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A missão da Família



                           A MISSÃO DA FAMÍLIA


A antropologia vê no matrimônio a representação de uma função supra-individual, onde a união leva os esposos à constituição de uma sociedade, onde o amor e a transmissão da vida são colunas mestras. Nesse aspecto, sendo escola de humanismo, é exigido da família (cf. FC 17) o seguinte perfil:

a) formar uma comunidade de pessoas;
b) prestar serviço à vida;
c) prestar serviço à sociedade humana e
d) prestar serviço à Igreja.

A partir destas colocações, podemos concluir que, a despeito de seu papel como realidade humana, a família possui uma missão, desdobrada, quem sabe, em outras tantas.  É sobre isso que falaremos neste tópico. O racionalismo pragmático deste início de século costuma criar estruturas de funcionamento para todas as instituições humanas, de acordo com seus critérios. Assim aparecem as estruturas sociais com papéis bem definidos no concerto geral. A família não escapa a essas tentativas de moldar comportamentos e de fazer a cabeça, como se os problemas das famílias de hoje pudessem ser nivelados por fórmulas acadêmicas, capazes de padronizar soluções. No bom senso, no desejo de crescer e nas normas da moral cristã é possível listar algumas obrigações atribuídas à família como missão.

1. Missão Social

Na sociedade, no mundo do socius, a família tem a missão de aglutinar as pessoas, tornando-se o exemplo modular de organização para o Estado, para a Igre-ja, para todos os estamentos sociais e demais instituições, pois a formação organi-zacional da família, como núcleo de reunião das pessoas, sob os mesmos objetivos e aspirações, é o mais antigo dos grupos humanos e, como tal, capaz de servir de parâmetro ético para os demais.  Disse em meu livro “A família modelo” (Ed. Loyola) que “a vinculação que nasce do sentimento da consangüinidade e do afeto, mantém as pessoas de uma família agregadas entre si, de forma puramente afetiva, sem maiores interesses, pois sob a autoridade estratificada dos pais, funda-se um nível de autoridade social capaz de criar por si mesmo um nível hierárquico natural, sem imposições nem coações, que abarca todos os membros do grupo. As organizações hierárquicas do Estado, da Igreja e das instituições militares e civis, tiveram como modelo a hierarquia familiar, a partir das figuras amorosas do pai e da mãe que, por sua vez, são tipo da Trindade Santíssima, que é o modelo de todas as famílias”.

Que fique bem claro que este estudo ora demonstrado, situa-se isoladamente no campo do social, como que pinçado de um complexo nó de relações, indissociá-vel dos demais aspectos, apenas salientado isoladamente para fins de um estudo sistemático. É sabido que o relacionamento entre um grupo de pessoas, máxime em uma família, jamais se realiza apenas em um determinado nível.  Vamos tentar a-nalisá-lo isoladamente em cada uma dessas missões, a fim de completarmos no final. Como missão social cabe à família mostrar como ser agrupamento de pesso-as, com uma hierarquia simplesmente ordenada pela autoridade dos pais, dos mais velhos, numa pirâmide em geral formada por estes, no vértice e pelos mais jovens na base. Na sociedade, igualmente, essa pirâmide é vivida na visão econômica, com os ricos no topo, a classe média, como diz o nome, no meio, e os pobres formando a base.

2. Missão Psicológica

Como a psicologia é a ciência do conduzir-se, a missão psicológica, mais complexa, dá ênfase especial à construção das pessoas.  Se a missão social abor-dou apenas aspectos sociológicos do agrupamento de pessoas, a missão psicológi-ca, contempla o comportamento das pessoas, o conduzir-se de cada um, o estudo de todas as individualidades que diferenciam os seres, de suas personalidades e o confronto delas, nos conflitos, nos ajustamentos ou na mera convivência. A missão psicológica da família, como formadora da psique das pessoas, reveste-se de singu-lar importância, uma vez que, conhecidos os desníveis de individualidade de cada integrante do grupo, cabe-lhe orientar, como força organizadora, que todos bus-quem a adoção de um comportamento aceitável e harmônico, criando mecanismos defensivos, no sentido de que os comportamentos individuais não se encaminhem para conflitos, mas para o ajustamento.

