Vestígio de ruptura na temática de Augusto dos Anjos

VESTÍGIOS DE RUPTURA NA TEMÁTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS

Francisco Rodrigues Júnior

RESUMO: Este estudo tem como objetivo em estudar vestígios de ruptura na poesia do poeta paraibano Augusto dos Anjos, qual temática é marcada pela multiplicidade intelectual pautada nas descobertas científicas do século XIX.

Palavras-chaves: Poesia, ruptura, Baudelaire

Neste estudo pretendemos discutir os vestígios de ruptura da tradição na temática do poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Augusto dos Anjos) nascido em Pau d’Arco, em 1884 e falecido em Leopoldina, MG, em 1914.O marco de sua estréia na literatura deu-se em 1912, com uma única obra intitulada “Eu”, composta por 58 poemas, distribuídos em 131 páginas impressas pela Princeps da Guanabara, sendo custeada pelo seu irmão Odilon dos Anjos. Em 1920 ocorreu a reedição do “Eu”, obra completada a uma coletânea de versos póstumos, estendendo-se a outro título “Eu e outras poesias” organizada por Órris Soares, também prefaciador do volume. A obra do poeta pode ser dividida em três fases: a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores, “Saudade” e “Versos Íntimos”; a segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar, “Psicologia de um Vencido” e a última corresponde a sua produção mais complexa e madura, que inclui “Ao Luar”.

Segundo Junqueira, ao falarmos em tradição e ruptura devemos acentuar de que não se trata de um rompimento de uma escala de valores, mas sim em algo que construa o novo, como reposição daquilo que foi destruído, estendendo uma ponte entre o antigo e o novo, devendo harmonizar e se articular com todo o processo de transição de valores e de reavaliação estética. Portanto, para que essa ponte nova seja construída, o poeta deverá levar em conta que o seu alicerce está calçado nos textos da antiguidade, pois, são através desses textos que se reescrevem (ou se constroem) as linhas da modernidade. Todavia, sem a preservação do antigo seria impossível qualquer emergência do novo, que, nesse ponto seria a atualização temática marcada pela contemporaneidade do poeta.

É nosso objetivo verificar, ainda que, de forma superficial, alguns vestígios de ruptura da tradição nas temáticas de Augusto dos Anjos, que, em primeiro plano, chama-nos a atenção por este se encontrar exímio de qualquer escola literária, sendo seu aforismo literário uma mistura entre romantismo com realismo, que deixa marcas profundas na transição entre parnasianismo, simbolismo e movimento modernista.

Augusto dos Anjos é considerado, na medida do seu tempo, um poeta inovador devido ao seu modo de escrever, de suas idéias modernas e de sua temática diferenciada e marcada pela multiplicidade intelectual pautada nas descobertas científicas do século XIX, (qual viveu nesse século até os seus 17 anos), capaz de nos revelar uma inquietação da fragilidade humana e dos estreitos limites de sua existência, abrangendo a ciência, a arte, a psicologia, a história e a filosofia do cotidiano, causando choque aos leitores de sua época, como poeta versificador da imoralidade e da violência.

Segundo Gullar , a criação poética de Augusto dos Anjos parte de uma visão de mundo marcada pela obra do filósofo inglês, o "pai" do Darwinismo social, Herbert Spencer (1820-1903), qual, em suas leituras ele aprendeu a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e se convencer de ter compreendido a evolução da natureza e da humanidade. Com os alemães, Ernst Haeckel (1834-1919), um dos grandes expoentes do cientismo positivista, ele absorveu o principio da vida e de que a morte e a vida são fatos químicos, e, com Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo da corrente irracionalista, introdutor do Budismo e do pensamento indiano na metafísica alemã, inspirou-o a perceber que a nulificação da vontade de viver é a única saída para o ser humano. Todos esses ensinamentos de aparato científico implicariam ao poeta que o mundo fosse um caos, pois emergia do seu imaginário a dureza de sua época, principalmente a do final do século XIX, quando o Brasil, país economicamente agro-exportador, se encontrava em crise pré-capitalista com proprietários falidos e ex-escravos na miséria, além de ser, também, politicamente dominado por uma elite oligárquica que concentrava em suas mãos todos os privilégios. È com esses problemas e também com outros gerados na Europa, durante as duas últimas décadas desse século, quando ela se encontrava apoiada em uma sociedade dividida em duas classes sociais: a dos capitalistas e a da classe média, sendo a primeira visada aos lucros e a segunda constantemente em crise é que esse poeta provinciano vai construir o seu dialogismo causado pelo estranhamento dos temas e do seu vocabulário. .

