Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Sobre a Síndrome do Pânico

(Em crianças, adolescentes e adultos)



Palestra no Hospital Júlia Kubtischeck, -Semana da Criança e do Adolescente-1990

Clevane Pessoa de Araújo Lopes.
Crp 04-2539

                          CRIANÇAS E ADOLESCENTE SÃO SUJEITOS, COMO OS ADULTOS, DE CRISES DE PÂNICO.No conceito de que “não nascemos com medo”, há a sugestão de os medos são reações aprendidas, ou apreendidas, através de, principalmente:
a)respostas dos adultos ao meio ambiente.
b)imitação desse comportamento
c)experiências pessoais.
                           No aprendizado do medo, vemos aqueles padrões de pessoas mais velhas, adultos do universo familiar:quando há uma tempestade, por exemplo,e a avó cobre os espelhos, corre para debaixo dos corredores e fica queixando-se de taquicardia, os aprendizes -as crianças da casa-generalizarão que também terão tais sintomas...Na imitação, sabe-se que a conduta imitativa é uma tônica no universo infanto-adolescente.
                            No caso das experiências vivenciadas, vejamos o caso de um assalto:a criança ou adolescente vem da escola, é assaltado, levam-lhe os tênis, empurram-no.A violência,com a adrelalina, fornecerão taquicardia, sudorese, medo de morrer,etc.Todas as vezes que passar pela mesmo local, ficará sujeito à síndrome.E ainda influenciará algumas pessoas que lhe são próximas.No consultório, já ouvi muitos pequenos repetirem medos de situações que não viveram , mas seus amigos e/ou irmãos sim.A ponto de urinarem nas roupas, com medo de um castigo na escola ou em casa, por exemplo, castigo que jamais lhes foi aplicado.Também ameaças de adultos, tipo punitivas,ou pressões.Guerras costumam deixar marcas terríveis.
                              Todos conhecem o pavoroso pânico de grupo,o coletivo,pelo menos de reportagens,filmes ficcionais que bem os retratam:aviso de incêndio,por exemplo.No Brasil,eu morava no Sul de Minas, em Itajubá,MG,quando um circo incendiou-se, em Niterói-RJ,onde as pessoas se atropelaram,pisotearam umas às outras,cegamente, na tentativa de salvar-se .Muitos morreram por causa do pânico.
                              Mas apesar dessas considerações iniciais, sabemos que a Síndrome do Pânico, pouco estudada e vista antes de algumas décadas atrás,é uma doença dos tempos hodiernos,uma “Patologia do stress”.Este ocorre sempre que a esperada ou necessária habilidade para a resolução de uma situação ou conflito não ocorre para aquela pessoa uma DIFICULDADE  MAIOR  QUE A HABILIDADE.

