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DIVERSIDADE CULTURAL UM DESAFIO NA ESCOLA GABRIEL LAGE


   
   DIVERSIDADE CULTURAL UM DESAFIO NA ESCOLA GABRIEL LAGE                                                          Maria do Carmo Lacerda Souza


RESUMO:

O Brasil é o país da diversidade cultural e a instituição escolar é responsável por acolher a diversidade e construir sua história acolhendo- a na unidade. O  objetivo nesse artigo foi de observar e analisar como a escola tem enfrentado esse desafio de educar a diversidade cultural. A educação de qualidade é um direito de todos, e para cumprir seu papel a escola precisa ressignificar os conteúdos curriculares para fomentar novas mentalidades, precisa oferecer formação continuada aos professores e mobilizar a todos para um planejamento participativo numa proposta reflexiva sobre as ações educativas e seus resultados,motivando os participantes de modo que não haja desãnimo na construção do projeto que visa a educação para todos e transformadora da sociedade.O resultado obtido na pesquisa  mostrou que a escola terá que inovar sua prática pedagógica para produzir saberes significativos  capazes de quebrar as barreiras do preconceito e discriminação ainda presente. A  observação direta no ambiente e nas relações que  se estabelecem no ambiente escolar  demonstrou que a escola está caminhando na busca do trabalho que inclua a diversidade cultural.

Palavras Chaves: Diversidade Cultural .Currículo.Formação de Professores.planejamento participativo.

       ABSTRACT
Brazil is the country's cultural and educational institution is responsible for accommodating diversity and build your story welcoming it into the drive. The purpose of this article was to observe and analyze how the school has faced the challenge of educating for cultural diversity. Quality education is a right for all, and to fulfill its role needs to reframe the school curricula to foster new attitudes, needs to offer continuing education for teachers and mobilize everyone to a participatory planning reflective of a proposal on their educational and results, motivating participants so that there is no discouragement in the construction of the project aimed at transforming education for all and the result obtained in society.The research showed that the school will have to innovate their practice to produce meaningful knowledge that can break down the barriers prejudice and discrimination still present. Direct observation of the environment and the relationships established in the school environment demonstrated that the school is heading in the job search that includes cultural diversity.

Keywords: Cultural Diversity. Currículo.Formação Professores.planejamento of participation.






        1.INTRODUÇÃO


            O tema diversidade cultural é relevante no atual contexto na educação que prima pelo respeito ás diferenças, á diversidade e a partir do momento em que a escola desenvolve um trabalho voltado para atender a sua clientela heterogênea sem exclusões. A escola não pode isentar-se do compromisso com os mais necessitados e fragilizados por um sistema desumano e preconceituoso. Educar exige além do cumprimento das obrigações, requer uma postura ética que valorize as culturas que vem sofrendo discriminação nos espaços escolares.

        Ao longo da história da educação brasileira a escola tem privilegiado a cultura do homem branco e hoje, tem dificuldade para educar valorizando a diversidade. A diversidade deve ser educada na igualdade e isso é um problema a ser enfrentados pela escola que precisa oportunizar e produzir saberes a todos sem distinção em todos os níveis de aprendizagens com diversas estratégias para acolher a todos.

       Este artigo é resultado de uma pesquisa de campo realizada na escola Municipal  Gabriel  Lage da Silva com professores das disciplinas de  história e artes e  alunos do 6º ao 9º ano, com o objetivo de observar como a escola tem enfrentado o desafio de oferecer um ensino que respeite a cultura  diversificada da comunidade escolar, e se o currículo, está voltado para uma proposta de trabalho a serviço da eliminação de qualquer tipo de preconceito por parte de educadores e educando,  como é realizada a motivação para uma educação   com a aprendizagem significativa numa perspectiva que envolva escola e comunidade em geral.Foi  levantada a  formação dos professores e a oferta da  formação continuada como é ofertada se o   ambiente é harmonioso formador de alunos críticos, solidários, ativos e criativo, capazes de ler e reler o mundo, conscientes de quem são e seu papel como humano entre os seres vivos e o meio ambiente.

         O trabalho está dividido em quatro partes. Inicia–se no com a diversidade cultural: currículo. No segundo O desafio da formação de professores. O terceiro, planejamento participativo: motivação dos envolvidos no planejamento participativo e o quarto: resultado da pesquisa .

         A metodologia utilizada na pesquisa que deu origem a este artigo foi a pesquisa de campo o que permitiu conhecer novos tipos de preconceito  como a zona rural  que exige repensar o currículo escolar e a educação de forma que contribua para a diminuição das discriminações em sala de aula. As técnicas empregada na pesquisa foram aplicações de questionários e realização de entrevistas procurando compreender como estão enfrentando o desafio de educar a diversidade cultural na escola.