Augusto dos Anjos, ao compor a sua primeira e única obra “Eu” desproveu-a de numeração adequada de páginas, de nome de editora, um caso típico dos dias de hoje, a que chamamos de publicações independentes, qual autor mesmo financia a sua obra. Sobre esses detalhes, comenta Montegomery, acrescentando também que

O estranho não é só a falta de indicação de páginas, de editora, de prefácio ou posfácio famosos, mas aquela linguagem nova, chocante, causando risos e gozações nos salões intelectuais cariocas. O estranho é o título monossilábico de primeira pessoa do singular, provocante, enchendo toda a capa, escrito em vermelho, tendo acima o nome do poeta e abaixo o da capital da república. Seguida de data ligado por travessão num tom encarnado, como se estivessem todos sangrando: Augusto dos Anjos, Rio de Janeiro e o ano de 1912.

Augusto dos Anjos é o poeta remanescente da segunda metade do século XIX e do início do século XX, marcado pelas grandes transformações, principalmente a da ciência, cuja influencia recebeu da vanguarda do Expressionismo alemão. Sua poesia, embora fosse motivo de risadas aos salões intelectuais cariocas da época, há de se levar em conta de que ela foi formalmente trabalhada numa linguagem cientista-naturalista, estilo este jamais ousado por qualquer outro poeta de sua época.

O entremeio de séculos - o XIX e o XX - foi marcado pelo estranhamento a todos os poetas que, a cada dia, teriam de aprender a conviver com as constantes novidades, tendo, porém, de criar, buscar e fazer com que os seus apreciadores se adaptassem com os resultados de suas novas artes, sem perder, contudo, o rumo da tradição, que, paulatinamente, ganhava uma roupagem nova para dar a sua continuidade no mundo constantemente contemporizado. A ruptura da tradição da poesia ocorreu nesses entrementes por um elenco de poetas, qual iniciou e deu seguimento à demolição do discurso do eu-lírico, entoando uma nova maneira de conceber o mundo de forma mais objetiva, opondo-se, por exemplo, das extravagâncias do subjetivismo acentuado dos românticos. Cada um, individualmente, buscava experimentar de um novo modelo poético, valendo-se de suas experiências, uma espécie de versilibrismo, valendo pregar o uso do verso livre desobrigado das regras de rima e métrica apoiadas somente no ritmo. Nesse ínterim a poesia divide espaço com os resquícios finais do Romantismo, qual já se preocupava com a busca de uma linguagem nova, engajando-se a novas tendências inquietantes como o Parnasianismo, de impassibilidade e objetividade; Simbolismo, com a expressão da realidade de maneira vaga e imprecisa; Pré-Modernismo e Modernismo, visando de uma vez por toda uma ruptura do passado.

Se a Europa reclamava mudanças e se preparava para viver com o que fosse mais moderno, adaptando-se às novas tecnologias, principalmente as que surgiam no final do século XIX; portanto, é obvio frisar que o elenco de poetas desse período haveria de lidar com o incomum, qual natureza estaria ligada a novas experiências inerentes ao desenvolvimento tecnológico da época. Isso, certamente, vai esboçar aos poetas um campo semântico embrutecido em suas transmissões de ideias através de uma linguagem que tende sofrer constantes variações entre razão e emoção; subjetividade/objetivade. Isso vai ser arrastado ao século XX, como uma tradição marcada para uma era propriamente batizada de “moderna”. Augusto dos Anjos tendo por base o expressionismo alemão e algumas características formais do simbolismo e do parnasianismo, mas não de conteúdo, construirá a sua tradição ao lidar-se com essa ruptura.

Quanto ao comportamento do elenco de poetas surgido a partir do final do século XIX e início do século XX, Wanderley comenta o seguinte

Deste afinado e pluralíssimo elenco de poetas, os vertentes mais marcantes da modernidade poética nasceram para mais tarde seguir caminhos múltiplos em que convergências e divergências se manifestaram de modo a fornecer um traçado complexo e emaranhado que alcançou a poesia moderna.