No relacionamento social estuda-se a pirâmide da autoridade. No psicológico, a pirâmide dos valores, das carências afetivas de cada um, bem como das necessi-dades. O abuso do poder social pode gerar traumas psicológicos, resistência à auto-ridade e à família como instituição. Deste modo, se a missão social da família, é mostrar um modelo de organização em que valha a pena viver, a missão psicológica consiste em criar meios capazes de influir nos comportamentos, que possam forta-lecer a aproximação, já não só física, mas principalmente afetiva. O modelo social é meio estático, como uma velha fotografia. Já o psicológico é bem dinâmico, e se mantém acoplado ao social, pois possui mecanismos capazes de promover o encon-tro e a adaptação entre individualidades e personalidades dos membros do grupo, aparando arestas, evitando a percepção ou manifestação de conflitos.  A missão psicológica da família consiste em harmonizar diferenças, promover ajustes, visan-do, desta forma, uma condução adequada dos padrões de relacionamento entre as pessoas, com respeito aos direitos de cada um, com a interação de uns nas coisas comuns de todos, na autêntica terapia do afeto, buscando o crescimento de todos, e o fortalecimento da força nutritiva da família.

3. Missão moral

Nunca é demais repetir: coisa mais elástica e contestada em nosso tempo é moral. Os rígidos padrões das sociedades antigas vêm hoje esbarrar numa nova concepção de moral, elaborada a partir de uma cultura interesseira de corte neoli-beral, pintada com as cores vivas do oportunismo.  Trata-se da nova moral, originá-ria de transições psicossociais, como períodos de mudança social, como a revolução industrial, o após-guerra, a explosão demográfica, o surgimento de algumas classes emergentes, a influência dos mass media, e, por fim, a carência afetiva do homem deste final de século. Os seguidores do movimento hippie da década de sessenta, influenciados pelos critérios da “new age”, após a guerra do Vietnã, onde o mundo se viu invadido por uma onde de misticismo, esoterismo e espiritualidade de eva-são, decidiram trazer às claras debates que até então só eram tratados sob véus, como uso de drogas, uniões experimentais, homossexualismo, virgindade, aborto, mudança nos padrões morais, de vestimenta e de respeito às autoridades. Foi quando surgiu a divisa “É proibido proibir”.
Essas mudanças, encetadas a partir dos chamados “anos dourados”, refletiu-se na família, nos costumes e nas relações sociais. Na família, sob as crises econô-micas, surgiu a mulher profissional, que foi obrigada a trabalhar e buscar assim melhorar o quadro de sustento do grupo familiar. Junto com o fato de trabalhar fora, ocorreu a chamada libertação da mulher, que passou a postular os mesmos direitos e a mesma liberação que o homem. Uma nova visão de autoridade incidiu sobre as relações pais e filhos. Sem um acompanhamento mais de perto, e vencida pelos estímulos de um modelo permissivo, importado de países de primeiro mundo, a juventude passou a assumir posicionamentos menos rígidos e mais liberais em relação à moral tradicional.

Como conseqüências, muitos daqueles jovens, hoje adultos, trouxeram consi-go uma considerável bagagem de tolerância, uma relativa ausência de senso crítico, uma expressiva liberalidade para assuntos de moral, passando a perquirir ou con-testar valores, como virgindade, fidelidade conjugal, indissolubilidade do matrimô-nio, validade da família como núcleo, etc. Tudo isso ajudou a gerar famílias, sob o ponto de vista dos valores, cada vez mais pobres, ocasionando amiúde, rupturas de relações, divórcio e outras anomalias, nem sempre percebidas pela anestesia do cotidiano, tudo vindo em prejuízo da função moralizadora da família.

