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A todos os brasileiros

Construir é possível, respeitar é um dever...

Cidadania e democracia são atitudes muito requisitadas hoje em dia, mas possível apenas para poucos.
Para um povo sem memória, é muito difícil construir um futuro e mais difícil ainda é compreender o presente. Sem memória e sem cultura, a experiência humana torna-se pobre e amarga, deixando cada vez mais para trás a tão sonhada cidadania e a tão declarada democracia.
Algumas pessoas definem cultura como um modo de ser, de fazer e de pensar. Para outras, cultura significa ter contato com artes, universidades, informações que a própria sociedade onde vivem lhes proporciona.
Quando falamos em cultura como potencializadora de valores, falamos em solidariedade, fraternidade, igualdade, liberdade e justiça.
 Ser brasileiro significa perguntas, desafios, sonhos, utopias, exigências colocadas de forma tensa e urgente.
Urgência própria da história em que homens concretos vivem e morrem sem opções, com muitas promessas e inúmeras frustrações.
Homens que vivem conquistas e desconquistas. Quantas coisas a ciência prometeu e quantas não cumpriu. Quantas perguntas fizeram e não conseguiram respostas?
Filosofia e Sociologia, ciências que cresceram? Para onde? Que saídas encontramos para nossas angustias e para a melhoria de nossas vidas?
Descobrir o Brasil de novo!
Seria a solução?
Talvez ele nem tenha sido descoberto, mas encoberto por uma cultura, por um modelo econômico e político que permitiu que o verde se descolorisse transformando-se num cinza opaco e desesperançado. Nossa bandeira descoloriu, nossos sonhos esmoreceram. Quem sonhou com um Brasil diferente, construído a partir de um modelo econômico que pudesse ser justo e democrático, se defronta hoje com o conformismo e a indiferença tendo que assistir bem de perto o desmoronamento de seus sonhos.
Brasil, um país de extremos...
Um país que vai do local ao global, da sensibilidade aos desencontros, do encantamento ao descrédito, da arte ao desconstrutivismo anárquico, consumista e elitista.
Brasil rico de pobres e pobre de ricos.
Brasil de brasileiros pobres que buscam saídas para minimizar os males causados pelo avanço, tentando somar esforços para diminuir os efeitos causados pelo desenvolvimento.
Brasileiros cuja violência e desagregação social com seus efeitos graves na sociedade de famintos e miseráveis, procuram a igualdade, procuram opções que os levem a um mínimo de dignidade.
Brasil de pobres que batalham, que pisam o solo fértil, que proclamam a igualdade, que querem a liberdade...tire a venda dos olhos...grite...proclame...faça jus à sua bandeira...exija sim o fim da bandalheira e tome posse do que é seu.
Nada e nem ninguém tem o direito de descolorir o nosso verde, de roubar o nosso ouro e de destruir a nossa paz.
Augusta Schimidt
www.augustaschimidt.prosaeverso.net
Augusta Schimidt
Enviado por Augusta Schimidt em 21/07/2005
Código do texto: T36454

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Sobre a autora
Augusta Schimidt
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
366 textos (532164 leituras)
4 e-livros (6968 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:10)
Augusta Schimidt

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