       Com o presente estudo espera-se suscitar maior reflexão sobre a diversidade cultural e os desafios que a escola enfrenta de modo melhor compreender a problemática e buscar caminhos que facilitem a oferta de uma educação inclusiva, sem discriminação que realmente respeite a diversidade cultural onde a educação possa acolher a diversidade na igualdade.


1     DIVERSIDADE CULTURAL UM DESAFIO NA ESCOLA

La Taille (1992) fala que o homem é um ser essencialmente social, impossível, portanto, de ser pensado fora do contexto da sociedade em que nasce e vive. Sendo assim, o aluno trás para a escola uma grade quantidade de informações da sua sociedade e realidade e com elas, a cultura a qual absorveu com o convívio na sociedade . A escola recebe uma infinidade de culturas ao receber seus alunos, assim ela cria um ambiente de diversidades culturais que precisam ser valorizadas pela educação escolar.

A escola deve olhar o ser humano como ele é, singular na sua maneira de aprender e interagir com os outros e a aprendizagem além de depender da estrutura biológica precisa de estímulos que devem ser recebidos desde a infância. Sendo assim cada pessoa é única e possui uma história assim como um conjunto estrutural que o forma: biológico, social e cultural.

A escola recebe uma demanda de diferentes grupos étnicos, uma variedade de culturas e deve assumir a perspectiva inclusiva, buscar desenvolver competências e propor conteúdos com as experiências vividas pelos alunos, para que atribuam significados aos conteúdos, tendo participação ativa nesse processo.

      “Cultura é uma preocupação contemporânea, bem viva nos tempos atuais. É uma preocupação em entender os muitos caminhos que conduziram os grupos humanos às suas relações presentes e suas perspectivas de futuro. O desenvolvimento da humanidade está marcado por contatos e conflitos entre modos diferentes de organizar a vida social, de se apropriar dos recursos naturais e transformá-los, de conceber a realidade e expressá-la.” (Santos,1983 p.3)

Frente a diversidade de culturas na sala de aula o professor precisa ter claro os objetivos que pretende alcançar com atividades que oportunize a todos os alunos mais precisa de diferentes estratégias para alcançá-los. A educação para a diversidade envolve atividades de interação em grupo e individual, previamente planejada ou de livre escolha por aluno e/ou professor. Salientando que diversificar significa formar grupos heterogêneos para a troca de experiências e desenvolvimento individual. Segundo Paulo Freire “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.


2.2 O CURRÍCULO PARA A DIVERSIDADE CULTURAL

 O currículo o qual introduz sempre conhecimentos novos, que não se limita mais sim, é dinâmico e de certa forma contribui para a formação humana dos sujeitos pode ser um caminho para trabalhar as questões sobre preconceito, discriminação, racismo e diversidade cultural e assim poderá estar a serviço da formação humana e estará incluindo a todos no acesso aos bens culturais e ao conhecimento.

                                                                            “O currículo é importante elemento constitutivo da
                                                                              organização escolar.”(Veredas,20004 p.149)


            O currículo pensado para a diversidade deve ver o homem na sua singularidade de saberes, modos de vida, culturas, personalidade e meios de olhar o mundo.A  escola não pode se omitir desse compromisso enquanto responsável por receber de modo acolhedor a diversidade em sua unidade.

  As práticas curriculares sempre estiveram em defesa da classe dominante que  para a manutenção  de seu poder manipularam o conhecimento e os saberes com base na afirmação de uma hegemonia racional que colocava em desvantagem as minorias desprestigiadas dos bens culturais. E hoje infelizmente, essa prática ainda é um exercício em muitas escolas que não aceitam a flexibilidade do currículo como caminho para enriquecimento dos saberes diversificados e produzidos pelos alunos.

Não estamos aqui, negando que os conteúdos escolhidos hoje, para o currículo são importantes para a formação humana. O que estamos afirmando é que estes não devem se resumir apenas a reprodução dos  saberes ali impostos, vai muito além. A escola não pode permitir que o aluno seja apenas um receptor de conteúdos a maioria das vezes desconexos da realidade social em que está inserido, sem mesmo levar em conta a sua situação existencial, suas reais necessidades, sua cultura e suas curiosidades  para que não venha a oferecer a educação que Paulo Freire(1970)chamou de” educação bancária”, aquela que o professor  deposita  os conteúdos e saca numa prova como se os alunos não trouxessem para escola nenhum conhecimento anterior para interagir e   compartilhar com a turma.

Esse interagir é reforçado por Bagno (2001.p.57), para quem a escola, além de transmitir conhecimentos básicos, tem como função principal ajudar o estudante a produzir seu próprio conhecimento. Segundo o autor, a escola não pode fechar-se em si mesma e para o mundo; ela deve tornar-se dinâmica, favorecer a troca de saberes,e permitir que estes  venham a transformar a sociedade.
É fundamental reconhecer que o aluno não está na escola apenas para receber informações, mas que como sujeito histórico trás suas experiências de vida adquiridas culturalmente no cotidiano e conhecimentos que devem ser valorizados e explorados efetiva e afetivamente.