Não se quer invocar aqui critérios vitorianos de uma moral anacrônica. Pos-tula-se, tão-somente, como uma das missões da família, e em especial da família que escolheu firmar seus alicerces sobre a rocha que é Cristo, o resguardo de uma moral condizente com aqueles padrões ético-cristãos que decorrem do Evangelho, como respeito à vida, à dignidade humana, à fidelidade aos compromissos assumi-dos, onde as pessoas são seres e não objetos. Reconhecido o momento crítico em que vive, a missão moral da família é, portanto, testemunhar que os valores cris-tãos são efetivamente a chave de uma vida feliz, harmoniosa e salutar.  Esse tipo de vida propicia às pessoas um estilo de vida normal, producente e honrado. Cabe à família, como vanguarda de um novo tempo, ser guardiã moral dos valores eternos, contidos na Palavra de Deus. Cabe a ela preservar o núcleo da revelação, onde o amor, o respeito e a unidade testemunham que essa vivência é capaz de orientar e indicar o real sentido da vida. É preciso testemunhar aos vacilantes que através dessa forma simples de viver, encontra-se mais facilmente a felicidade.

4. Missão Econômica

Qualquer tratado de macroeconomia nos mostra que as famílias fazendo cir-cular as riquezas, negociando com outras famílias e com o Estado. Nessa troca de energia, onde a família investe e recebe recursos, dá mão-de-obra e obtém trabalho, fica caracterizada a relação econômica da família com seu meio ambiente. Esta a-firmativa nos leva a concluir que, as riquezas econômicas do mundo, passam pelas famílias. Pelo menos por algumas delas. Nesse processo, os bens são gerados a par-tir das famílias que, trocam suas riquezas, completando quadro produtivo da utili-dade, onde cada um compra e vende, produz e armazena aqueles bens que necessi-ta.

No terreno prático, vamos ver a missão econômica da família, como agente de uma circulação ética e ordenada de recursos. O tempo em que vivemos exige das pessoas e das famílias uma parcimoniosa política econômica, pois os recursos são escassos, via de regra corroídos por inflação, recessão ou políticas inadequadas, e as necessidades, excitadas pelos apelos publicitários, distanciam-se, cada vez mais, da realização. Não é difícil ver ao nosso redor famílias em crise financeira, compro-metidas pela má administração de seus membros, ou vítimas dos desajustes con-junturais, das crises econômicas, “pacotes”, leis absurdas, achatamento, salarial, desemprego, etc. A família carece de um ponderável equilíbrio para viver com aquilo que tem. Sem exageros nem futilidades já é muito difícil sustentar uma família ho-je, em nosso Brasil subdesenvolvido, imaginem com sofisticações...

É testemunho forte da família, a simplicidade, o exercício voluntário e cons-tante de uma espiritualidade contra o materialismo, buscando conduzir seus mem-bros àquela simplicidade evangélica, característica dos bem-aventurados. A econo-mia, o não ao esbanjamento, a simplicidade de vida, é testemunho cristão da famí-lia e missão pedagógica dos pais para os filhos e toda a sociedade. É preciso que os filhos, seja na família rica, de classe média ou pobre, saibam do esforço do traba-lho, para assim darem valor ao dinheiro e aos bens. Que não se conscientiza da-quele esforço, nunca saberá valorizar o dinheiro quem ganha ou ajunta. O filho que sempre recebe dos pais tudo o que pede, em mesadas, carros, motos e presentes, nunca saberá valorizar a dificuldade de obter aquele dinheiro, podendo passar por apertos, desajustes ou decepções quando, no futuro, não tiver o papai a patrocinar-lhe as despesas.