                                Sabemos também, por experiência clínica, que situações vivenciadas in útero podem gerenciar a Síndrome do Pânico.Atendemos a uma garotinha de menos de um ano que entrava em síndrome, junto com a mãe, quando a avó paterna se aproximava para pegá-la.Essa terrível senhora infernizara a vida da adolescente que engravidara de seu filho, por ele ter tido de interromper a faculdade para trabalhar “e sustentar a família”, um decreto paterno.Moravam com os pais dele e a mulher submetera a gestante a toda sorte de cobranças, humilhações e até de tapas por serviços domésticos não satisfatórios.Nessa gestação conturbada, a adolescente sentia o coração disparar, obnubilação da mente, vistas turvas, sudorese, boca seca e desmaiava quando,a sogra se aproximava aos gritos...
                                Certa feita fui entrevistada em Belém,na década de 80, sobre Síndrome do Pânico e questionei o que se dizia então:que ela aconteciaa sem nenhuma causa, “do nada”.Na verdade, pode ocorrer sem causa APARENTE, mas sempre há um fator precipitante.Os organicistas apontam causas orgânicas, familiais ou não, para a SP.Na minha área, psicoterapêutica, temos estudado muitos fatores comportamentais relacionados também a causas psicológicas.Prefiro trabalhar com outros profissionais , como psiquiatras e neurologistas, uma vez que, neste último caso, epilépticos, por medo da crise própria, às vezes desencadeiam crises de Pânico bastante acentuadas ao perceber a "aura”(sinal que indica estar uma crise a acontecer).Também gosto de associar atividades esportistas e artísticas, Ioga, relaxamentos, para conduzir o paciente a um maior autocontrole:em vez de ceder ao episódio que está a instalar-se, o paciente controla , minimiza e até elimina os sintomas que estão começando...Arteterapia, terapia ocupacional,dança,equitação,natação, hidroterapia, etc, se trabalhados transdisciplinarmente, possibilitam melhoras mais rápidas,é evidente.Ensinar a respirar calma e profundamente,a sentar-se,deitar-se,sempre que possível, ajuda muito.Procurar alguém calmo que converse com o sindrômico,desviando a ansiedade,é muito eficaz.Música suave,banho de imersão...Sempre a respirar pausadamente.
                              Há estudos reveladores de que a fé em alguma crença,a espiritualidade,o desenvolvimento de trabalhos sociais envolvendo ideais, são também muito bons auxiliares, por motivos óbvios.A oração em si, reduz, a nível cerebral, as ondas mais agudas, alguns estudos demonstraram.
                              Situações altamente estressantes, como as pré e as pós- cirúrgicas, vestibulares, perigos urbanos, serviço militar e outras que colocam a pessoa em risco ou afetam a capacidade de desempenho esperada, são motivadoras de crises de pânico subseqüentes às esperadas...
                               Um adolescente, que chamaremos de Pablo, fizera mais sessenta eletrocardiogramas , trazidos a mim como um troféu, pela família, para provar que o filho não tinha uma cardiopatia mas que ficava com o coração "saindo pela boca” tão forte sua taquicardia.Parara de estudar,de ir à academia, de namorar.E agora, deprimido pela menosvalia,pelo medo, estava tão inutilizado pela síndrome, que não saía da cama e quando saía, nem amarrava os tênis, não passava da porta de casa, não atravessava a rua, não via televisão, nem atendia telefone.Tudo que seria inesperado, dava-lhe uma sensação de incapacitação e desencadeava vários dos muitos sintomas caracteríosticas da Síndrome em questão:


a)Taquicardia, pulso acelerado
b)Temor de morte
c)Tonturas,escurecimento da visão,falta de ar.
d)Sensação de impotência frente ao momento
e)Tremores incoercíveis
f)Vontade de chorar
g) Sudorese(suor abundante) em especial nas extremidades(mãos e pés)
h)Sensação de vácuo no abdômen,náuseas
i)calafrios
j)medos vários(de sair de casa e enfrentar seus sintomas, os propostos perigos, etc.
l)angústia
m)despersonalização.
********************************************************************

                 A despersonalização faz com a que pessoa, como defesa máxima, não se situe em si:já vi jovens e crianças que não viam suas pernas(as condutoras para alguma lugar...),estas “sumiam”,para o doente, em pleno ônibus escolar...
                 Necessariamente, não é preciso que todos esses sintomas e alguns mais , interpessoais e peculiares, apareçam de uma só vez, mas em geral há uma sequência-padrão  em cada caso.
               Para atender ao “Pablo”, desci de meu consultório para uma hematoclínica, pois ele “não dava conta de subir escadas”.Encontrei-o sentado, com a mão no peito, arfando, derreado.À anamnese, identificamos um dia inicial para os seus  tantos sintomas de pânico, as CRISES DE ANSIEDADE AGUDAS, com as quais não sabia lidar.