Para isso é preciso rever o currículo reconhecendo que há várias culturas e posicionamentos sociais na sala de aula, e a relação de poder existente para que possa  fundamentar o currículo no reconhecimento dessas diferenças buscando o respeito ao outro e a valorização da diversidade cultural .
Quando pensamos em refazer e repensar o currículo, precisamos refletir sobre as nossas sensibilidades para com os alunos. Como o vemos como eles se mostram, somos obrigados a repensar o que ensinamos e o que aprendemos. Temos que rever nossas prática pedagógicas, nossas metodologias de ensino e os conteúdos de nossa docência.
Porém hoje tudo na escola é preparado com antecedência para alunos homogêneos até  parece que a escola vai receber o aluno desejado e modelo padrão e quando a realidade não se confirma dentro do interior da escola e a grande maioria não consegue atingir o índice de aprendizagem pré – definido, são rotulados de incapazes.
A previsão que as escolas ainda praticam em seus espaços negam a muitos o direito de aprendizagem e reforçam o preconceito desvalorizando culturas quando deveriam acolher todos os saberes oriundos da experiência dos alunos, bem como sua visão de mundo e da vida. A escola, enquanto lugar de acolhimento as diferenças, troca de experiência, descoberta, e aprendizados diversos, precisa abrir-se para a realidade dos alunos e da comunidade. Essa realidade é fundamental para a complementação do currículo escolar.
O currículo elaborado pela escola precisa ser pensado coletivamente, em cada unidade escolar, visando enfrentar os desafios que a diversidade cultural tem nos imposto. Esses desafios passam por um compromisso por uma escola cada vez mais democrática.
A diversidade cultural trás o desafio da diferença e do cruzamento de culturas que a escola precisa valorizar ao construir o currículo.
O que sugerimos neste artigo requer uma tomada de consciência por parte dos professores no coletivo, uma proposta de currículo que introduza neste, a experiência de vida dos alunos sejam eles zona urbana, ou rural, negro, branco, índio ou mestiço, pobres ou ricos, com ou sem necessidades especiais, diferenças de gênero e  religiosas .
Uma educação para todos exige um currículo ”real” que possibilite mudanças de concepções, de métodos pedagógicos e formação continuada aos docentes, que estimule a valorização da diversidade cultural e sua complexidade assim como as experiências humanas. Não estamos aqui apontando culpados mais sim, sugerindo mudança de postura, pois sabemos que a construção do currículo é no coletivo e cada sujeito é responsável pelo processo educativo e assim deve se comprometer pela implementação de um currículo que atenda aquilo que nos propomos uma educação que atenda a diversidade cultural de nosso país e isso exige mudanças nas intenções daquilo  que queremos para nossos alunos na escola.
Devemos levar em consideração que o currículo não é mero transmissor de conteúdos e conhecimentos  pois é histórico, político e se estabelece da relação social realizada entre pessoas e deve ser construído visando contribuir para práticas educativas que auxiliem no respeito á diversidade cultural.
3. O DESAFIO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Acreditamos que a escola é o meio de mudança social, capaz de reduzir ou por fim ao preconceito, mas para isso, é necessário professores qualificados para desenvolver atividades com vista a realização de tais fins.
                      A educação é essencialmente um ato de conhecimento e de conscientização, mas para que isso se torne possível precisamos que os professores conduzam os alunos no processo de respeito a diversidade cultural que se concretiza nas relações humanas conduzidas para a cidadania em direção a transformação da sociedade que se encontra em constante processo de (re) construção.
            E ao professor cabe ensinar, sendo essa sua principal função e a formação inicial e continuada o capacita a cumprir seu papel no processo de ensino aprendizagem quando este é compromissado com seus deveres e responsabilidades de educador que envolve a decisão lúcida e profunda de quem assume, aderindo o desafio da diversidade a serviço da unidade .
Portanto o professor com formação inicial e continuada terá compromisso com a educação que garanta os direitos do aluno aprender de fato e ainda desenvolver no aluno o senso crítico capacitando-o a perceber que quando o aluno não aprende o que a escola tem para ensinar este tem seu direito de cidadania negado.
O grande desafio do professor é fazer com que todos os seus alunos se apropriem do conhecimento. Mas é também que estes saibam das coisas que quer fazer, o por que está na escola e o que a escola tem de bom para lhe ensinar.E para isso o professor deve ter domínio do conteúdo e métodos de ensino além de dedicação no trabalho de ensinar que deve ser dinâmico. O professor deve ser capaz de diversificar seus meios para atingir os objetivos traçados, para tanto deve ter estar capacitado e qualificado ao trabalho de construir coletivamente com os alunos e a comunidade escolar projetos que contemplem as curiosidades dos alunos nas atividades extra- curriculares e curriculares com respeito a cultura e origem dos alunos e isso só é possível ao professor com profissionalização.
Sabemos que os cursos de formação inicial tem um papel muito importante na construção do profissional mas é na formação continuada que o perfil do profissional vai se constituir.
“Dessa forma um programa de formação continuada se faz necessário para atualizarmos nossos conhecimentos, principalmente para analisarmos as mudanças que ocorrem em nossa prática, bem como atribuirmos direções esperadas de mudanças.” (Christov,1988 p.9)

