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CAIBAR E MAYUMI

“Dançar é alçar vôo feliz para um lugar distante do sofrimento e medo”


Devo confessar que não conheço Caibar nem Mayumi: mas  como Caibar rima com dançar...
Nós nos encontramos numa nota  publicada em jornal da cidade, lida por mim com lágrimas nos olhos,  numa manhã de quinta-feira, antes do expediente de trabalho.
Era uma nota simples : “ Caibar querido, você alçou vôo feliz como a águia que sempre foi. Deixou-me a certeza de que tudo valeu a pena. Seu sorriso, sua alegria, seu jeito de viver estarão sempre em meu coração. Agradeço , a todo momento, por você ter feito parte da minha vida. Amo você para sempre. Mayumi “.
A Dança de Salão — samba, forró, bolero, ritmos caribenhos e baianos — é uma atividade completa. O exercício é ótimo para o corpo, para a cabeça e para a alma. E não importa muito a velocidade ou a perfeição com que se dança. Dos movimentos mais frenéticos aos mais lentos e compassados, o efeito é um só: bem-estar.
Somente quem dança como eu, no Clube de Regatas, em quase todas as tardes de domingo, tendo nos braços a companheira inseparável, pode discernir e  avaliar o peso  das palavras de Mayumi: a dor da perda.
Dançar é muito próximo de alçar vôo, é sublime, é fechar os olhos e desprender-se de todo o resto do mundo,  que fica então reduzido  a dois corpos transformados em um, imersos numa atmosfera mágica de música   e versos/poemas que nos remetem ao passado próximo e/ou longínquo, e estabelecem o ritmo do coração, dos braços, das pernas, dos quadris, da alma.
Dançar com quem amamos, olhos nos olhos ou rostos colados, corpos entrelaçados e, por vezes, ligeiramente soltos, braços envolvendo e sendo envolvidos, lábios repetindo as letras imortais dos nossos  ícones da MPB, é um momento místico de enlevo supremo, é um encontro com o divino, com o imponderável, temperado com tudo aquilo que representa  o verdadeiro sabor da vida em comunhão com o ser amado.
Rodar  em torno de todo o salão reservado para a dança, ocupar os espaços entre os demais casais, dedicar um sorriso para cada par que se une ao grupo ou para algumas pessoas que, no entorno,  se manifestam como amigos ou conhecidos, faz do momento da dança o ponto alto de todo um dia dedicado ao lazer, ao prazer e à satisfação, que um momento entre duas pessoas que se amam, pode proporcionar.
Não sei dizer se Caibar dançava com Mayumi,  mas posso garantir que, para quem gosta de dançar , fica sempre a certeza de que o momento da dança vale sempre a pena,  pelo que propicia de alegria e sorrisos, de boas lembranças, de saudável exercício físico, de interação e encontro com amigos e, principalmente, com a pessoa amada.
Tórtoro
Enviado por Tórtoro em 13/07/2005
Código do texto: T33869
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Sobre o autor
Tórtoro
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 67 anos
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