                SITU/AÇÃO;

                “Eu estava na academia, malhando,deitado , enquanto levantava uma barra bastante pesada.Queria mostrar a “fulano”(*) que eu era tão forte quanto ele.Com os músculos dos braços doendo muito, tive uma câimbra e vi que a barra de ferro, com aqueles enormes pesos iam cair sobre meu peito, meu coração.Senti falta de ar, puxava o ar e ele não vinha...(**).Fiz um sobre-esforço para sustentá-la, o coração disparou, eu suava demais, mas não achava a minha voz para chamar meu instrutor(***) ...A vista escureceu e eu ia desmaiando, quando alguém correu e tirou-me das mãos a barra.Depois contou-me que eu a segurava com tanta força, que quase não conseguiu tirá-la...Eu tinha certeza que iria morrer, chorei e fiquei  com vergonha de estar ali, na frente de todo mundo, como um “maricas”(****).Voltei dois dias depois , mas antes de sair de casa tive taquicardia e quando ia entrar na academia, voltou tudo(*****) e desmaiei(...)”
2)
                   Nas sessões seguintes, percebemos que:
(*)Pablo, quando estudava, estava apaixonado por “fulano”, seu colega de sala, o que não admitia, pois, por ser um rapaz “cotado” entre as moças, tinha a fama de garanhão,(algo que  alimentava seu ego masculino).Frequentemente, negava  a admiração sentida pelo amigo, que freqüentava a Academia há mais tempo, tinha o corpo bem modelado, etc.
(**)O coração, associado a sede da VIDA, quando é sentido pelo pr, com bradcardia ou taquicardia,provoca temor de MORTE.AR também é associado a VIDA.Tanto hipo quanto hiperventilação(às vezes o pessoa respira em haustos, de boca aberta(hiper) ou “pára” de respirar, sem perceber.
(***)Àquela época, não estavam em moda os “personal-trainers” e por certo o professor cuidava não somente dele, mas de vários alunos simultaneamente.Um pouco rude, instigava Pablo a ser “Macho”, agüentar firme, etc, numa transposição do papel paterno.
(****)O pai de Pablo não admitia que chorasse, cuidasse de flores, fosse gentil:em tudo deveria  imitar o irmão(bem mais velho)que era militar, namorador e forte...
(*****)A associação ao momento precipitador de uma crise de Pânico, sempre desencadeia outras, se a pessoa não está em tratamento, fortalecendo-se.

                              Tudo explicado?Ansiedade de desempenho?Temor de homossexualidade?Perfeccionismo?Reação natural ao perigo?Sim , claro, mas, à medida em que a psicoterapia se desenrolava, fizemos algumas regressões de memória e encontramos juntos, um menininho que se apavorava com medo de apanhar do pai(a mãe permitia, por exemplo, que fosse jogar bola em um campinho perto de casa.A recomendação era que voltasse ANTES do pai voltar do trabalho.Muitas vezes, o menino passava da hora e enquanto corria para casa, sentia a boca seca, o coraçãozinho disparado, etc.).Muitas vezes apanhou feio do pai, que  o chamava de “mulherzinha",quando chorava, decretando:-“Cala a boca.Homem que é homem , não chora...Seu irmão apanhava calado, seu maricas...”
                             Esse decreto infeliz, ao ser relembrado, provocou soluços incoercíveis...Ok, fomos trabalhar sua auto-estima, fazê-lo entender seus conflitos homo e heterossexuais,suas ansiedades de desempenho, suas angústias e, no decorrer das sessões, apareceram outras reminiscências:à primeira relação sexual, a prostituta, a quem o pai o levara, riu de sua inexperiência,talvez sem maldade.No entanto, disse-lhe que  precisava ter um desempenho sexual como o do genitor, “ele é um bode velho!”.Lembrou-se então, que detestava bodes sem saber porque...
                               Tudo explicado?Ainda não:a mãe, foi chamada e narrou...”Síndrome de Pânico” quando estava grávida e aproximava-se a hora do marido, exigente e bruto, voltar para casa.E mais:Pablo fora concebido numa Semana Santa em que ela ,muito católica,em penitência, não queria manter relações e o marido a submeteu, violento, ao seu desejo...