A profissionalização prepara o professor para acolher a todos  e promover o respeito a diversidade cultural, oferecendo uma educação no processo de busca de conhecimento que parta da realidade do aluno. O professor qualificado  organiza as situações de aprendizagem do aluno objetivando desenvolver habilidades e competências e ainda oportuniza situações e atividades que o possibilitam alcançar essa meta.
 Dessa forma o professor capacitado vai despertar e desenvolver competências e propor conteúdos com recursos e estratégias de ensinos que levem o aluno a aprendizagens significativas que os ajudem a superar o preconceito e discriminação ainda presente em nossa sociedade.
Sendo assim a profissionalização do professor é muito importante para romper com a educação exclusivista ainda presente na sociedade pois ele é formador de opinião e  meio  eficaz  de educar com respeito a diversidade cultural.
                      “A profissionalização não se resume a formação profissional, mas envolve alternativas que garantam melhores condições objetivas de trabalho e de atuação e respeitem as práticas pedagógicas construídas ao longo da existência profissional. A profissionalização percorre outros caminhos que não são garantidos somente pela formação inicial”.(Hypólito, 1999).
 Assim precisamos de  investimento nessa profissionalização, processo que deve melhorar tanto a formação inicial como o acesso a sua função, e a formação continuada que deve ser ofertada para seu melhor desempenho .
O profissional da educação deve adquirir em sua formação competências e habilidades necessárias para desempenhar sua função com sucesso e essa profissionalização é garantida em lei.
A constituição Federal de 1988 garante a entrada na profissão por processo seletivo, quando essa menciona o concurso público para o ingresso e ainda dá garantia de padrão de qualidade como princípio da educação e a visão do docente como profissional do ensino, desse modo exigindo um perfil da profissão.
A Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 LDB no art. 67 também trata da valorização do profissional do magistério e exige formação inicial em nível superior e garante a formação continuada aos docentes, período reservado a estudo; piso salarial profissional; progressão funcional; ingresso por concurso e condições adequadas ao de trabalho.
Vemos assim que a partir dos anos 80 com a Constituição Federal o magistério que era desvalorizado, e a função de professor estava diretamente ligada a certas virtudes passou a estar garantido em lei, além da bandeira de luta que foi levantada por sindicatos, sociedade  e gestores dos sistemas de ensino, como uma meta a ser atingida por todos em comum, porém esta luta precisa de infra estrutura  material e maior financiamento.Precisa ainda de motivação que está no salário justo para professores, jornada de trabalho com estudos previstos, organizados e planejamento,  visando o desenvolvimento profissional permanente.
Sacristán (1991) faz um alerta a respeito do profissionalismo para não o identificarmos como aspecto técnico de intervenção produzido externamente á prática. O profissionalismo docente ideal deve estar alicerçado em orientações éticas visando uma educação de qualidade de acordo com as idéias democráticas, que respeite os valores profissionais.
A formação de profissionais da educação tem a responsabilidade de preparar aquele que estará apto a ensinar além dos conteúdos e técnicas compreendendo a dimensão política e social da atividade educativa valorizando a relação da escola com a comunidade na diversidade cultural existente.
Sendo assim precisamos por em ação o que a Lei garante ao professor, as escolas devem ofertar a formação continuada ao seu corpo docente, para ter certeza que cumpriu seu papel na busca pela educação de qualidade e para todos.

