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O ESTUDO DA LÍNGUA E SUAS VARIANTES LINGUÍSTICAS

O ESTUDO DA LÍNGUA E SUAS VARIANTES LINGUÍSTICAS

Gilmara Conceição Santos Dias*
RESUMO

 A língua é o meio de comunicação entre os indivíduos, seres que possuem a capacidade inata de desenvolvê-la em seu meio social. Estudos feitos por teóricos mostram as diferentes concepções de cada um. Desde muito tempo essa é estudada através de sua etmologia. É um sistema interiorizado, que analisa a língua não através de signo internalizado, mas das regras para o entendimento do enunciado. Mediante a pesquisa realizada, constata-se que os estudos pelos teóricos expõem as variações lingüísticas dos falantes, não existindo o falar certo ou errado. Haja vista, que os lingüistas afirmam que o processo comunicacional é de grande relevância para a interrelação entre os indivíduos, mas para os gramáticos o importante são as normas gramaticais. Porém, as duas teorias se complementam, já que o importante é o ato de se comunicar, e se fazer entender no processo eloqüente de cada ser humano.

Palavras-chave: Humano. Indivíduos. Língua. Signo. Teoria.
RESUMEN

El lenguaje es el medio de comunicación entre los individuos, los seres que tienen la capacidad innata para desarrollar en su entorno social. Los estudios teóricos, mostrando las diferentes concepciones de cada uno. Durante mucho tiempo esto se estudia a través de su etimología. Es un sistema interiorizado que analiza el lenguaje de los signos internalizados no a través de las reglas internalizadas para la comprensión del enunciado. A través de la investigación, parece que los estudios teóricos mediante la exposición de las variantes lingüísticas de los hablantes, lo que no es correcta o incorrecta de hablar. Teniendo en cuenta que los lingüistas dicen que el proceso de comunicación es de gran importancia a la interrelación entre los individuos, sino de los gramáticos importantes son las reglas gramaticales. Sin embargo, las dos teorías son complementarias, ya que lo importante es el acto de comunicar, y hacerse entender en el proceso de todo ser humano elocuente.

Palabras - chaves: Humano, Individual. Lengua. Signo. Teoria.
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*Mestranda em Letras e Lingüística pela Universidad Tecnológica Intercontinental - UTIC, Asunción - PY. Professora da Escola Estadual Brigadeiro Haroldo Coimbra Veloso e a Escola Municipal Carmem Valente da Silva, sob orientação da profª Drª Rosângela Lemos da Silva.


1 INTRODUÇÃO


O presente artigo abordará o estudo da língua e suas variantes lingüísticas. Pois, o homem é o ser capaz de comunicar, interagir e expor as suas idéias, haja vista que este já nasce com essa capacidade, como afirma alguns teóricos, como Chomsky, entre outros, onde a linguagem é inata, criativa e o homem é um ser social. Partindo dessa premissa, questiona-se: Porque a gramática normativa enfatiza que a língua falada deve seguir criteriosamente as regras pautadas na norma culta, reconhecida como padrão na sociedade e enquanto isso a lingüística prega que o importante no ato do processo lingüístico é a forma de comunicar, sendo que para a gramática é visto como uma fala errônea. Como fica às práticas das variações lingüísticas, pelos seres falantes? Haja vista, que toda língua é dinâmica, eficaz, prática e social. Porque através do processo lingüístico as pessoas podem fazer uma comunicação relevante para atender às suas necessidades: econômicas, religiosas, sociais e  culturais.
Mediante a exposição temos como objetividade de analisar a língua e o processo de variações lingüísticas, de acordo com os tipos. Onde este trabalho que será publicado por meio eletrônico, será socializado via Mesa-Redonda como forma de situar os mestrandos, professores e pesquisadores e ao mesmo tempo levar conhecimentos específicos sobre: A abordagem histórica das variações lingüísticas: a lingüística em destaque e métodos relevantes no contexto da lingüística, A lingüística Diacrônica, A lingüística na visão semântica, Método Comparativo, O papel da lingüística no século XX, As concepções da lingüística segundo Bakhtin, As concepções de língua e sociedade e as Variações Linguísticas.