                             Como a doença do Pânico tornou-se muito conhecida recentemente, é bom lembrar que até 1980 essa  síndrome era conhecida como “drama do coração irritável”, bem como foi chamada de “Neurastenia cardiocirculatória”
Há índices contraditórios, que geram as afirmações:
“Os homens sofrem mais de Síndrome do Pânico que as mulheres”
“A SP ocorre duas vezes mais em mulheres que homens”
                             
                             Em meu consultório, notamos que a incidência deve-se muito às histórias de vida pregressas, bem como as atuais:um estupro ou um seqüestro, uma surra ou assalto...Também há estreita correlação, às vezes, com síndromes neurológicas que também geram taquirritmia paroxística, tremores, sudorese...


                          Em geral nós seres humanos, tememos o desconhecido.Estar do outro lado da porta, ao apertar a campainha de uma, sem saber quem abrirá, ou com espectativa sobre quem provavelmente o fará, costuma desencadear o processo.Grandes ansiedades  também.É comum, em competições, ter pseudo síndromes do pânico, mas às vezes, uma verdadeira se instala...Já se diz que tudo aquilo que desconhecemos, estará fora de um cuidados autocontrole engendrado para que não fiquemos expostos socialmente.Assim também, tudo que tememos,provoca essa sintomatologia, pelo instinto de preservação, que é muito forte, temos excelente mecanismo de auto-proteção.E ainda assim, muitas vezes, sem estar frente a situações coletivas ou sociais, a sós ou a dois, podemos experenciar o desencadear da terrível crise.
                           A pior sensação é a de perigo eminente, o que significa, medo de morrer.Esse é violento, assustador.
                            Cumpre lembrarmos que o medo normal é um agente favorável  ,ele  nos faz conhecer o que tememos e é que é preciso enfrentar, possibilitando que nos armemos de coragem, que nos munamos de estratégias pessoais, capazes de diluir possíveis ou supostos perigos pessoais.
                                O”Prolapso de válvula mitral”, mais comum  em mulheres, é freqüentemente responsável por sua  Síndrome do Pânico.Os médicos acalmam suas pacientes dizendo:”Calma, não se morre disso, mas com isso”.E ensinam várias estratégias, medicam,encaminham à psicoterapia.No entanto, um desses profissionais confessou-me:”agora que eu próprio tenho tais sintomas, não sei mais o que dizer, sinto-me um hipócrita tentando lhes dizer que não é nada.É realmente, sei agora, que é terrível estar exposto à SP”...
                                 A partir da primeira crise, se a pessoa não procura ajuda, forma-se um círculo vicioso, onde o temor de ter uma CRISE precipita uma nova crise.As pessoas ficam inseguras, ressentem-se porque os próximos não a compreendem, sentem-se culpadas por assustar as pessoas queridas, às vezes, envergonhadas.
                                    A capacidade de equilíbrio homeostático, com os sintomas e sinais das Crises de Pânico, causam uma FRAGILIDADE a nível individual, em certos pacientes, que os tornam sujeitos aos ataques, em especial quando necessita adaptar-se a certas situações já experenciadas ou novas,como observei clinicamente.Os pacientes nos procuram em desespero, muitas ocasiões esperando fórmulas mágicas.Às vezes, pode-se usar âncoras e dessensibilização, mas o difícil é convencer o paciente de que, uma vez desaparecida a sintomatologia, ele  precisa permanecer em terapia, fortalecendo o ego e seus mecanismos usuais de defesa.
                                      A crise do Pânico dura de 20 a 30 minutos em média, com diferenças individuais, e, ao gerar SENSAÇÃO IMINENTE DE MORTE PRÓXIMA, piora.Aqui, o verdadeiro olho do furacão:ao acreditar que pode morrer, o sujeito amplia, consideravelmente, seus sintomas e sinais.O ápice da crise gira em torno do décimo minuto.
                                      Antidepressivos e ansiolíticos,medicamentos trifásicos podem ser associados para melhorar muitos quadros, como também anticonvulsivos.A combinação de medicamentos bem controlados mais a psicoterapia logra alcançar melhores resultados.A escolha de um médico realmente atencioso,costuma ser fundamental.Terapia ocupacional, prática de hidroterapia, meditação, Yoga são poderosos coadjuvantes.