 4. PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
Planejar é uma ação conatural humana, porém na educação essa ação é organizada, precisa de teoria, tomada de decisão em ação contínua no coletivo, ou seja com a participação de toda a comunidade escolar.
Para GANDIN (1988 p.82), participação é “construção em conjunto”.No processo educativo participativo, todos tem sua palavra a dizer.Face a isto, a participação no processo decisório de alunos, professores, pais, determina nova orientação da ação pedagógico-administrativa da escola.
Assim a escola que faz parte da sociedade num mundo globalizado e com sua diversidade cultural precisa de planejamento participativo, flexível construído democraticamente, este não pode ser concebido apenas como meio de integrar escola, família e comunidade e sim objetivar a realização das pessoas e a transformação da sociedade.
Para que sociedade seja transformada e respeite a diversidade cultural  é preciso educar o homem com novos anseios e valores que a educação formadora de opinião deve assumir como meta, assim planejar participativamente exige questionamentos como que sociedade temos e qual queremos alcançar ?(utopia)  De onde partiremos ? Onde estamos? (diagnóstico) O que podemos fazer para alcançar essa transformação? (programação).
Para tanto é necessário posicionamento crítico dos envolvidos no ato de planejar participativo, com o olhar e consciência crítica da realidade existencial para programar ações coerentes e eficazes para que se alcance as metas traçadas com vista a mudanças da realidade. Sendo importante também seguir o processo com elaboração, execução e avaliação continua e jamais permitir que este seja apenas mais um documento engavetado.
Ao refletir a realidade faz-se necessário analisar todos os aspectos econômico, político, social, religioso e a diversidade cultural para compreender o aqui e agora participativamente  e construir o marco situacional fielmente.
Partindo dessa realidade presente pensar  coletivamente o que quer para o futuro, de modo que possa idealizar uma nova sociedade com novas relações e construir o marco doutrinal da escola de modo democrático.
Finalmente garantindo com que todos possam ter direito a vez e a voz, traçar as linhas de ação a serem assumidas pela escola a fim de transformar a comunidade e a sociedade em que vive.
O planejamento participativo é um pensar e planejar conjunto e democrático que leva a olhar a vida hoje como ela é? Quero viver assim ? Caso queira mudança, a escola terá que funcionar assim: respeitando a diversidade cultural, incluindo a todos sem preconceito e discriminação de credo, raça, religião, situação financeira ou de gênero e com avaliação continua de modo participativo.
4.1  MOTIVAÇÃO DOS ENVOLVIDOS NA CONSTRUÇÃO DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
Para LIMA(1971 p.31)”motivar não é se não mobilizar as forças físicas e psicológicas e levar os participantes ao pleno engajamento.” A pessoa motivada assume com entusiasmo integralmente o planejamento participativo da escola e desenvolve a tarefa de construí-lo com prazer.
Sendo assim os participantes precisam de incentivo estimulo e desejo de mudança na sociedade para usar a imaginação em busca de soluções novas para os problemas reais, além de iniciativa e criatividade que só surgem em pessoas entusiasmadas pelo processo de planejamento participativo.
Como o processo de planejar participativo visa envolver todas as pessoas da instituição escolar por um objetivo comum a todos, é importante que estes sejam levados a envolverem-se com responsabilidade na tarefa de construir o projeto e para tanto é preciso de entusiasmo.
É papel da equipe coordenadora entusiasmar os envolvidos no processo  participativo levando-os a assumir tarefas e propiciar um clima harmonioso nos debates, de maneira que ocorra com respeito  dialogo democrático com integração e coesão no grupo.
Não podemos esquecer que para motivar os outros é necessário que a equipe coordenadora esteja entusiasmada para organizar a ação com a participação de todos e ter conhecimento teórico e capacidade de repassá-los aos participantes  pois esse conhecimento enriquece a prática, é fundamental ofertar  seminários, estudos, reflexões e discussões para a conscientização dos participantes .
E para que o entusiasmo inicial permaneça durante todo o processo é importante que esteja claro da possibilidade de erros durante o planejamento e que estes erros precisam ser aceitos como indicação de futuros acertos. Esclarecer  ainda, que podem ocorrer conflitos o processo de planejar, e que a divergência de opinião serve para  o crescimento do grupo e não para separá-los pois o objetivo é união em prol de mudança e transformação social.
Outro fator que não pode ser esquecido é a disponibilização de suporte, material para a realização das tarefas como recursos físicos, tecnológicos, didáticos os recursos são  motivadores,  portanto a equipe coordenadora deve preocupar-se em organizar previamente todo a infra- estrutura necessária para a realização do processo participativo.
Sendo assim, a equipe coordenadora deve ser selecionada pela capacidade de liderança, responsabilidade, conhecimento e motivação pois uma das tarefas dessa equipe é se dispor a  animar o processo que sem isso estará fadado ao fracasso.
A escola que assume a tarefa de construir o planejamento participativo tem que acreditar que ele é um caminho para a transformação e nas pessoas que o constrói, pois  crer é um sentimento que promove entusiasmo  e  dividir tarefa exige confiança, fazer o outro sentir-se confiável é essencial para a relação sociável e respeitosa  do grupo.
A metodologia dinâmica,  também motiva os participantes, com tarefas diversificadas, como: atividades individuais, em grupo, subgrupo e plenário . Dinamizar é envolver a todos com entusiasmo, mobilizando-os a um fazer com alegria. Sendo assim use estratégias, como distribuir textos, provocar debates em que todos possam se manifestar, promover palestras,organizar encontros para integração e aproximação das pessoas,realizar encontros semanais, divulgar o andamento do trabalho, promover retiro tudo voltado para o planejar participativo mantendo o interesse e a motivação.
O acompanhamento dos coordenadores deve ser constante e motivador durante todo o processo usando linguagem clara e objetiva para que todos o compreendam levando-os ao diálogo e a partilha satisfatória.  A criatividade deve ser usada durante todo o processo para evitar repetições desanimadoras que enfraquecem o grupo.
A avaliar envolvendo todos os integrantes deve ser uma prática constante, pois analisar os acertos e erros, verificar se os resultados foram alcançados, perceber se ouve progresso considerando os objetivos, descobrir quais os aspectos positivos e negativos,trocar experiências, aumentar a eficácia do plano de ação, propiciar ( re)planejamento, localizar os problemas que ocorreram no desenvolvimento tudo isso em grupo é motivador.
       O grande desafio do planejamento participativo é justamente manter a motivação dos participantes, sabe-se que não é fácil e isso deve ser esclarecido ao grupo, que tendo a clareza dos problemas terá consciência da responsabilidade com a interação e motivação