Ainda no terreno de seu compromisso econômico, a família precisa ter e pas-sar aos demais a exata noção da partilha.  Às vezes o que se desperdiça pode ser vital para a subsistência de alguém. A comida desperdiçada em algumas mesas po-de servir para matar a fome de muita gente. Conheço gente que não come à noite a comida do almoço; sempre há que ser feita comida nova.  Suas sobras dariam para encher doze cestos, ou mais. E o pior: esses testemunhos negativos certamente in-fluirão na construção de jovens e adultos fúteis, materialistas e insensíveis com a miséria dos outros. O modelo social e econômico do Brasil é injusto.  Cabe à família desenvolver a pedagogia da economia, partilhando, economizando, doando e ensi-nando. Assim os pais ensinam os filhos, e a sociedade também tira desse ensina-mento preciosas lições.

5. Missão Política

A política é a atividade dos leigos, por excelência. O mundo é o campo de a-plicação da política, mas tem na família seu berço e sua fonte de inspiração. Sendo a política o modo de organizar as relações dos grupos em sociedade, ela tem na fa-mília seu campo de cultura. É na família que brotam as vocações, sejam elas para a vida religiosa, para a vida familiar ou para o exercício político. Nesse particular, o amor, o respeito, a justiça e a participação sentida no lar serão determinantes para o fortalecimento daquelas atividades. É certo que, de cidadãos bem formados e a-madurecidos, é que se formam os políticos, na pura acepção da palavra, homens capazes de administrar a coisa pública, buscando sempre o bem comum e a defesa das instituições mais sagradas, entre elas a vida, o lar, a justiça, o respeito à pes-soa e a indissolubilidade do vínculo matrimonial.

De tanto ver exemplos negativos, as pessoas costumam ligar a política com corrupção, politicagem, troca de favores, esquemas de sustentação, tráfico de influ-ências, vantagens para elites e minorias.  Política, no entanto, deriva-se do politiké, como ciência de sentir a necessidade do povo e lutar pelos interesses de todos. O futuro do ser humano, é sabido, passa por dentro da família. O futuro da política também passa a se estruturar dentro da formação política da família, onde se exer-cita e se aprende o diálogo, o interesse e a participação, com vistas à realização de todos os membros. Política não pode ser sinônimo de demagogia e desonestidade, mas de defesa, interesse, preocupação.

Cabe à família, formadora de pessoas, a missão de formar bons políticos, ge-rando homens íntegros e capazes de fazer uma política sã e consciente.  Se a famí-lia criar pessoas desinteressadas e sem ideais, a política desenvolvida por elas será capenga de significado comunitário, social e de justiça.  Se gerarmos homens de bem, teremos amanhã bons políticos. Ao fechar-se, assumindo atitudes negadoras, eticamente reprováveis ou conformistas, a família nunca será geradora de agentes de transformação, mas de indivíduos céticos, medrosos, sem ação e vulneráveis à corrupção. E assim, a família terá fracassado em sua missão política, e a sociedade se ressentirá, em diversos aspectos, dessa omissão pois há famílias que estão im-pedidas, por variadas situações de injustiça, de realizarem os seus direitos funda-mentais. No dia em que os homens de bem, formados nas famílias conscientes, as-sumirem seus lugares na política e na vida pública nacional, os maus políticos se-rão definitivamente banidos. É preciso que a família cumpra essa parte de sua mis-são.

6. Missão religiosa

A família já foi mais cristã do que é hoje. “A crise religiosa de hoje é identifi-cada a partir do instante que se constata que as pessoas buscam algo que as religi-ões tradicionais não estão sabendo prover” (A. M. GALVÃO, Ética cristã e compro-misso político, Ed. Ave-Maria, 1996).
 
Hoje, de certa forma, a espiritualidade das famílias foi sensivelmente esvazia-da.  Primeiro porque a emergência das ciências particulares desnudou considera-velmente o aspecto mítico com que o povo conduzia sua religiosidade. Também concorreu para esse esfriamento, o considerável distanciamento da Igreja, dos pro-blemas da população, onde se ressalta uma Igreja mais mística, litúrgica e devocio-nal, que profética e voltada para o homem como um todo.