 




2 ABORDAGEM HISTÓRICA DAS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
2.1 SÉCULO XIX: A LINGUÍSTICA EM DESTAQUE
 
A linguagem é um objeto de estudo muito antigo, dependendo do meio o indivíduo tem a capacidade de desenvolvê-la. A lingüística começou a ser conhecida como ciência a partir do século XIX, os estudos realizados não eram comprovados, e sim pré-escritos. Os lingüistas tinham o objetivo de estudar a etmologia da língua.
O lingüista, Saussure contribuiu com os seus estudos pré-saussure e Saussure, que foi de grande relevância para as pesquisas posteriores. O processo de estudo da lingüística baseou-se na fase filosófica a qual os gregos foram os precursores com os estudos sobre a origem da linguagem, de acordo com suas pesquisas a respeito da língua, analisando a etimologia, a semântica, retórica, a morfologia, a fonologia, a filologia e a sintaxe.
Os gregos observavam a linguagem de forma prática, ou, seja, descreviam a língua, de acordo com as regras da gramática enfatizando a leitura e a escrita. Os estudos filosóficos deste tempo eram apenas científicos. A fase filosófica influenciadas pelos gregos permaneceu até a Idade Média.
Os estudos pré- saussurianos eram baseados na Filologia da morfologia, sintaxe e na  fonética da língua.Friedrich Wolf, foi o patriarca dessa fase, influenciando toda a Idade Média pois, a filologia defendia o costume e as histórias do povo.Essa pesquisa serviram para a origem da lingüística.
No final do século XVIII e início do século XIX, Os estudos histórico-comparativista são marcados pelas pesquisas realizadas para saber o processo de evolução da língua e não somente como estas funcionam. Nesse período ocorreu a descoberta do sânscrito, antiga língua da Índia.
O teórico Bopp descreveu as flexões verbais de diversas línguas, relacionando com outras línguas, através do sânscrito. A fase histórica- comparativista contribuiu através das bases científicas para a lingüística do século XX e para os estudos de Saussure e Bloomfield.




2.2.1 A LINGÜÍSTICA DIACRÔNICA

Com o decorrer do tempo, as línguas sofrem mudanças. A linguagem do século XV é diferente do século XXI. A lingüística diacrônica estuda a descrição da língua. Segundo o teórico Saussure “todas as ciências deveriam ter interesse em assinala”, para o lingüista a língua sofre evoluções. Essa concepção do lingüista mostra que a língua não é estática, ela está em processo de mudanças, dependendo de cada situação e do meio. O objetivo dessa ciência é estudar as relações entre os termos que existem com que os novos que surgem a cada dia.
       
2.2.2 A LINGÜÍSTICA NA VISÃO SEMÂNTICA

O estudo das palavras, conforme Bréal que analisa as mudanças dos significados das palavras. As pesquisas realizadas observou  a lingüística sincrônica, ou, seja, não se tem uma análise que sobre as mudanças fonéticas. As mudanças que ocorrem no significado das palavras são independentes em um determinado meio. Para Saussure o homem é um ser social, no qual ele nasce com uma linguagem e a desenvolve de acordo com as situações vivenciadas, não se deve discriminar um indivíduo pela sua fala, mais respeitá- lo de acordo com sua oratória, pois não existe o falar certo ou errado, mais o diferente dependendo das variações das línguas.

2.2.3 MÉTODO COMPARATIVO

O método comparativo estuda as relações entre as línguas,,essas são classificadas em famílias,  de acordo coma a teoria dos gramáticos, elas sofrem alterações. Segundo William Jones, em seus estudos destacou-se as semelhanças entre as línguas gregas, latinas, persa e o sânscrito.
O conhecimento sobre a origem das línguas é amplo e as semelhanças das línguas que ainda não tinham sido realizadas. O fonológico de cada língua é assimilado através das leis fonéticas. De acordo com Grimm, as modificações fonológica da língua pertencem as origens lingüísticas.
O indivíduo é um ser cultural, o qual possui uma inteligência e a capacidade de criar as línguas elas modificam com o tempo. O estudo dos lingüistas identificar as inovações dentro das línguas e adequá- la de acordo com cada língua.    

2.3 O PAPEL DA LINGUÍSTICA NO SÉCULO XX

 Os estudos realizados anteriormente baseavam-se na língua e na linguagem. Mediante os estudos feitos por Saussure, que analisou e pesquisou a langue (língua) de comunidade: ad regularidades do léxico, da gramática e da fonologia que toda pessoa absorve ao ser criada em uma determinada comunidade.
A escola de Saussure serviu de modelo para muitos estudiosos, principalmente em Praga. Alguns teóricos como Nicolai Trubetskoi enfatizou a questão da fonologia e, sobretudo, em distinção em relação à fonética. Romam Jakobson formulou os estudos com os elementos da comunicação.
De acordo com os estudos realizados feitos por Ferdinand de Saussure, que estudou a língua não apenas diacronicamente, mas também sincronicamente, ou seja, a língua por ela mesma, considerando como sistema estruturado, utilizando-se do método descritivo, também chamado estrutural. Pois a principal contribuição de Saussure foi a gramática descritiva, que estuda a língua de acordo como ela se apresenta e esta serviu de base para os estruturalistas analisarem os fenômenos lingüísticos.