5. RESULTADO DA PESQUISA
          Ao longo desta pesquisa e analise dos dados buscamos identificar o verdadeiro significado do fenômeno estudado, partindo de etapas próprias, do problema e das hipóteses norteadoras onde algumas foram confirmadas. Aplicamos entrevistas e questionários aos professores da disciplina de história e artes do 6º e 9º e alguns alunos dos respectivos anos do Ensino Fundamental na escola Professor Gabriel Lage da Silva, localizada no município de Tailândia estado do Pará, a amostra foi definida pelo critério de disciplinas, sendo composta por 4 professores de história e 5 de artes representando o total geral de professores das disciplinas, e 35 alunos do período matutino , 35 do período vespertino e 35 do período noturno num total de 35 alunos, sendo 5 de cada turma, 21 uma turma no total, e 105 alunos representando 9% de 1180 alunos distribuídos nos três turnos.
Ao realizarmos a pesquisa, no contato direto com professores e alunos buscamos chegar as respostas ao problema do qual partimos e encontramos fatos novos para analisarmos no futuro, que muito nos entusiasmou para um posterior estudo, mas no momento nos mantivemos focados em nosso tema para chegarmos á sua essência.Com as informações obtidas na coleta de dados e as nossas observações no próprio ambiente  detectamos a grande diversidade cultural que lá existe, detectamos ainda, que o preconceito e a discriminação ainda está muito presente nas relações , e que o tema é pouco explorado, tendo um destaque apenas nas datas comemorativas na disciplina de arte, e em história é um pouco mais trabalhado por estar incluído no livro didático na história do Brasil na  que fala do negro e do índio , o planejamento anual também contempla a historia do negro por exigência da lei 10... É preocupante não incluir a diversidade cultura de modo mais abrangente, pois  há a uma grande demanda de alunos da zona rural que trazem na bagagem a cultura rural, e alunos da zona urbana com outra cultura totalmente urbana,  há muitos  imigrantes oriundos de outros municípios, existe uma  variedade de crenças, raças e diferença de gênero, ou seja a escola Gabriel Lage é um ambiente que muito  necessita explorar  o tema diversidade cultural e propiciar que a temática seja explorada partindo  da realidade pois  existe lá no material humano e na  realidade existencial  fonte inesgotável de saberes
Na interpretação dos dados coletados detectamos que as hipóteses comprovam com as informações que obtivemos com as afirmações no questionário dos professores e alunos em relação a diversidade cultural na sala de aula.
Ao analisarmos os dados fornecidos pelos alunos encontramos estas variáveis:
.Que a analise dos dados informativos dos alunos corresponde de que o professor  de história utiliza mais o quadro de giz, e o livro didático e sendo sempre uma aula igual a outra.
.Que o professor de arte oferece aulas diferentes com trabalhos manuais e de confecção mais motivadora que as outras disciplinas apesar de não trabalhar a diversidade cultural.
.Que não sabem o que é diversidade cultural, mais que estudaram que não se pode ter preconceito e discriminar os outros.
.Que pouco conhecem da cultura do negro e do índio apesar de terem estudado um pouco sobre isso;
.Que as atividades extra-curriculares  acontecem só  em datas comemorativas ou em culminância de projetos.
.Que a troca de experiência entre zona rural e urbana não é propiciada em sala de aula nem o tema explorado.
.Que respeitam a diferença de gênero e o homossexual.
..Que o preconceito racial ainda esta presente no ambiente escolar.
. Que o negro ainda não rompeu com o complexo de inferioridade no que diz respeito a usar determinadas cores.
.Que existe uma variedade de culturas, que inclui a religião, comidas típicas,danças, música e linguagem.
.Que a grande maioria não conhece seus direitos e dos outros colegas
.Que  alunos da zona urbana não gosta de fazer trabalho com a os da zona rural.
.Que aceitam aos alunos portadores de deficiência sem preconceito e discriminação.
.Que ainda apelidam uns aos outros usando a cor, a obesidade etc...
.Que desconhecem a obrigatoriedade de se trabalhar a cultura afro brasileira
                     Analisando o dados fornecidos pelos professores observamos outra variável que os professores ainda estão atrelados ao cumprimento do conteúdo, em detrimento da realidade do aluno, que os temas transversais não são explorados, que as atividades extra-curriculares só existem em datas comemorativas que as disciplinas não são trabalhadas na interdisciplinaridade.
.Que todos os professores são graduados, porém apenas um dos cinco professores de arte tem formação na área de artes
.Que não houve formação continuada até o momento para área de história e artes, e nem tão pouco capacitação.
.Que alguns conhecem o conteúdo dos Parâmetros Curriculares Nacionais e o texto que enfatiza a pluralidade cultural.
.Que ainda não exploraram o tema diversidade cultural devido o tempo ser reduzido e ter muito feriado o que impossibilita avançar .
.Que o currículo é definido na Secretaria de Educação
.Que o planejamento é feito por todas as escolas em conjunto no período marcado pela Secretaria de Educação e assim fica difícil olhar para dentro do ambiente escolar e suas necessidades.
.Que os alunos da zona urbana não querem fazer trabalho com os da zona rural devido a distancia geográfica e por estarem com mais dificuldades devido serem oriundos de salas multiseriadas.
.Que ainda existe muito preconceito de cor entre os alunos que se dão apelidos o que leva a violência física.
.Que no livro didático vem pouca coisa referente a cultura.
.Que a metodologia poderá mudar com a implantação da sala de vídeo.
.Que os pais são ausentes pouco freqüentam a escola.
.Que a comunidade freqüenta a escola apenas em eventos comemorativos.
. Que o plano Global da escola existe e que as ações estão em andamento.
.Que os alunos aceitam os portadores de deficiência e que alguns tiveram formação continuada para trabalhar com estes.
Que a evasão ainda é um grande problema na escola
.Que os alunos são pouco interessados
.Que   devido a grande maioria  dos alunos da zona rural virem de salas multiseriadas   as turmas são lentas.
.Que não fazem trabalhos extra-classe.
.Que algumas turmas são elétricas, que os alunos não se concentram.
Analisando a grade curricular e o planejamento anual da escola observamos outra variável