Hoje a espiritualidade de algumas famílias, esvaziou-se, tornando difícil de encontrar uma família que se dedique continuamente à oração, seja à noite, pela manhã ou à hora das refeições. Vergonha? Falta de fé? Materialismo? Ou falta de tempo? Em termos de espiritualidade e fé, a família tem uma missão indelegável que é a de formar uma comunidade de pessoas, prestar serviço à vida, buscar a conversão das estruturas da sociedade, e envolver-se ativamente na vida e na mis-são da Igreja, “... confundindo-se com esta, tornando-se escola de humanismo cristão e sendo, desta forma, educadora na fé” (LG 53).

O grande problema, talvez fator de tantos desvios, é que muitos não conse-guem enxergar a grande missão salvadora da família.  Como comunidade que se salva salvando, a família, na busca do ser Igreja, conduz seus membros, pela fé, a um estado maduro de quem ama a Deus e se compromete com o próximo.  Assim como a família tem forças para encetar mudanças sociais e comportamentais no meio-ambiente onde atua, também tem essa força para influenciar certas mudan-ças no terreno religioso, especialmente no tocante ao aspecto da participação da família na Igreja. Por sua própria vocação, a família é chamada, com todos os seus membros, a testemunhar uma vida nova, de fulcro religioso, no mundo, ao mesmo tempo em que traz os anseios e as expectativas do mundo, para o seio da Igreja, criando meios de fusão e alimentação recíprocos, transformando simples famílias humanas em projetos da “família de Nazaré”. Fiel à sua missão religiosa, a família deve assumir seu papel transformador, no mundo.

7. Missão profética

Para chegar ao homem como um todo, para forjar pessoas axiologicamente completas, a missão formadora da família deve ser, como as demais, integral, sob pena de não atingir seus objetivos. Deste modo, assumida com o múnus sacramen-tal do batismo e do matrimônio, a missão profética é uma investidura da família de ordem humana e sobrenatural, fiel ao espírito de pertença à Igreja. O profetismo moderno não está vinculado a adivinhações nem a predições do passado ou do fu-turo.  Profeta, hoje, é a pessoa que tem voz para dizer a verdade, anunciar o Reino de Deus e denunciar tudo que crie obstáculos à sua instauração.  O cristão é con-vocado a ser profeta com a missão de testemunhar, anunciar, animar e denunciar.

A família cristã, nesse aspecto, tem como missão principal ser anunciadora da Boa Notícia do amor. Numa sociedade em que se cultiva tanto o egoísmo e a in-fidelidade generalizada, é preciso que os profetas tenham coragem de anunciar o perdão e a reconciliação, testemunhar o amor e a partilha, como base de uma uni-ão sólida e estável, como a aliança que Deus fez com os homens. No cumprimento da missão profética, a ação transformadora da família funciona como vanguarda para denunciar erros, armadilhas e artimanhas de uma sociedade egoísta e materi-alista, agindo como um sinal de salvação entre os homens.

No somatório de todas as missões da família, há que se ver sempre um misté-rio e um desafio. O mistério refere-se à presença de Deus, como sinal, no meio dos que se amam, e desafio, no sentido de que é preciso testemunhar, mostrar com a vida, como Deus age, de um lado confiando missões, e de outro, iluminando e forta-lecendo com sua graça. O que significa para nós o sacramento do matrimônio?  Uma festa com coreografia própria, em que todos se desejam felicidade para sem-pre? Ou ser, concretamente, em cada situação, ou frente a qualquer desafio, um sinal claro, invisível do amor de Deus por seu povo? O sacramento da união de um homem e de uma mulher, a par de todas as graças de estado que confere, gera compromissos e estabelece missões irrevogáveis.


O autor é filósofo e escritor. Autor de mais de cem livros, publicados no Brasil e Exterior, entre elas "A casa sobre a Rocha", Ed. Vozes, 1999.



Antônio Mesquita Galvão
Enviado por Antônio Mesquita Galvão em 28/05/2012
Código do texto: T3693032

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Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 72 anos
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