinte: <<Todos reconhecemos a existência da comunhão dos santos... essa comunhão, que é comunhão com Cristo e entre todos os que são de Cristo... quer vivam na terra, quer, tendo deixado os seus corpos, estejam com o Senhor... Nesse contexto compreende-se a intercessão dos santos... No interior dessa doutrina, compreende-se o lugar que pertence a Maria, Mãe de Deus. É precisamente a relação com Cristo que, na comunhão dos santos, confere-lhe uma função singular de ordem cristológica. Além disso, a oração de Maria, por nós, deve ser considerada no contexto cultual de toda a Igreja celeste descrito no Apocalipse... Maria ora no seio da Igreja como outrora fez na expectativa do Pentecostes (cf. Atos dos Apóstolos 1,14). Por outro lado, quaisquer que sejam as nossas diferenças confessionais, não há razão alguma que impeça de unir a nossa oração a Deus no Espírito Santo com a liturgia celeste e, de modo especial, com a da Mãe de Deus>> [CUNHA, E., Imagens e Santos: um esclarecimento para o povo, 2a edição, AM Edições, SP, 1993. pp. 57-58].


P.S.: Tudo que escrevi está sujeito à autoridade da Igreja Católica. A qual poderá corrigir, refutar, completar e tudo o mais que for necessário para preservar incólume o Sagrado Depósito da Fé.

[Adendo 1: São João quando, na Segunda Epístola, fala de não cumprimentar visa, antes, àqueles que vêm anunciar doutrinas estranhas.]

[Adendo 2: Facções protestantes não se mostraram os únicos inimigos dos fiéis cristãos. Ao longo da História, vários outros grupos também se posicionaram contra o Catolicismo... Se eu não me engano, por causa destes, só no século XX, foram martirizados mais de 30 mil católicos.]

[Adendo 3: E se tivermos que reconhecer que nem tudo no protestantismo é tenebrosa escuridão (isto é, que nem todas as denominações são trevas aterradoras e abissais)?? Contudo, ainda assim, teremos que confessar o estado de sombras e penumbras das mesmas... Pois a luz plena só brilha no Catolicismo! Haja vista, a Igreja de Cristo subsiste unicamente na Igreja Católica. (Porque ela, a Igreja Católica, é a mesma Igreja de Nosso Senhor!)]


Bibliografia

-A BÍBLIA DE JERUSALÉM, Editora Paulus, SP, 1996.
-CUNHA, E., Imagens e Santos: um esclarecimento para o povo, 2a edição, AM Edições, SP, 1993.
-http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo= intolerancia&lang=bra.

Fiquem com Deus!
Wagner Herbet Alves Costa
Enviado por Wagner Herbet Alves Costa em 01/12/2006
Código do texto: T306333

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Wagner Herbet Alves Costa
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