3 AS CONCEPÇÕES DA LÍNGUA SEGUNDO BAKHTIN


Os estudos realizados por este teórico analisa a língua como uma atividade mental observando as competências de cada ser. Segundo Bakhtin, a “A língua é um processo de construção, que se materializa sob a forma de falas individuais”, mediante a essa concepção que cada ser detém de um tipo de linguagem, pois se comunica de acordo com as estruturas que possuem não observando os meios e sim, a sua situação em que se encontra.
Levando em consideração o seu conhecimento de mundo. Deve-se observar que a língua ela está em processo de construção, pois o estudo cada vez requer análises mais aprofundada. A língua é uma atividade social, na qual o importante não é o enunciado e sim, a comunicação entre os indivíduos, segundo as teorias de Bakhtin e Saussure.
   

3.2 CONCEPÇÕES DE LÍNGUA E SOCIEDADE
         

 O estudo baseia-se nas visões de mundo pré-científicas e em sistemas organizados. Desde da sociedade grego- romana as pessoas para serem reconhecidas como cidadão eram necessárias alguns critérios;Tinham que ser homem e ser livre, fazendo com que o escravo fosse excluído da sociedade e das decisões de seu pai.
           A língua era usada pelos que pertenciam a uma classe social econômica mais elevada. Para Bagno (2001b: 102), “a língua das classes é automaticamente estabelecida como a forma correta de expressão”,mediante a esse pensamento observa-se que a língua tem o poder de persuadir a pessoa.
          Portanto, para a gramática o objeto de estudo é a escrita, as quais devem ser estudadas de acordo como são as normas estabelecidas. A língua portuguesa no Brasil segue essas regras as quais dificultam o emprego dos nativos falantes. É muito importante os estudos realizados pelos lingüistas, que analisam a língua desde a etmologia e suas variações lingüísticas.


4 AS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
         

 De acordo com os estudos realizados por Ferdinand Saussure, que estudou a língua diacronicamente e sincronicamente. Ou,seja, a língua por ela mesma, considerando como um sistema estruturado, utilizando-se do método descritivo também chamado estrutural. Saussure estudou a langue de cada comunidade.
        Alguns teóricos como Nicolai Trubetskoi  estudou a questão da fonologia e, sobretudo, em distinção em relação a fonética. Romam Jakobson enfatizou os elementos da comunicação. Toda língua possui variações lingüística, as quais podem ser estudadas por meio de sua historia.
      As pesquisas realizadas pelos teóricos são baseadas mediantes fundamentações. Segundo Tarallo, todas as línguas variam, isto é, não existe nenhuma sociedade ou comunidade na qual todos falem da mesma linguagem. Ou, seja a variação lingüística comprova que a fala sofre modificações dependo do contexto em que ela é usada. Baseando-se na teoria de Saussure que o ser é social, independente de sua classe social, econômica e cultural. O ser humano nasce com uma linguagem a aperfeiçoa de acordo com sua vivência de mundo, não quer dizer o falar dos habitantes de uma região é a correta em relação da outra.
  Portanto, linguisticamente o importante é a comunicação independentemente de regras gramaticais. O lingüista estuda a língua e as variantes de acordo com os falantes. Entretanto, a lingüística é uma ciência que investiga e analisa os sotaques de um determinado grupo social.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


As variações lingüísticas fazem parte da nossa realidade da língua portuguesa, onde são vistas de formas diferenciadas por pessoas da comunidade. Porém, às vezes estas criam um desconforto quando são mal interpretadas por alguns, isto é, quando um determinado sujeito utiliza do recurso da linguagem na norma coloquial ou vulgar é criticado e desrespeitado linguisticamente e moral. Mas aquele que utiliza da norma culto-padrão é visto com outro olhar, considerado o erudito e intelectual perante a sociedade, na qual faz parte.
Mediante a exposição afirmamos que a pesquisa é verdadeira, pautada na hipótese e nos objetivos. Partindo dessa premissa, sugerimos novas pesquisas: As variações lingüísticas como ferramenta primordial na vida humana; as variações como incentivadoras de novas culturas intercambiais, como forma de contribuir com a ciência no campo da lingüística.








REFERÊNCIAS

MARTELOTTA, Mário Eduardo, Oliveira, Mariângela Rios. Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008.

www.cienciaeconhecimento.com

PT. wikipedia.org/wiki/semântica

www.vtp.br./eletras/ea/eletras1/arto4.htm
P.t.wikipédia.org/wiki/semântica

GILMARADIAS
Enviado por GILMARADIAS em 17/01/2012
Código do texto: T3445614

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Sobre a autora
GILMARADIAS
Santarém - Pará - Brasil, 33 anos
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