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Texto

Zaqueu, quando a árvore não te esconde

Zaqueu, quando a árvore te esconde
Introdução
Zaqueu era um cobrador de impostos. Diz a Bíblia que ele subiu à uma árvore para ver Jesus.
Para ele a árvore era mais um meio de se esconder e ver em paz o Cristo que passaria por ali. Descer da árvore não é o que mais importa em certos momentos, pois aquele homem estava ferido em suas convicções, ser cobrador de imposto era uma posição importante, mas vergonhosa pelo que representava, pois era tirar de seus irmãos o que eles tinha e dar a Roma, o dinheiro recolhido pelos coletores não iam para os cofres públicos de Israel, eram levados para Roma e nestes casos, como a História Geral nos mostra, estas cobranças são exorbitantes e lesam a população duas vezes. Quem não se lembra de Tiradentes que se revoltou contra os derrames?
Assim vivia o povo de Israel, sofrendo as opressões políticas e administrativas e tendo em suas portas os coletores de impostos que faziam suas próprias leis tributárias, pois cobravam o que era devido e ainda mais, tirando dos povos os seus bens.
Neste cenário vivia Zaqueu, oprimido pelo ódio da maioria das pessoas e,  por certo, odiado até por seus próprios serviçais. Mas diferente da maioria daqueles homens ridos que circulavam por ali, rodeado de amigos e de dinheiro, Zaqueu era oprimido por um vazio constante que nada preenchia e seu coração vivia amargurado. Sim o poder que ele exercia sobre a maioria das pessoas mais humildes que ele não lhe trazia paz, ele tinha um segredo. Um segredo perturbador, ele queria conhecer Jesus, mas sabia que era alguém puro de coração e  quer era tido pelo povo como um santo. Claro que um homem assim abominava sua profissão, por certo o veria como a maioria das pessoas, como um simples ladrão.
É bom lembrarmos, como diz o pastor Sérgio, que ele não é chamado de ladrão, como dizem muitos. A Bíblia, ainda nas palavras do pastor Sérgio,  que não esconde os defeitos de seus personagens, não declara que Zaqueu era ladrão e ele não assume isto, pois quando diz que restituirá a quem tenha lesado, diz claramente se  por acaso. Sim, ele trabalha com uma suposição.
Voltemos ao cenário onde habitava o miserável Zaqueu. Ali estava ele em sua dor e desejo permanente, mas com seus medos e, para piorar tudo, ele era baixo. Sua estatura tornava pior sua situação pois ele jamais veria Jesus se por acaso Ele passasse por sua cidade.
Uma cidade agitada?
Naquele dia – imaginemos como aconteceu pela ótica de Zaqueu – o dia começou como outro qualquer e ele sentou-se à mesa para seu café da manhã costumeiro, antes de seguir para o trabalho, os empregados da casa pareciam mais agitados, mas assim mesmo ele fez suas atividades matinais, alimentou-se e iniciou sua jornada.
Só que a cidade também parecia agitada – ainda imaginando – os transeuntes pareciam apressados, seguindo todos em determinada direção, mas Zaqueu seguiu seu percurso  diário,  apegado as suas próprias preocupações, no entanto aquilo foi entrando em sua mente e ele prestou atenção. Foi quando notou que as pessoas apressadas falavam algo de Jesus. Ele parou, irrequieto, lembrando-se de seu desejo secreto e a multidão foi surgindo em sua direção. Como ele imaginara, realmente não podia ver Jesus. Mudou sua caminhada, como quem volta para casa e lembra-se quelogo ali há uma árvore grande, tem alguns espinhos, mas quem sabe poderia subir como fazia quando era ainda um menino?
Ao chegar à árvore, Zaqueu subiu e se escondeu ali, queria ter certeza de ver Jesus!
Voltemos ao que a Bíblia relata: Jesus ia passando, parou embaixo da árvore e dirigiu-se ao homem que estava ali, chamando-o pelo nome. Pediu que ele descesse da árvore pois desejava cear na casa dele.
Imagine a felicidade deste homem! A felicidade e o temor que encheu seu coração.
Só que ele obedeceu e naquele dia aconteceu algo impossível aos olhos dos demais: Jesus ofereceu-se para entrar e entrou naquela casa. Alimentou-se com aquele homem e o salvou.
Para nós...
Não interessa  o que as pessoas dizem sobre nós, se julgam nossas atitudes sem nos conhecer, se falam por nossas costas, se planejam o nosso mau, se ajuntam-se para nos destruir simplesmente por acreditar que somos diferentes deles. O que interessa mesmo é que o Santo, o Irrepreensível, o Grande, Conhecedor de todas as coisas, nos ama.
Jesus nos aceita como somos. Se há algo que precisa ser mudado, será conduzido às mãos do Espírito Santo que completa  a boa obra em nós!
Aleluias!
Elisabeth Lorena Alves e Pastor Sérgio Carlos da Silveira
Enviado por Elisabeth Lorena Alves em 24/04/2012
Reeditado em 24/04/2012
Código do texto: T3631232
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Sobre a autora
Elisabeth Lorena Alves
São Paulo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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