.Que a grade curricular é composta por português,matemática,história,geografia,ciências,inglês, artes educação física e estudos amazônicos
.Que os conteúdos curriculares  do planejamento não contemplam a realidade do aluno, que os conteúdos na verdade estão fora da realidade e situação existencial e que não contemplam as reais necessidades e curiosidades dos mesmo.
.Que as atividades extra-curriculares são trabalhadas em projetos
Entendemos que a dificuldade de  trabalhar a diversidade cultural  é do professor e do próprio sistema de ensino de um lado o professor não esta preparado, não recebeu formação continuada, não conhece muito sobre o tema, não sabe lidar com o problema, a situação é nova para ele que desconhece a urgência da inclusão da temática,   e de outro lado está o sistema deficiente que não oferta a capacitação e ainda fornece  o planejamento com conteúdos a serem cumpridos a nível de município e não de escola, e  ainda define  o calendário para cumprimento e aplicação dos conteúdos. E quem perde é o aluno que é submetido a aprender o que lhe é ensinado independente de suas reais necessidades  que fica obrigado se não a aprender a pelo menos, tirar a nota estipulada para passar ou só lhe resta evadir além de ser visto como aluno “problema” por alguns professores por fugir do padrão de aluno “ideal” criado pelo professor através do perfil de bom em nota, aprendizado e comportamento.
Segundo Cenem (1997)” Acreditando-se  que uma das formas de combater as desigualdades , seja através da educação escolar, onde há diversidades étnicas, culturais e econômicas.O ponto de partida da produção da diversidade material da vida e da produção social do conhecimento é sempre local.A escola é o foco maior deste  espaço.” Sendo assim a escola Gabriel Lage composta por uma demanda diversificada culturalmente precisa mudar as práticas para favorescer um ambiente capaz de eliminar o preconceito e a discriminação, e ao findarmos a pesquisa e percebermos a dificuldade da escola em trabalhar a temática diversidade cultural fizemos a seguinte proposta:
-Elaboração  e ação de projeto  que promova a valorização da diversidade cultural, construído  e trabalhado com a participação da comunidade escolar;
-Palestras e seminários  envolvendo professores e alunos;
-cursos de capacitação e formação continuada que prepare os professores para trabalhar a temática;
-Avaliação do planejamento participativo ( plano global) com inclusão de ações para a temática.
-Revisão do currículo com a participação de todos os envolvidos no processo de educação e a inclusão da tematica.
-Planejar dentro do ambiente escolar valorizando a realidade dos alunos da escola.
-Trabalhar a temática na interdisciplinaridade.
-Organizar oficinas.
 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Partindo da afirmação de Olson e Bamshad (2004) “de que a palavra raça no plural, não se aplica a nós seres humanos. Existe apenas a raça humana!  Não há nada geneticamente analisando, que diferencie as pessoas de cores diferentes, independente de sua classe social, sexo, credo, ou cor da pele somos biologicamente de uma mesma da raça.” Assim a valorização do individuo como cidadão de direitos e deveres, deve ser na igualdade, independente da cultura ou etnia.
A escola deve garantir  aos seus alunos um ambiente favorável a troca de experiências, respeito as diferenças  a realidade local e a diversidade cultural  o que  tem sido um dos grandes desafios  da educação na atualidade, pois esta,  precisa adaptar-se com novo currículo que inclua a diversidade cultural,   formação dos professores  e oferta de formação continuada para prepará-los para trabalhar essa diversidade, promover a construção de planejamento participativo dentro do ambiente escolar e motivar uma educação que realmente oportunize a todos o desenvolvimento de habilidades e competências além de quebrar as barreiras do preconceito e da discriminação .
Para romper o desafio de educar na diversidade cultural a escola precisa se reorganizar, rever sua práxis pedagógica, preparar os profissionais de educação, fazer parcerias com pais e comunidade, incluir projetos voltados para essa diversidade cultural em seu projeto político pedagógico, numa  ação democrática e participativa de todos.
Ressaltamos ainda que a escola que em seu plano global, não inclui as diferenças do individuo, para serem trabalhadas, valorizadas e respeitadas terá que assumir que não cumpre seu papel na educação e exclui pessoas no processo ensino aprendizagem além de negar o acesso a cidadania a muitos que evadem por não suportar o desprezo que se estabelece nas relações dentro do ambiente escolar ou mesmo os apelidos de “lerdo”, “agressivo”, “elétrico”,” negrinho”, “bicha” “gorducho” ” indisciplinado ” etc...Sendo assim a escola precisa priorizar o ensino aprendizagem  numa pedagogia democrática capaz de admitir as diferenças e valorizá-las visando sempre a formação de uma nova sociedade, transformando o homem em um ser solidário, respeitoso com os outros capacitando-os a  conviver em união.
Ao escrevermos esse artigo abordando  a temática esperamos contribuir com a superação do preconceito e discriminação dentro do ambiente escolar e fora dele criando multiplicadores do respeito a diversidade cultural existente, esperamos que cada individuo possa repensar suas ações, no sentido de valorizar o outro como igual, independente de sua diferença.Que a escola reveja sua prática e filosofia pois não há escola onde todos os indivíduos são homogêneos, mas há sim diferentes que precisam receber o que já lhe é garantido acesso e permanência na escola, respeito a diversidade cultural e educação de qualidade a qual só é possível quando a escola é acolhedora e fornece aprendizado significativo ao aluno.
Para isso os sujeitos da comunidade escolar precisam mudar de atitude, aceitar a diversidade cultural como meio  e conteúdo a ser incluso no currículo capaz de transformar a escola e a sala de aula em um ambiente prazeroso de aprendizagem realmente significativa, sabemos que é um processo de mudança  e que não é fácil, mais também sabemos que é possível desde que a escola esteja disposta a reconstruir-se , rever sua ação principalmente com a formação continuada de seus professores, pois esse é responsável direto pelo desenvolvimento do ensino aprendizagem.