Desse traçado, complexo e emaranhado processo a que resultou aos poetas, nasce à poesia de Augusto dos Anjos, cuja vertente segue os caminhos múltiplos da divergência, ao que comprova não ocupar, até hoje, um lugar na poesia brasileira, estando, porém, deslocado de qualquer núcleo ideológico a que chamamos no Brasil de escola literária ou outras formas, como estilo de época, período ou corrente. Isso, todavia, não o eximiu em torná-lo um poeta indiminuto, que, até no momento tem passado pela crítica biográfica, psicológica e psicanalítica, embora, alguns estudiosos afirmam não ter esses estudos conseguido um desfecho satisfatório para que o leitor compreendesse definitivamente a sua multiplicidade temática. Isso se dá pelo fato de que o poeta é marcado pela multiface, cujos temas são marcados pela negação, pelo pessimismo, pelo exótico, pelo esdrúxulo, pelo estranho, pela morbidez e até pela ironia. Ele se autodenomina o “poeta da sombra”, que, segundo Jung (1875-1961) é um arquétipo herdado a partir das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. Por intermédio da sombra, ele tece um solilóquio contendo atividades e desejos que a sociedade e até nós mesmos não podemos aceitar: a sombra, segundo ele, é “A solidariedade subjetiva / De todas as espécies sofredoras” .

A partir desta poesia, espécie de abre alas à sua obra, ele segue com outras esdrúxulas, impondo em seu “idealismo” que o “O amor da Humanidade é uma mentira” e, lidando com que é mais duro para a humanidade, ele retrata o “verme” como divindade, um ser que implica a precariedade da existência humana.

Em seu antilirismo, Augusto dos Anjos cria os seus versos com métricas rígidas, rimas preciosas e ricas, cadência musical e aliterações que se fundiram ao esdrúxulo vocabulário a compor-se de imagens insólitas, linguagem complexa e rigorosa extraída da área científica para fazer de sua obra “Eu”, um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma, resistindo ao tempo diacrônico da linguagem. Sobre a sua construção poética, Montgomery comenta o seguinte: “O poeta paraibano é um expert no assunto, conhecedor exímio do fazer poético em versos metrificados e rimados, nos moldes do soneto, mas sobretudo, brinca como quem goza do tradicional padronizado” Isso, contudo, aponta ser o estilo atípico de Augusto dos Anjos, qual, foi capaz de não determiná-lo a que escola ou período literário venha a pertencer a sua poesia. É o poeta residual no período sincrético a que ele, historicamente, pertence. Sob esse ângulo, encontramos em Eliot, o seguinte comentário.

o sentido histórico leva um homem a escrever não somente com a própria

geração a que pertence em seus ossos, mas com um sentimento de que toda a literatura européia desde Homero, e nela incluída, toda a literatura

de seu próprio país têm uma existência simultânea e constituem uma ordem simultânea. Esse sentido histórico, que é o sentido tanto do atemporal quanto do temporal e do atemporal e do temporal reunidos, é que torna um escritor tradicional. (...) Nenhum poeta, nenhum artista, tem sua significação completa sozinho. Seu significado e a apreciação que dele fazemos constituem a apreciação de sua relação com os poetas e

os artista mortos .

Percebe-se que através de uma ruptura, qual significância se dá na construção de uma estética corroborada por si próprio, perscrutando o velho e recriando o novo, torna-se para Augusto dos Anjos uma tradição. Conforme o comentário de Eliot, Augusto dos Anjos não tem a sua significação completa sozinha e sim, com outros poetas, principalmente aos anteriores, aproximando-se, exemplarmente, do poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867), que em seu testamento poético deixou suas confissões íntimas e reflexões sobre assuntos diversos, estabelecendo experiências de como se lidar com o novo. É em Paris que Baudelaire vivencia o choque, o mecanismo reflexo e acionado no operário pela máquina, o capitalismo selvagem, a solidão, o melancólico, a estupidez como ornamento da beleza. Em Augusto dos Anjos, assim, como em Baudelaire, o feio, o selvagem, a solidão e a estupidez se tornam indícios de uma beleza rara, cuja estética revela uma angústia exacerbada atingindo a consciência de tudo o que é subterrâneo, oprimente e enigmático. Se com Baudelaire, temos os quadros parisienses, em Augusto dos Anjos, temos os quadros da morte; ambos marcados por inspirações repugnantes a que serviu à poesia uma renovação realista difusa aos novos poetas e aos perdurativos leitores.