                                       A identificação das causas pessoais desencadeantes é de suma importância.Paciência para ir montando a anamnese, vai desmontando o processo individual das neuroses, angústia, condicionamentos.
                                    À guisa de curiosidade,lembro que o deus grego Pã, rude, espalhava pavor em campônios , quando surgia com seus pés de cabra e chifres de bode.Depois foi sincretizado a Dioniso ou Baco, que amava o prazer, talvez numa tentativa de minimizar o medo...Pã originou o termo “PÂNICO”.
                                       Freud já buscava uma causa orgânica para A Síndrome do Pânico.Especialistas têm se desdobrado para desvendar esse Mal dos tempos hodiernos.É evidente que o trânsito difícil,os temores de assalto, latrocínios e assassinatos, ampliados pelas notícias veiculadas na Mass Média, têm um papel somatório nas aflições de tais sindrômicos.Muitas vezes, nem são em relação a si mesmos, mas em relação ao ausente:filho na escola, marido voltando para casa, o vôo de férias para lazer...Situações de grande tensão, como correr contra o tempo para chegar ao trabalho,carregar dinheiro ou objetos que não lhe pertençam, fazer render um salário, ser provedor,estar desempregado tendo de submeter-se a entrevistas e dinâmicas de grupo, entre centenas de outros fatores, muitas vezes são um campo fértil para a semeadura da SP.
                                       Noto , não obstante, que as pessoas de fé são mais resilientes a provocações hostis na vida das pessoas.Orar acalma, assim como fazer meditação(esvaziando-se assim a mente dos excessos), praticar certas filosofias de vida ou religiosas, como pertencer à Seicho-no-Ie, à Igreja messiânica e sua paciente prática de impondo as mãos, ministrar o joureh,ter hábitos de vida naturais, como fazer trilhas, nadar,etc,abrem o leque das possibilidades de auto-ajuda e de permitir a ajuda grupal ou de um líder, seja ele ou não um “guru”.A simples leitura de boas palavras, proporciona bem estar.A respiração integral, harmonizando mente e corpo, o teatro, a dança, são poderosos coadjuvantes no tratamento.
                                       Sobretudo, pelo aumento da auto-estima, podemos levar alguém a um caminho menos agressivo à psique.Digo sempre que Jota Cristo foi o primeiro psicólogo quando decretou:”Ama a teu próximo como a ti mesmo”.Quem se ama da forma mais tranqüila e verdadeira, em geral escapa da Síndrome do Pânico:após um assalto, pode até tornar-se mais precavido, ter certo receio de rua e suas  circunstâncias, mas entre o medo de defesa e o pânico, há muito espaço a considerar....
                          Uma jovem mulher tinha crises muito violentas ao iniciar o ato sexual.Havia sido estuprada na puberdade e , por mais que gostasse do companheiro, ao  perceber repetidos ,cheiros , sons e posições, entrava em agonia, literalmente.O coração parecia  sair-lhe pela boca-e como chegar ao orgasmo, se neste, o gozo pleno, leva à “petit mort”?Como entregar-se e ...”morrer”?Literalmente, essa possibilidade levava-a à irracional certeza de que se o permitisse, não poderia viver depois.Embora obviamente, houvesse outras implicações, descobrir esse cerne de seu pânico ajudou-a muito a libertar-se de suas outras recordações.
                                        A família e as pessoas próximas, como namorados, colegas, precisam ter muita paciência com essa pessoa-que-sofre.Ela não está simulando nem dando “piti”.Ela pensa que está morrendo.
                                       Pense nisso....
clevane pessoa de araújo lopes
Enviado por clevane pessoa de araújo lopes em 06/07/2005
Reeditado em 01/10/2008
Código do texto: T31591

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autor e o link para o site "www.sitedoautor.net(Clevane pessoa de araújo lopes;(www.clevanepessoa.net/blog.php)). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
clevane pessoa de araújo lopes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 69 anos
555 textos (176707 leituras)
21 e-livros (13423 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 08:49)
clevane pessoa de araújo lopes