REFERENCIAS:

BRASIL, Ministério de educação.Lei de Diretrizes e Bases  da Educação Nacional,LDB 9394/96,20 de dezembro de 1996.

BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, Brasilia:Imprensa Oficial, 1988.

LATAILLE,Yves ET.al. Piaget,Vigostsky, Wallon teóricos psicogenéticos em discussão.São Paulo: Sumnus Editorial,1992.

PINTO.P.Ação Afirmativa, fronteiras raciais e identidade acadêmicas: Uma etnografia das cotas para negros na UERJ. Rio de Janeiro, 2004.
SANTOS.José Luiz.O que é cultura. Coleção primeiros passos. Editora brasiliense,1983.

DÁLMAS Angelo,Planejamento Participativo na escola Petrópoles Rio de Janeiro, Editora Vozes 1994.
GUERREIRO Séron ,A .Professorado, educação e sociedade: enfoques teóricos e estudos empíricos em sociologia do professorado. In VEIGA, PA;CUNHA M.I.Desmistificando a profissionalização do magistério, Campinas;Papirus,1999.

LIMA,Elvira Souza.Curriculo e desenvolvimento humano.In Indagação sobre currículo.Secretaria de Educação Básica. MEC/Brasil DF, 2006.

SACRISTÁN.J.Gimeno, Curriculo e Diversidade Cultural.In:Silva. Tomaz Tadeu ,Petropoles: Vozes,1995.

FREIRE,Paulo Pedagogia do Oprimido.Rio de Janeiro:Paz e Terra,1990.
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Enviado por docarmo em 19/03/2012
Código do texto: T3563268
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