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Pessoas importantes

Você já leu a bom livro O Monge e o Executivo, de James C. Hunter, edição da Sextante?
Pois eis aí uma boa dica de leitura. A obra mostra um executivo estressado  vivendo uma semana com outras pessoas que igualmente buscaram aliviar suas tensões e neuroses cotidianas. Estão reunidas, participam de atividades religiosas e vivem a oportunidade de discutir questões simples (e ao mesmo tempo complexas) da vida humana, com um monge que dirige as atividades daquele grupo.
Há reflexões valiosas na obra. Particularmente gostei muito de várias observações de seus poucos capítulos. O monge do livro ensina com sabedoria.
Há um quadro comparativo em um dos capítulos, que motivou esse artigo e seu título, que identifica a palavra Respeito com sinônimo de tratar os outros como pessoas importantes.
O monge fazia os participantes enxergarem as virtudes humanas e os meios de se auto-aprimorar moralmente, levando cada um a se auto-conhecer, descobrindo as próprias carências e os caminhos de alteração para uma nova postura.
Mas essa definição da palavra respeito valeu o livro. Ora, pensemos bem que respeito é o mesmo que tratar os outros como pessoas importantes. Claro! Muito óbvio! Podemos dizer que exista alguém que não seja importante?
Todos somos muito importantes! Todos dependemos uns dos outros, precisamos uns dos outros. E a própria dignidade humana indica o caminho do respeito uns para com os outros.
Em outro capítulo o texto faz uma observação fenomenal sobre pessoas que se atrasam costumeiramente aos compromissos pessoais, como um comportamento extremamente desrespeitoso. O personagem que participa do diálogo observa que a pessoa que se atrasa julga que seu tempo é mais importante do aquela que a espera; leva a pessoa que fica esperando a pensar que não deve ser muito importante, pois certamente seria pontual se o encontro fosse com alguém importante...; igualmente não é um comportamento honesto porque pessoas honestas cumprem a palavra e se comprometem inclusive no tempo. Trata-se, pois de um desrespeito, por considerar que quem espera pode esperar, afinal não é tão importante assim. E, pior, cria hábitos...
Ora, tratar os outros como pessoas importantes e, portanto, com respeito, leva em conta também a pontualidade, a considerar o tempo de outra pessoa igualmente com a seriedade e respeito que espera ser tratado.
Genial. Gostei do livro. E gostaria de indicar ao leitor. Entre outros capítulos, o leitor encontrará um belo texto para refletir sobre si mesmo e a própria vida. Não deixe de ler.  Deixo de transcrever trechos ou parágrafos, por impeditivo constante da própria obra, mas não deixo de recomendar aos leitores.
Orson
Enviado por Orson em 01/12/2006
Código do texto: T306624
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 57 anos
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