Augusto dos Anjos, embora seja considerado o poeta do “mau gosto”, foi capaz de transpor para o mundo da arte uma forma de registrar, através da poesia, a realidade com seus conflitos, suas contradições, seus tumultos, suas misérias, seus pessimismos e, também, suas grandezas, servindo-se, posteriormente, de itinerário vanguardista para o despontar da arte moderna brasileira. Sob a incidência de Paz, podemos considerar o seguinte, “Disse que o novo não é exatamente o modelo, salvo se é portador da dupla carga explosiva: ser negação do passado e afirmação de algo diferente”. Em Augusto dos Anjos temos a “afirmação de algo diferente”, o poeta que traz em sua modernidade um expressionismo “sui generis”, que antecipa algumas das "descobertas", que rimam com a supremacia do mal e da morte. Ele se entrevê na matéria orgânica uma vocação fatal para o sofrimento, concebendo o espetáculo da vida como um permanente encaminhar-se para a dissolução, para a reversão ao não-ser búdico, onde cessava, aparentemente, a dor de existir. O seu egocentrismo rotulado ao título da obra “Eu” consiste numa forma de inquietação filosófica sobre o ser e o ente, indagando a sua existência. Esse comportamento do poeta dá-nos a entender que ele fosse dirigido por forças incontroláveis, procurando respostas através de duras especulações num entrementes de séculos em que as mudanças ocorreram-se bruscamente, como se quisesse negar um passado marcado pela lassidão, qual, restou ao homem, principalmente ao portador da sensibilidade lírica, a angústia do nada, implicado na psiquiatria como a um medo sem causa identificada. A isso ele mesmo confessa usando os seguintes versos

A passagem dos séculos me assombra

Para onde irá correndo minha sombra

Nesse cavalo de eletricidade?

Caminho e a mim pergunto na vertigem

_ Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem?

E parece-me um sonho a realidade.

A questão de o poeta querer compreender o que é real; o que é natural e o que é sobrenatural, incluindo a existência e a natureza do relacionamento entre objetos e suas propriedades, espaço, tempo, causalidade e possibilidade é algo que o deixa admirado, impressionado, surpreso, inquieto e perplexo. Não é de se admirar quando o homem, principalmente este, revestido numa uma alma antilírica (dada, aqui, como parnasiana) procura compreender a si mesmo e o ente (do individuo, de Deus, de razão e de real). Se a filosofia em toda a sua ciência especulativa preocupa em buscar respostas fáticas sobre a realidade circundante das coisas, Augusto dos Anjos, na constituição de sua modernidade perscruta sob as luzes da cientificidade, o homem. Com o olhar sob o “ser”, a que Aristóteles afirmou “o mais universal e vazio dos conceitos”, ele parte do nada para alcançar o todo, sem negar a realidade, e somente preocupado em conhecê-la num processo de desconstrução e construção, negando princípios e tomando outros como modelos. Assim, como a um ser inacabado, a sua vivência parte de sentimentos primordiais da angústia de suas crises existenciais do cotidiano, capaz de converter os problemas a si próprio. Na visão antitética de Sartre , a sua angústia é a do homem isolado, reprimido e oprimido, em crise, enfermo que representa sua grande e profunda fissura ou fenda existencial, na qual está lançado, suspenso, frente à necessidade dialética da decisão e do salto; do prazer e da dor, da alegria e da tristeza, do ser, do não-ser, da vida e da morte, como ele mesmo diz, diante do homem psicologicamente vencido pela morte.

Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco .

Mesmo sendo a obra de Augusto dos Anjos repelida por leitores exigentes, que, durante as primeiras fases do Modernismo o taxaram de poeta do “mau gosto”, ele superou o tempo e alcançou alguns leitores e pesquisadores dedicados que conseguiram reivindicar e restabelecer a sua verdadeira grandeza. Por conseguinte, todos que lêem e relêem a obra de Augusto dos Anjos sempre descobrem coisas novas, estranhas e admiráveis, pois o “mau-gosto” do poeta tem o poder extraordinário de revelar um sentido oculto nos sons de suas palavras bárbaras, que acrescentam um novo impacto às suas visões medonhas e profundamente comoventes. O ponto mais profundo dos vestígios de sua ruptura consiste não somente em sua temática prosaica, mas também na erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico que é rompido pelo poeta que se preocupou em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência, ou pelo que também afirma Gullar , qual, completa aqui, com nossas palavras: a poesia de Augusto dos Anjos é um laço que se rompe com a imitação extemporânea da literatura européia; sua ruptura ter-se-ia dado menos por uma crítica à literatura do que por uma visão existencial, fruto de sua experiência pessoal e temperamento, qual tentou expressar em forma de poesia.

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